Introdução:
Há tanto tempo na “arrecadação” digital, que decidi libertá-la
das “teias de aranha” e da voracidade dos “peixinhos-de-prata” que possam
destrui-la, procedendo à sua publicação.
(O autor)
Devemos deixar a vaidade, aos que
A
vaidade em excesso, possui a faculdade de deformar ou mesmo destruir, a
percepção da realidade. Naturalmente e sem reflectir, com toda a estupidez que
lhes é própria, arrogam-se a ser graúdos em todas as particularidades do seu
subdesenvolvimento intelectual. São
aqueles tolos, que quando abrem a matraca, apesar de não vomitarem nada
que se aproveite, fazem da ignorância o seu corcel de litígio. Teimosos e
obstinados que nem bestas, persistem a afirmar a validade dos seus pareceres,
como se eles assentassem em “verdades absolutas”, e não passam de uns pobres de
espírito, - “abençoados sejam, porque deles é o reino dos Céus”! Assim
está escrito.
Não digo que a ostentação, quando
na medida certa, não seja um tempero necessário à vida, e que até possa servir
de lenitivo para o sossêgo espiritual das pessoas; mas, como “tudo o que é
demais é moléstia”, se esse predicado não fôr utilizado com ponderação, o
seu exagero irá, de certo, fazer azedar os diálogos e escanzelar a postura desses
“artistas manientos” que pululam aparvalhados, na comunidade em que vivemos.
Por analogia, a vaidade, gabarolice,
prosápia, - ou lá como queiram chama-lhe -, em excesso, comporta-se como um bom
vinho; é indispensável observar a sua tonalidade, limpidez, oxigenar, cheirar,
e seguidamente, beber” com estrita moderação. Se estes procedimentos não forem tidos
em conta, apenas sai verborreia sem nexo, decorrente da borracheira mental, que
se apanha, e simplesmente serve para aborrecer, impacientar e dissolver os
diálogos em grupo.
Pelas observações realizadas ao
longo meu caminho de vida, cheguei à conclusão de que esses “pobres de
espírito”, eivados por estrabismo opinativo, mesclam a vaidade se com a nobreza,
pensando serem a mesma substância. Ora, isso não é assim; porque o sentimento
de brio, incute-nos a vontade férrea e indomável para alcançarmos o nosso querer;
isto é, conferirmos veracidade aos nossos objectivos. Já o mesmo não se passa
com a vaidade, que, quando excessiva nos pode empurrar para o campo da
arrogância e da insolência, que nos que nos vão limitar o acesso à capacidade
de reconhecermos os nossos erros, e deste modo, ficarmos reduzidos na aprendizagem
para podermos viver condignamente.
Enfim, somos lançados para o
monturo da estupidez onde passamos a ser agrilhoados sem dó nem piedade, pelas
críticas dos mais ajuizados.
Suponho que já chega de “paleio
barato”, - entenda quem souber; mas, p’ra quem num é alienado, idiota ou
imbecil, já basta de palavreado.
António Figueiredo e Silva
Coimbra, 07/08/2025
Nota:
Não
uso o AO90.








