IGUALDADE E EQUIVALÊNCIA
Toda a existência
germina do conflito
e nunca da simetria.
(A. Figueiredo)
IGUALDADE E EQUIVALÊNCIA
Nos dias de hoje muito se tem enfatizado sobre o vocábulo IGUALDADE, louvado seja o Criador! Fazem da IGUALDADE um infatigável cavalo-de-batalha; é igualdade de oportunidades, igualdade de direitos, - os deveres ficam de lado -, igualdade de sexo, etc. Sendo que, se pensarmos profundamente sobre esta suposta virtude, ela não passa de uma ilusão enunciada pelo Ser Humano, e é utilizada para lavagens cerebrais e consequente captação das massas, com arteiros obejectivos previamente determinados. Porque, na verdade, a IGUALDADE não existe em lugar nenhum do Universo, do qual somos parte do seu Todo.
Se reflectirmos profundamente e com
grande amplitude, não teremos dificuldade chegar a essa conclusão, que aparenta
ser utópica, porém, é de límpida realidade. A IGUALDADE não existe. O que tem
vindo a proliferar, e a ser considerado como igualdade, não passa de
EQUIVALÊNCIA – que não é mesma coisa. Entre ambas, existe uma fronteira basilar
que as distingue; é a sua ESSÊNCIA. Esta, não é mais do que o conjunto de características
incindíveis e imutáveis que definem uma natureza, ou uma lógica interpretativa,
que justificam a razão da existência das mesmas, como factos.
É de assinalar que, se existisse igualdade,
no termo absoluto que lhe pretendem atribuir, nada existia – nem eu estaria aqui
a tagarelar sobre o assunto.
Já a EQUIVALÊNCIA, por não comportar
esse sentido absolutista, concede-nos uma maior abertura avaliativa; o seu sentido
apresenta um horizonte menos condicionado, mais vasto e mais alargado para a
nossa compreensão.
A exemplo, olho a Matemática como a
expressão máxima, estampada na construção perfeita do Universo; nada foi criado
ao caso. Mas, quer seja nas equações matemáticas quer seja na estrutura cósmica,
estas duas vertentes primam pela desigualdade, - cada qual no seu estilo; embora
em traços, forças e reacções diferentes, são sempre direccionadas à EQUIVALÊNCIA;
essa, é a Força Invisível, que fez despoletar a continuidade Cósmica a partir
do reinício, que é a particularidade que a todo o Universo é dado atingir, mas conservando
a força e a matéria sempre unidas pela EQUIVALÊNCIA.
Mesmo matematicamente, dois mais dois,
não são iguais a quatro; equivalem a quatro, - o que não quer dizer o mesmo; apesar
da rusticidade do exemplo, é lógico.
Agora vejamos: quer abaixo do microscópio,
quer acima do telescópio, é-nos dado comprovar que toda a matéria do Universo
se encontra em contínuo e perpétuo movimento, - até prova em contrário. Isto é
um dado incontestável. Para que esse movimento subsista, tem de haver uma
desigualdade de energias que busquem uma estabilização entre si, sem jamais a
conseguirem. Como tal, só forças diferentes, se pode originar movimento.
Isto sobrevém, porque a Grande
Força Criadora, que se faz sentir, mas que não está ao alcance no nosso conhecimento,
desencadeia um conflito contínuo, precisamente pela desigualdade existente, que
se neutraliza entre si, até atingir a EQUIVALÊNCIA, que se situa entre a
entropia e o reinício; todavia mantendo sempre a Essência Universal que
no Princípio lhe foi atribuída.
Isto é de alienado, não é?!
António Figueiredo e Silva
Coimbra, 15/01/2026
Nota:
Não utilizo o AO90


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