quinta-feira, 27 de julho de 2017

AGRADECIMENTO (Aniverssário)

AGRADECIMENTO
(Aniversário)

Dantes ainda comemorava risonhas primaveras; acontece porém, que a partir de determinada fase, continuei os festejos, mas numa fase outonal, onde os ventos das mazelas começaram de mansinho a rondar a minha pele; agora já não posso dizer o mesmo, com toda a artrítica estrutura a molestar-me e a bomba cardíaca a fracassar; limito-me a festejar com imenso prazer uns risonhos invernos, enquanto a Natureza o permitir.
Mesmo com canastro cheio de folgas e a força anímica a dar sinais de cansaço, o que ainda funciona e que considero a minha maior valia, é a parte racional, que espero que esta não entre em insolvência, permitindo-me desta forma viver mais uns anos com bastante satisfação, como muitos dos meus amigos tiveram a afabilidade de me desejar.
Àqueles que, ainda que virtualmente se propuseram a entrar na minha festa, efusivamente venho agradecer-lhes pela nobreza do gesto que tiveram.
QUE OS VOSSOS DESEJOS SE REPERCUTAM NAS VOSSAS VIDAS.
BASTANTE SENSIBILIZADO E COM UM GRANDE ABRAÇO, A TODOS O MEU MUITO OBRIGADO!

António Figueiredo e Silva
Coimbra, 27/07/2017
www.antoniofsilva.blogspot.com
  



quarta-feira, 5 de julho de 2017

QUANDO A TERRA TREMER

Aos “Iluminados” Senhores do Mundo, para
 que não se deixem contaminar pela loucura;
eles não ficarão cá para semente.
(A. Figueiredo)

 QUANDO A TERRA TREMER!
(КОГДА ЗЕМЛЯ ВПЕРЕД! -  
(WHEN EARTH SHAKE!  - 當大地震動!- جب زمین ہلا!- いつ震えます!- ווען די ערד שאָקלען! - Wenn die Erde SHAKE! - QUAND LA TERRE SHAKE!- DEMA dibûyî erd!)


O Homem não tem emenda. Desde os horrores de Hiroxima e Nagazaki, que o nosso planeta se tem vindo a defrontar com uma fragilização na sua estabilidade.
Por um lado graças à ciência, que vasculhando no âmago da matéria, conseguiu concluir que o infinitamente pequeno conseguia destruir o infinitamente grande graças a uma desprezível partícula chamada neutrão ou através de outro pequeno elemento chamado vírus, que pode rebentar com toda a cadeia de ADN. Por outro lado, graças também ao fanatismo ideológico que atrofia a percepção analítica, e limita assim, os horizontes da razão. Ainda por outro lado, o alastramento do egocentrismo que prolifera como uma peste e faz com que cada um seja escravo de si próprio e por arrasto escravize os outros.
São estas três razões que, em tresloucada inconsciência hão de fazer a terra tremer num estertor apocalíptico onde nem as bestas escaparão.
Isto pode acontecer – que vai acontecer - enquanto subsistirem meia dúzia de cabeças onde a noção de vida não tem espaço para existir. E não tenhamos dúvidas quanto à sua existência. Estão hibernando no frio dos seus pensamentos maquiavélicos à espera que germinem as condições adequadas para encetar a destruição, que eu considero factível perante os elementos de prova de que tenho conhecimento.
Na América do Norte, Rússia, Ucrânia, China, Índia, Paquistão, Iraque, Irão, França, Alemanha e muitos outros, estão os condimentos prontos para gerar um caldo que atingirá temperaturas acima de 1 milhão de graus Celsius, milhares de milhões de quilowats de energia e ciclópicas tempestades com ventos superiores a 1.000 km/h, capazes de aplainar a face da terra, ou mesmo fragmentá-la.
Encafuados em fortes silos de betão armado e escrupulosamente bem guardados por sistemas de alta segurança, estão armazenados os fazedores de fogos-de-artifício de um futuro escuro como breu, que trarão a destruição integral da vida neste planeta ou até determinar o seu próprio fim como matéria palpável.
Estes monstros destruidores estão à mercê de cabeças que eu não confio, e basta que eles saiam do seu casulo para que os neutrões libertados, na sua fúria desenfreada se encarreguem de fraccionar tudo quanto é vida, transformando a sua equivalência em horror e energia no momento da destruição fatal.
Irá ser um “parto” aterrador onde muitos nem vão ter a possibilidade de ranger os dentes num último alívio de aflição. É à velocidade da luz que tudo isto funciona e nada mais, onde o tempo e o espaço possuem um estado referencial diferente daquele que conhecemos nesta existência.
Quando a terra tremer, não irá sobrar ninguém para contar a história. O Homem, aprendiz de feiticeiro, passou a outro estado de matéria, fenómeno que ele próprio criou e inconscientemente fez deflagrar.
E lá fica a terra! “Vã, informe e vazia”!... Ou apenas um lugar no cosmos onde antes existiu vida, substituído por uns milhares de meteoros, resultado da sua fragmentação, que vagueiam pelo espaço até serem capturados pela força da gravidade de qualquer outro astro nesta ou noutra galáxia existente nos incomensuráveis confins do Universo.


António Figueiredo e Silva
Coimbra, 23/05/21014

www.antoniofsilva.blogspot.com      

segunda-feira, 26 de junho de 2017

UMBIGUISMO AGUDO

Aquele que olha com extasiada admiração
para o seu umbigo, demonstra ser um
derrotado em si mesmo.
(A.   Figueiredo)
(B.    

UMBIGUISMO AGUDO

Por analogia, quando nos referimos ao centro de qualquer coisa é comum aplicarmos a palavra umbigo ou embigo (mais arcaico), consoante a preferência de cada um, sem nos arredarmos contudo, da genuinidade da linguagem portuguesa. É pois, nesse sentido que vou dissertar.
Esta “excrescência” a transformar-se num centro de atenções de tal relevância, que a sociedade em que vivemos olha muito para ela, como se nada mais houvesse à sua volta. É uma tendência generalizada; ou antes, uma maleita genérica a que eu titulo de, umbiguismo agudo, cuja propagação tem tendência para se desenvolver na razão directa do número de parvos que entre nós pululam, assente na abundância de patetas que beatificamente lhes dão crédito.
Existe uma infinidade de palermas que se julgam superiores a tudo e todos, e consagram a vida a olhar para o seu umbigo, deixando que o resto da manada entre em imersão para que ele possa boiar, marejando ao sabor da sua cismática bolina. O lhes interessa é manterem-se no topo do monturo, aquilatando-se como o umbigo principal da récua de que fazem parte integrante.
O seu semelhante não lhes diz nada; a única coisa que os preocupa é atingirem os fins a que se auto-propuseram, nem que para isso tenham de esmagar o próprio pai ou chamar pai a outro que nunca conheceram e nem sabem o seu paradeiro.
O umbiguista é descarado, arrogante, convencido, vaidoso, auto-bajulador, tem um bom salmear, e, acima de tudo, é burro que nem uma porta – como é costume dizer-se; é com estas particularidades que o sofredor de umbiguismo por vezes consegue encobrir a sua burrice e progredir “alegremente” no formigueiro de cegos que o ouvem e lhe sustentam o jogo, alavancando-o a cumes para os quais na realidade ele não está devidamente preparado - mas lá chega.
Um facto é certo: fazer emergir um umbiguista da porcaria e fabricar com ele um burro com jactância não é difícil; os fracos de espírito e os calculistas, disso se encarregam; o que não é empreitada simples ou quase impossível é remover a porcaria da jactância do burro, porque esta escória pasteleira faz parte da matriz da sua imagem; lavada por fora mas sebenta por dentro.
Devido a muita palermice por falta de autoconhecimento, esta “complexa” imperfeição de olhar para o seu próprio umbigo com estúpida admiração, tem vindo a transformar-se numa moda de contornos tão evolutivos, que podemos titulá-la de UMBIGUISMO, NÃO AGUDO, MAS CRÓNICO; a maleita dos parvos dos incompetentes, dos mentecaptos; enfim, daqueles a quem a natureza, por motivos alheios à nossa compreensão, deixou que eles fossem abraçados pelos braços fortes da idiotice, tornando-os nuns seres fracos por natureza.
Estes anómalos, quando olham de cima para baixo com extasiada expressão de cagança erradamente cientes somente da sua existência e do seu falso valor venal, se se mantiverem em silêncio, essa forma de arrufo ainda vai passando; se abrem a matraca, ficam a descoberto e a sua cotação enfraquece, atingindo a realidade do que realmente são. No fundo, não passam de uns pobres diabos, por quem a comunidade até deve ter alguma comiseração porque nessas pessoas, o tal UMBIGUISMO AGUDO, passou a CRÓNICO, sendo por isso incurável.
Transformou-se numa perturbação psicológica auto-imune.

António Figueiredo e Silva
Coimbra, 26/06/2017