sexta-feira, 23 de junho de 2017

CENSURA MORDAZ E OPORTUNA

CENSURA MORDAZ E OPORTUNA
(Loureiro também é vida!)

É crítica incisiva, porque é construída em incontestáveis evidências que se encontram à vista de todos; só que muitos fazem vista grossa por lassidão própria ou porque não lhes interessa
Oportuna, porquanto estamos em temporada de poda eleitoral e os galos tratam de aguçar os seus esporões para a rinha e afinar o seu cantar para a catequização das massas. É pois este o momento próprio para fazer a divulgação de algumas mazelas que, em princípio poderiam ter sido precavidas se os afazeres houvessem sido concebidos com profissionalismo e responsabilidade. Quem fez mal porque não pôde fazer bem?
Não pretendo incriminar apenas os executantes, que na maior parte das vezes até nem são os culpados, mas também os dirigentes, que por incapacidade própria não sabem mandar.
Repare-se no estado em que se encontra esta rua, uma das artérias mais compridas de Loureiro, com cerca de 2.000 metros, por diariamente se escoa um trânsito “infernal”; o seu tapete, que mais parece um velho capacho, já anda a carecer de uma requalificação – palavra muito usada pelos politiqueiros que quer dizer reparação ou arranjo; uma via que é da responsabilidade da autarquia municipal, mas que se encontra vedada aos bons ventos; isto é à boa vontade de quem de direito.
Pelas obras que vejo realizar em tantas outras freguesias pertencentes à mesma concelhia sou forçado a colocar-me numa condição interrogativa: porque não na minha terra?
Perante este pensamento inquiridor, apenas me resta dispor de justificações para o sucedido e aqui começam a surgir as suposições que, mesmo não passando de meras ilações, sei perfeitamente que a alguém não vão deliciar; apesar da sua dureza, espero que façam uma boa digestão.
Primeira: será que existe aqui uma rivalidade nas doutrinas e nos cromatismos políticos e como tal, poderão uns serem filhos-da-mãe e outros filhos-de-pai-incógnito?!
A meu ver, pela simples razão de uns não comungarem dos mesmos ideais que os outros, não se justifica que as ajudas de apoio e dádivas financeiras não sejam distribuídas com a máxima imparcialidade e boa vontade  – se é isto que tem acontecido.
Pelo menos, esta é a noção que tenho de democracia, onde a igualdade de direitos e deveres deve ser tida com uma constante.
Segunda: será que a equipa administrativa da autarquia local é pouco consistente e não tem craveira para fazer exercer o que por direito lhe é devido ou tem andado a dormir na forma?!
Eu não sei. Que entenda quem sabe e responda quem queira.
Noa entanto e para concluir “requalifiquem” a Rua da Vidigueira para que ela possa dar o seu para embelezamento do cartão de visitas cá da terra; aplainem o seu piso, mandem nivelar os buracos de escoamento de águas pluviais, verdadeiros alinhadores de direcção e afinadores de suspensões; aproveito para solicitar a V. intervenção nos “jardins” que ladeiam as bermas e as valetas.
LOUREIRO TAMBÉM É VIDA, PORRA!

António Figueiredo e Silva
Loureiro, 23/06/2017