quarta-feira, 9 de outubro de 2019

"EXULTAÇÃO"


A democracia é o pior dos regimes políticos,
mas não há nenhum sistema melhor do que ela.
(Winston Churchill)

“EXULTAÇÃO”


Aleluia! Isto é uma democracia. Aparente, mas não deixa de o não ser.
Estou delirante com os resultados eleitorais. Que governe (ou desgoverne), o glorioso, que foi sufragado pela “vontade” expressa dos portugueses. Não de todos, como é evidente, todavia por uma taxa percentual de 36,65%, percentagem esta, retirada apenas da metade (arredondamento por excesso ou por defeito) elegida; os outros devem ter sofrido um ataque piolhoso no seu discernimento, grelado pela falta de credibilidade nas acções nocivas promovidas pelos nossos políticos, pelo que, foram “compulsivamente” levados a castrar a sua auto-determinação de votar. Uma grande chatice, não é?!
Embora não esteja de acordo com a sua tomada de posição, é meu dever compreender que lá terão as suas razões para se terem renunciado à sua vontade de eleger; mas, desta forma, também nunca sairemos da cepa-torta, o que é de lastimar; continuaremos ramelosos, artríticos e esclerosados, a olhar o vazio à espera do nada, convencidos de alguma coisa – não sei de quê!?
Contudo, é um alívio para a minha consciência manifestar o meu “delírio”, que é proveniente de uma esperança – por enquanto não passa disso – asseverada por António Costa na campanha eleitoral, como sendo uma verdade, que por agora fica a pairar no universo da incerteza, “erradicar a pobreza que atinge os mais idosos, que são aqueles que são mais frágeis”, são aqueles que mais dependem dos outros” … (Guarda, Domingo, 9 Setembro 2019).
Devem ter sido estas e outras palavras de carácter auspicioso, que por me concederem fadiga não vou aqui expôr, que devem ter feito levedar em muitos elementos da “Peste Grisalha” uma réstia de esperança, ainda que contrabalançada pela desconfiança, e conseguiram captar mais alguma votação, não tendo abispado, porém, a maioria absoluta, como ouço muitos p’raí galináceos a cacarejar.
De qualquer modo, um acontecimento que me causou uma consternada admiração, foi, depois de ter ouvido os vários discursos onde eram manifestadas as condolências, perdão os parabéns, ao triunfante António Costa e consequentemente ao partido que lidera, no cerne das mesmas dissertações, a meu ver, ficou implícita a manifestação de que todos ganharam. Não consegui ainda, digerir esta inversão das análises feitas, - cada um por si – em que as derrotas foram metamorfoseadas em vitórias – pelo menos, em blá, blá.
É caso para pensar: estarei demente, ou serei uma besta?
Considerando bem… na minha incerteza e para não ficar mal na fotografia, é conveniente apresentar as minhas congratulações a António Costa e desejar-lhe que ao montar a nova caranguejola – porque não ganhou por uma maioria absoluta -, que atarraxe bem os parafusos nos pontos fulcrais, para consolidar a sua estrutura contra algum aluimento, porque, apesar de tudo, a metade que se absteve, não deve estar muito descontente, e os outros dois terços, ao certo, ninguém sabe.

António Figueiredo e Silva
Coimbra, 09/10/2019

sábado, 5 de outubro de 2019

COMUNICADO ПРЕСС-РЕЛИЗ PRESS RELEASE PRESSEMITTEILUNG COMMUNIQUÉ DE PRESSE שחרור לחץ


COMUNICADO
 ПРЕСС-РЕЛИЗ
PRESS RELEASE
PRESSEMITTEILUNG
COMMUNIQUÉ DE PRESSE
 שחרור לחץ
A repetência da crónica que abaixo se segue, é motivada pela simples razão de a Equipa do fecebook haver censurado o seu conteúdo, procedendo à eliminação do mesmo, de todas as páginas e grupos onde o publiquei, alegando que este não estava de acordo com as regras estabelecidas.
Muito agradecia aos meus amigos, seguidores e leitores espalhados por todo o MUNDO, o seu empenho em procederem a nova leitura e a deixarem os seus comentários, a favor ou contra, para memória futura, uma vez que não encontro no artigo, matéria para tal tomada de posição.
Grato.
António Figueiredo e Silva  
Faz o teu melhor; podes não
 controlar as atitudes dos outros,
mas podes dominar as tuas.
(Edna Vlois)
O nível da civilidade de um homem,
pode medir-se pelas suas actuações
 em momentos de crise.
(A. Figueiredo)
PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL
PERDEU O AUTO-CONTROLO

Se o olhar incendiasse estaríamos incinerados.
A linguagem corporal, diz muito mais do que um grande discurso.
Neste caso é bem elucidativo o momento de raiva estampado na cara de António Costa, o nosso actual Primeiro. Ministro. Para se comunicar socialmente, é necessário usufruir de um grande poder de encaixe, que, ao que parece e pelos relatos vindos a público, António Costa não tem.
Com este arrufo, sinal demonstrativo de pessoa com acentuada deficiência no auto-controlo, já conseguiu perdulariamente “oferecer” mais uns votozitos a outro partido antagonista daquele que representa – talvez mal, mas representa.
Então cenas destas não seriam de evitar? Há situações que mais vale ser surdo e mudo, do que ouvir tudo e entrar numa desordem. Já tive conhecimento de situações piores, sem nunca terem atingido posições tão degradantes com a ora reportada.
Que me desculpem, se o meu desabafo é inconveniente, mas sinto necessidade de o expôr: o primeiro, apesar da sua avançada idade, talvez não tivesse optado pela maneira mais correcta para “arrotar postas de pescada”, ainda que fossem verdades, porque existem outras formas de atirar para fora os nossos sentimentos, sem arredar o gesto, da sua contundência e eficácia. O segundo, ainda por cima proprietário de uma formatura universitária e uma figura central do Governo de Portugal, só demonstrou falta de capacidade de encaixe, compreensão, incivilidade e… não queria dizê-lo, mas sem o consumar, sinto um nó no estômago e não conseguirei terminar a minha exposição com a consciência em paz: falta de educação.

António Figueiredo e Silva
Coimbra, 04/10/2019
www.antoniofsilva.blogspot.com



sexta-feira, 4 de outubro de 2019

PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL PERDEU O AUTO-CONTROLO


Faz o teu melhor; podes não
 controlar as atitudes dos outros,
mas podes dominar as tuas.
(Edna Vlois)

O nível da civilidade de um homem,
pode medir-se pelas suas actuações
 em momentos de crise.
(A. Figueiredo)

PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL
PERDEU O AUTO-CONTROLO

Se o olhar incendiasse estaríamos incinerados.
A linguagem corporal, diz muito mais do que um grande discurso.
Neste caso é bem elucidativo o momento de raiva estampado na cara de António Costa, o nosso actual Primeiro. Ministro. Para se comunicar socialmente, é necessário usufruir de um grande poder de encaixe, que, ao que parece e pelos relatos vindos a público, António Costa não tem.
Com este arrufo, sinal demonstrativo de pessoa com acentuada deficiência no auto-controlo, já conseguiu perdulariamente “oferecer” mais uns votozitos a outro partido antagonista daquele que representa – talvez mal, mas representa.
Então cenas destas não seriam de evitar? Há situações que mais vale ser surdo e mudo, do que ouvir tudo e entrar numa desordem. Já tive conhecimento de situações piores, sem nunca terem atingido posições tão degradantes com a ora reportada.
Que me desculpem, se o meu desabafo é inconveniente, mas sinto necessidade de o expôr: o primeiro, apesar da sua avançada idade, talvez não tivesse optado pela maneira mais correcta para “arrotar postas de pescada”, ainda que fossem verdades, porque existem outras formas de atirar para fora os nossos sentimentos, sem arredar o gesto, da sua contundência e eficácia. O segundo, ainda por cima proprietário de uma formatura universitária e uma figura central do Governo de Portugal, só demonstrou falta de capacidade de encaixe, compreensão, incivilidade e… não queria dizê-lo, mas sem o consumar, sinto um nó no estômago e não conseguirei terminar a minha exposição com a consciência em paz: falta de educação.

António Figueiredo e Silva
Coimbra,04/10/2019


A GERINGONÇADA


A política, foi primeiro, a arte de impedir as pessoas
 de se intrometerem naquilo que lhes diz respeito.
Em época posterior, acrescentaram-lhe a arte de
 forçar as pessoas a decidir sobre o que não entendem.
(Paul Valéry)

A GERINGONÇADA
(Flagrantes da política)

Ao escrever estas linhas, mesmo sabendo que já não vou a tempo, penso que vão ter alguma relevância no próximo mandato, seja de quem fôr, se os seus elementos forem dotados de discernimento ético, e tenham empenho em promover neste polígono rectangular, uma governação que se baseie na vontade popular, e não noutra qualquer, maliciosamente enjambrada à última hora, como aconteceu com a administração antecedente.
Para que os portugueses não voltem a cair no mesmo logro, a lei constitucional, tem de levar uma lavagem, com vista à contenção, ou mesmo, depuração do oportunismo sem freio, cujas consequências resultaram em situações porosas que debilitaram o nosso sistema económico, actualmente posto em causa.
Muito paleio e saliva foram gastos na defesa – sem defesa alguma -  da atitude aglomeradora inter-partidária, cuja finalidade foi a criação de uma governação oligárquica, como se tratasse de uma monarquia sem rei nem roque.
Esta rasteira, que foi estribada em lacunas dos regulamentos constitucionais, desencadeou a desarticulação de todo o nosso sistema governativo, submetendo o povo a uma “escravatura” urbana e rural de “sádica subtileza”, onde o aguilhão do desalento, lentamente lhes foi ferindo o corpo e a alma.
 A população está desmotivada, e tem razões para isso. Verdadeiramente, apesar de isto não ser um oásis, como arengou o nosso Primeiro-ministro António Costa, os portugueses têm vindo a ser tratados como camelos, cuja docilidade e pachorrice lhes foram (e são) disfarçadamente impostas pelo sistema.
Fazendo eu parte da “cáfila”, não os culpo por isso, mas acuso aqueles que os (nos) ludibriaram com rasteiras de da má-fé, em que nos foram apalavrados mundos e fundos, e no fim, fomos confrontados com fundos (vazios) sem mundos.
Algo esteve mal, mas não compete a mim justificar o porquê, quando não ainda vou parar ao chilindró, coisa que actualmente me custaria um bocado porque já estou velho e debilitado para me agarrar às barras da cela – a não ser que fosse em Évora, mas esse “hotel” não está reservado para mim.
Estou aqui a fazer esta dissertação alienada e ainda não disse o porquê, mas vou fazê-lo.      
Quem quer fazer alianças partidárias, que as faça antes da campanha eleitoral e que governe quem tiver a maioria.
Não quero saber se é “A”, “B”, “C”, “D”, ou até o abecedário todo; eu, e naturalmente a maioria dos portugueses, não gostamos de surpresas – a menos que sejam boas.
O que não tem acontecido.  

António Figueiredo e Silva
Coimbra, 04/10/2019
www.antoniofsilva.blogspot.com