domingo, 12 de abril de 2026

DEMOCRACIA FINGIDA=AUTOCRACIA

Quero que fique aqui bem frisado, que não racista nem xenófobo; respeito todas as edeologias políticas e religiosas, desde que não as queiram impor a mim.

Também não sou contra a imigração, que é sempre bem-vinda, - quando devidamente controlada, como é óbvio -, mas… “quem entra em minha casa, tem de cingir-se às regras existentes, porém, com absoluta liberdade de preferência”; se não aprova, que regresse ao seu país de origem.

(do Autor)

 

DEMOCRACIA FINGIDA=AUTOCRACIA

Scheindemokratie = Autokratie

Bhuẏā gaṇatantra = sbairatantra

Dân chủ giả tạo = Chế độ chuyên chế

Фальшива демократія = Автократія

 


    Muito deploro, mas sinto-me na obrigação de defender este meu credo, se bem que, desobrigado de fanatismos, todavia, com base nas circunstâncias pela frente tenho vindo a observar.

É do conhecimento geral o “saber” sobre o que é uma ditadura, e muito mais, aqueles que sofrerem ao atravessar o seu dificultoso caminho, como a mim tocou. Só que, existem duas formas de apresentar a ditadura; uma é através da realidade de quem por ela passou; outra, é aquela que reza a história, que sempre obedece a um “sabichinho” de tendência manipuladora do historiador, que se presta a dar mais brilho aos defeitos, do que às obras de benefício comum. Assim, sobrevém que a história pode não ser como foi na realidade, por ter sido adulterada pela forma como muitas vezes é descrita.

Hoje, Portugal considera-se um país democrata, onde a liberdade é “palavra do dia”. É deste modo, um estado, em que a capacidade do Governo emerge de um sufrágio popular; é um Estado de Direito.  Ou seja, uma situação governativa, em que a lei funciona em plena igualdade, (devia funcionar), para todos os cidadãos, protegendo-os, e permitindo-lhes também a liberdade expressiva dos seus juízos, que, quanto isto nada tenho a dizer, porque o Governo, “benevolente”, permite que “os cães ladrem, mas a caravana continua a avançar”.

Porém, as circunstâncias da Democracia, obviamente que têm de estar subordinadas a regulamentos, quando não, transformar-se-ão numa Anarquia, (que em Portugal, não andará muito longe), e nesse caso, cada um é livre de fazer o que lhe dá na cachimónia, da maneira que quer e lhe apetece.

Não quero com isto dizer, que a Autocracia, (Ditadura), seja melhor do que a Democracia, porque não é; contudo, para que a condição Democrática possa sobressair em toda a sua grandeza, é racional que os cidadãos devem apresentar firmes alicerces de educação; se deles são carenciados, que lhes sejam impostos, pelos princípios instituídos, para estabilizar a vivência social e mantê-la em plena harmonia; e é essa civilidade que tem vindo volatilizar-se no nosso país, com a entrada triunfal da presente “Democracia”, há meio século.

Essa vaporização tem tido grande influência na sociedade portuguesa, pelos exemplos transmitidos por alguns dos elementos da nossa estrutura governativa, que não são dotados da cidadania actina entre si. Não dão exemplos. Entabulam manigâncias por conta própria e são dotados de falta de lisura nos seus argumentos e compromissos; apenas tentam remendar atabalhoadamente as questões e os hábitos maliciosos, com verborreia rasca e bolorenta, da qual o povo já se sente empanturrado.

Ora, não é a este estado de coisas que podemos chamar de Democracia. É mais, uma Democracia encapotada, paraíso dos grandes e inferno dos pequenos.

Agora, vou à razão, pela qual a factual “Democracia Encapotada”, equivale uma “Ditadura real”.

Isto tem sido uma balda desenfreada.

Corrupção abrasiva de desvio de fundos para fora dos objectivos haviam sido destinados; diminuição de autoridade às entidades policiais, que são o garante da tranquilidade populacional; o povoamento de áreas do território, com imigrantes, uma maioria dos quais, que não se sabe onde penduram o pote, - daí resultando que já não se pode andar na rua sem a companhia do constrangimento  ou receio; aos profissionais na área do ensino e didactologia, também lhes foi diminuída a valorização nessas funções, - “até se dão ao luxo” de serem agredidos; daí resultando, que a qualidade do amestramento seja deficiente acompanhada da perda relativa de interesse, - a docência está em queda livre e a falta de professores já se faz sentir.

As forças policiais, que são o garante inquestionável da nossa tranquilidade, têm vindo a ser desvalorizadas e a sua autoridade restringida, - o apreço devido, não passa de uma miragem.

Quanto à justiça, a   lentidão processual jurídica, estica-se até mais não poder, quando se trata de “cão grande”, que abocanhou uns “milhões” à revelia das normas vigentes; o que não acontece com um “miserável ladrão de galinhas”, por ter assaltado uma capoeira e cometido o “roubo de um frango” para sua sobrevivência.

A inflação! Ai! Esta intumescência, abusivamente tem vindo a trepar a olhos vistos, aproveitando-se da instabilidade Mundial como catapulta, (desculpa), e o Governo não é capaz de lhe frear o andamento, impondo a determinação das percentagens lucrativas obrigatórias, na razão directa do valor da aquisição, - como era estabelecido há cinquenta anos atrás. Não, usa teoria do caracol a elevar-se lentamente por um mastro; “de dia sobe dois metros; e de noite, adormece e escorrega um”.

E foi por estas e muito mais situações, que Portugal ancorou à cauda da Europa.

Tudo isto parece irrisório; mas em mim, assoma-se-me à face um sorriso amarelo, que ma faz soltar a adrenalina, estremecer toda a minha constituição estrutural e psicológica, além provocar uma angústia como nunca lembro de ter passado no tempo da Ditadura. Estarei eu senil?!

Se calhar, é mesmo por estar velho e taralhouco!? Se assim é, não liguem, que a tolada vai passar.

Mas, mesmo com a cabeçona azoeirada, que isto carece de uma grande mutação, não tenho dúvidas.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 12/04/2026

 Nota;

Não uso o AO90

 

Sem comentários:

Enviar um comentário

DEMOCRACIA FINGIDA=AUTOCRACIA

Quero que fique aqui bem frisado, que não racista nem xenófobo; respeito todas as edeologias políticas e religiosas, desde que não as queir...