Recordam-se?
Porque ‘stória é bastante densa e complexa,
não me atrevo a estar pr’áqui a puxar o fio à meada do seu intricado enredo. Aqueles
que, por simples curiosidade ou interesse genuíno, desejarem vasculhar a narrativa
completa da ocorrência, só terão de inserir no motor de busca google, peste
grisalha - de imediato lhes aparecerá todo o relambório, - que não é
pequeno!?
A
continuar: para além da defesa que com perfeição e clareza lavrou, dirigida ao TEDH,
(Tribunal Europeu dos Direitos do Homem), que culminou com a minha absolvição,
ainda teve a gentileza de me haver concedido a sua franca amizade, até aos dias
de hoje.
São factos que não
devo, nem consigo esquecer.
O certo é que lá nos
íamos contactando pelas vias de comunicação normais, porém, há muito tempo que
não nos encontrávamos presencialmente.
Para além disto,
apenas vinha assistindo, - quando podia -, às suas doutas análises de jurisprudência
emitidas pela TVI, no programa “A SENTENÇA”, cujos
contextos são baseados em factos reais. Perante as deliberações concisas e
consolidadas nos estatutos da legislação em vigor, muito podem instruir aqueles,
cujo conhecimento se encontra menos informado quanto à sapiência interpretativa,
proveniente de uma figura, que, sem dúvida alguma, é detentora de uma bem dilatada
trajectória jurídica na apreciação e deliberação das mais diversas causas.
Sucedeu que, no dia 29
de Março passado, recebi uma chamada telefónica do Sr. Dr. Juiz Hélder
Fráguas, (que já foi Magistrado Judicial em variados Tribunais), a
anunciar que se iria deslocar a Coimbra, e que teria muito prazer em
realizarmos um encontro.
Dito e feito! Senti
grande satisfação em nos voltarmos a ver pessoalmente, e termos oportunidade de
manter uma “frugal” conversação sobre assuntos vários, de onde borbulharam,
como seria de esperar, reminiscências do passado, ainda em repositório no córtex
cerebral, a prateleira de arquivo que faz parte da nossa estrutura racional.
Uma lavagem à alma!
Porque é uma figura
pública, julgo que também me assiste o direito de levar a público o meu
manifesto reconhecimento pela consideração ofertada.
E mais acrescento, as
suas “lições” fazem sempre falta, porque a ignorância da lei não justifica o
incumprimento da mesma. Por conseguinte, se soubermos onde pousamos os pés,
será mais difícil cair nos buracos, que na causticante e imprevisível andarilhança
da vida, por vezes se nos deparam.
Pela parte que me
cabe, muito obrigado por tudo, Prezado Amigo, Dr. Juiz Hélder Fráguas.
Anseio que, para uma
próxima “conferência”, (não sei quando), eu ainda exista, para mais uma assepsia
da alma, - se assim se pode dizer.
Coimbra, 08/04/2026

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