O trabalho dos dominadores, é dividir os
dominados.
ANTEVIDÊNCIA
TẦM NHÌN XA
Voraussicht
استشراف
遠見
ΠΡΟΒΛΕΨΗ
רְאִיַת הַנוֹלָד
दूरदर्शिता
FORESIGHT
ПРЕДВИДЕНИЕ
O governar.
Como é meu hábito “acreditar”,
é muito mais fácil governar o que não é nosso, do que aquilo que nos pertence.
A sabedoria da política,
não determina isso; antes o oposto. A estadística foi formulada para
estabilizar diferenças entre as várias populações que andam a passarinhar à
tona pelo Globo. Porém, a maioria daqueles que se têm dedicado a essa área,
estão a borrifar-se para as populações que dizem administrar.
O interesse primordial, tem
sido governarem-se a si próprios em primeiro lugar; o resto não passa de canções
de embalar, cuja sonância musical e cadência, artificiosamente estudados, têm o
dom de provocar entorpecimento nos cérebros mais débeis, que olvidam haver por
detrás da política, jogos de interesses encobertos; é certo que não ouso
afirmar que não haja políticos credíveis na execução do seu papel. Se o fizesse
estaria a mentir. Sim, eles existem; mas são poucos.
Apesar de nunca ter mergulhado
no mundo da política, (hoje mais politiqueiro do que politico), “nem saber nada
sobre essa matéria”, actualmente, com oitenta e dois anos a roçarem-me o pêlo,
posso afirmar com segurança, que já passei por maus momentos, resultantes de
governações imperfeitas. Tivessem sido ou sejam elas, ditatoriais,
democráticas, socialistas ou comunistas.
Até ao momento,
ao olhar para a maior parte daqueles que têm vindo a montar no dorso do estado
mundial da política, o descrédito tem vindo a minar o meu espírito com picarêtas
de desilusão, por contemplar que, “se
de um lado chove, do outro venta”. “Que venha o Diabo e escolha”.
O facto de não ser o meu
país de origem, nem nunca por lá haver passado ou vivido, ajuízo que não me vai
ser quartada a divulgação do meu conceito, relativo àquele burburinho que tem vindo a ensopar as cabeças ao povo
Brasileiro. Não ponho de parte, porém, que este bulício ocorre em quase todo o
mundo. A luta pelo poder.
Todavia, antes de prosseguir
com a dissertação, quero frisar que, nem um nem outro, se situam dentro dos
meus parâmetros gustativos.
O Sr., (ainda presidente),
Luiz Inácio Lula, que se considera ter sido um “óptimo governante”, (se
assim não fosse, não teria afluído ao quarto mandato), já esteve na “jaula” quinhentos e oitenta
dias, (certamente por promover a “filantropia”, não sei!?), vem agora argumentar
que, “Bolsonaro (Flávio),
só está preocupado com o poder”.
Isto dá-me vontade de rir!
Então e ele, o Sr. Inácio Lula, que
tanto papagueia, está apoquentado com quê?
Vê-se ao longe, que entre ambos existe
uma dualidade de interesses, sem sombra de dúvida, análogos, - para não dizer
idênticos ou mesmo, equivalentes.
No decorrer de toda esta ladainha,
apresso-me a lavrar em duas ou três linhas a minha predição sobre a maratona às
presidenciais brasileiras, consolidada na certeza de que, liderança não
significa soberania. Mas existe muita gentinha que mistura estes dois
princípios e os resultados finais usualmente são contraditórios.
Deem as voltas que derem, quem vai vencer
é Flávio Bolsonaro; posteriormente, ao seu pai ser-lhe-á
removida a pulseira tíbio-társica e terminará o seu engaiolamento preventivo.
Livre como um passarinho e como um bom pai, naturalmente irá contribuir para a
estabilidade do êxtase do seu descendente.
Quando as rédeas do poder mudam de
posição e a alcândora passa para outro “pássaro”, é comum as directrizes do
poder também se alterarem e saracotearem ao sabor das ventosidades da amizade,
da retaliação, do compadrio, do favoritismo e do engrandecimento fácil, que vão
levantar muita da sujeira antes camuflada; aí, é que a “porca torce o rabo”.
E não digo mais, para não “pecar”,
mas… “estou reticente” quanto ao porvir do Sr. Inácio Lula da Silva. É
muito bem capaz de voltar a ser “encafuado”.
É que a política, lastimavelmente conglutina
duas faces; a temperança e a vingança.
Mas, tempo o dirá.
António Figueiredo e Silva
Coimbra, (PORTUGAL), 17 de Outubro, de
2026
Nota:
Sou contra a aplicação do AO90.

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