"Todos os dias, a Natureza cria
o bastante para nossa carência.
Se cada um, fizesse uso do que lhe
fosse necessário,
certamente que não havia pobreza no
mundo."
(Mahatma Gandhi)
Ainda assim, parcamente, mas vai
havendo alguma coisita.
Contudo, acredito que se a m@rda fosse
dinheiro,
os pobres nasciam se cu. Se tal
ocorresse, seria bem pior.
(António Figueiredo)
MEDITAÇÃO
Meditatziya
Dhyan
MEDITAŢIE
MEDITATSIYA
THIỀN
ĐỊNH
Meisō
Míngxiǎng
Há seres que podem
marcar as nossas vidas com a melhores ou piores chancelas das suas
atitudes.
Uma, exortando-nos
a caminhar p’rá frente, de cabeça erguida, quando notam que expressamos a nossa
vontade em vencer; outra maneira, - a mais frequente -, a de nos excitarem
negativamente, com recurso aos mais sofisticados e perversos meios, para nos derrubar,
quando a nossa fragilidade vivencial ou emotiva, a essas maliciosas pessoas estão
subordinadas. Esta segunda espécie, faz parte do amontoado onde prolifera todo o
género de sacanas, invejosos, falsos, incompetentes, mafiosos, corruptos e filh@s-d@-p@ta,
que são espevitados por uma vanglória sem sentido, e fermentada em união com um
egocentrismo doentio, porém, persistente, que as leva a raciocinar: se não
me respeitas pela porcaria que sou, tens de reverenciar-me pelo “ouro” que
possuo. Elas acreditam devotamente que o dinheiro é o seu deus; a divindade
transcendente que lhes dá honorabilidade e soberania absolutas.
Como estão
completamente enganadas! São incapazes de observar que isso ocorre, porque
purulência da sua cegueira intelectual obstrui-lhes a visão de si próprias; logo, não
vão além de seres imprestáveis e
malfazejos, que não passam de rastejantes empertigados de nada.
Repito: o
dinheiro não merca tudo.
Um dia, sim, há
sempre um dia, quando derem por isso, dariam tudo o que têm para regressar ao
início, mas será tarde demais.
O “capim”, (dinheiro), vicia e degrada.
Apesar de ser comum falar-se no suficiente, até à data não
encontrei ninguém, desde os mais pobretanas ao mais bem recheado ricalhaço, que
me conseguisse expôr a noção cabal de… bastante.
Reconheço, porém, que esse defeito também me persegue, e deixa-me
espantado e inquieto, por não alcançar a obtenção da explicação correcta para
dissipar a minha dúvida. É verdade que muito me tenho questionado sobre esta matéria,
e nunca obtive uma resposta perfeita!
Afinal o que é o suficiente?
Eu, não sei. Contudo, fico na expectativa de que apareça alguém
com paciência e erudição, que se prontifique a
auxiliar a desenvencilhar-me
desta minha burrice.
António Figueiredo e Silva
Coimbra, 18 de Setembro, de 2026
Nota:
Não utilizo o AO90.
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