sexta-feira, 18 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO

 

"Todos os dias, a Natureza cria o bastante para nossa carência.

Se cada um, fizesse uso do que lhe fosse necessário,

certamente que não havia pobreza no mundo."

(Mahatma Gandhi)

 

Ainda assim, parcamente, mas vai havendo alguma coisita.

 Contudo, acredito que se a m@rda fosse dinheiro,

os pobres nasciam se cu. Se tal ocorresse, seria bem pior.

(António Figueiredo)

 

MEDITAÇÃO

Meditatziya

Dhyan

MEDITAŢIE

MEDITATSIYA

THIỀN ĐỊNH

Meisō

Míngxiǎng

 


    Pelo trajecto acidentado que neste Mundo vamos percorrendo, é comum depararmos com seres que se espraiam no espaço invisível que decorre entre o benigno e o adverso. Aqueles que foram escolhidos para esta maratona, podem encontrar de tudo e para os mais diversos paladares, desagrados e feições.

Há seres que podem marcar as nossas vidas com a melhores ou piores chancelas das suas atitudes.

Uma, exortando-nos a caminhar p’rá frente, de cabeça erguida, quando notam que expressamos a nossa vontade em vencer; outra maneira, - a mais frequente -, a de nos excitarem negativamente, com recurso aos mais sofisticados e perversos meios, para nos derrubar, quando a nossa fragilidade vivencial ou emotiva, a essas maliciosas pessoas estão subordinadas. Esta segunda espécie, faz parte do amontoado onde prolifera todo o género de sacanas, invejosos, falsos, incompetentes, mafiosos, corruptos e filh@s-d@-p@ta, que são espevitados por uma vanglória sem sentido, e fermentada em união com um egocentrismo doentio, porém, persistente, que as leva a raciocinar: se não me respeitas pela porcaria que sou, tens de reverenciar-me pelo “ouro” que possuo. Elas acreditam devotamente que o dinheiro é o seu deus; a divindade transcendente que lhes dá honorabilidade e soberania absolutas.

Como estão completamente enganadas! São incapazes de observar que isso ocorre, porque purulência da sua cegueira intelectual  obstrui-lhes a visão de si próprias; logo, não vão além de  seres imprestáveis e malfazejos, que não passam de rastejantes empertigados de nada.

Repito: o dinheiro não merca tudo.

Um dia, sim, há sempre um dia, quando derem por isso, dariam tudo o que têm para regressar ao início, mas será tarde demais.

O “capim”,  (dinheiro), vicia e degrada.

Apesar de ser comum falar-se no suficiente, até à data não encontrei ninguém, desde os mais pobretanas ao mais bem recheado ricalhaço, que me conseguisse expôr a noção cabal de… bastante.

Reconheço, porém, que esse defeito também me persegue, e deixa-me espantado e inquieto, por não alcançar a obtenção da explicação correcta para dissipar a minha dúvida. É verdade que muito me tenho questionado sobre esta matéria, e nunca obtive uma resposta perfeita!

Afinal o que é o suficiente?

Eu, não sei. Contudo, fico na expectativa de que apareça alguém com paciência e erudição, que se prontifique a  auxiliar a desenvencilhar-me  desta minha burrice.

 

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 18 de Setembro, de 2026

 

Nota:

Não utilizo o AO90.

  

Sem comentários:

Enviar um comentário

MEDITAÇÃO

  "Todos os dias, a Natureza cria o bastante para nossa carência. Se cada um, fizesse uso do que lhe fosse necessário, certamente q...