O sonho da igualdade só cresce no
terreno do respeito pelas diferenças.
IGUALDADE
RÓWNOŚĆ
GLEICHWERTIGKEIT
BÌNH ĐẲNG
PERSAMAAN
समानता
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Para podermos creditar ou não, a existência da igualdade, temos que nos embrenhar no âmago da matéria, (até ao momento conhecida), e olhar para a sua constituição, que é a que conglutina o Todo Universal.
Não me julgando eu cientista,
porém uma ínfima partícula, imensamente inferior a uma bactéria desse Complexo
Universal, vou tentar com unhas e dentes defender a minha dissertação,
recorrendo à organização da matéria, até hoje investigada e provada, cujos
resultados estão extensamente divulgados.
A IGUALDADE, que não passa
de numa ilusão para muitos cérebros sem miolo, converteu-se numa realidade louvada,
timonada por antolhos de um fanatismo exacerbado, que lhes oculta por completo
a amplitude da realidade.
Toda a substância até
hoje conhecida, consegue a sua vitalidade através de uma luta renhida, entre o NADA
e o TUDO; isto é, entre a IGUALDADE e a DESIGUALDADE. Se uma destas partes não
existisse, todo o Universo seria um vazio. Nós e tudo aquilo que conhecemos e
vivenciamos, seria equivalente a ZERO ABSOLUTO.
É essa diferença entre
partes, que permite a existência de tudo o que podemos ver, sentir e observar,
até alcance, – embora limitado -, dos nossos sentidos, e com recurso à alta
tecnologia ao nosso dispôr.
Depois disso, ficamos
com a certeza de que só é possível abrolhar algo após uma entrelaçada luta
entre duas essências diferentes; entre um MAIS e um MENOS, entre um ÂNODO e um
CÁTODO, entre um POSITIVO e um NEGATIVO, entre um MACHO e uma FÊMEA. Só assim
se gerou e continua a conceber tudo quanto existe.
Se uma das partes não existisse,
o inexplicável NADA seria senhor absoluto, porém, igual a NADA. Logo, isento de
qualquer esclarecimento. Primeiro, NADA é passível de NADA; segundo o NADA,
segundo o conceito da palavra, congrega a existência de NADA.
Virando o azimute “louco”
que acabei de traçar, vou passar a dissertar sobre ALGUMA COISA, como; a
IGUALDADE ENTRE O SER HUMANO E A SUA EXISTÊNCIA, que é proveniente da tal luta
entre dois factores, que, como podemos atestar, são desiguais; assim sendo,
essa essa IGUALDADE nunca poderá ser uma realidade entre eles, porque foram
criações elaboradas naturalmente, com defeitos e virtudes, quer de um lado quer
de outro; melhor dizendo, à semelhança da Natureza que o gerou.
Reconheço que esta
dissertação é bastante complexa, mas não encontro outra forma de o fazer, por forma
a que todos compreendam. Paciência.
Ora, se a desigualdade é
uma componente intrínseca do Ser Humano, como é possível estabelecer uma igualdade
comunitária? Não passa de uma laracha.
Mas de todo, essa “igualdade”
não será impossível; se realizada por administrações de bom senso, que em vez
dos elementos que o constituem se governarem a si próprios para saciar a sua
sofreguidão ambiciosa, chefiarem os cidadãos desinteressadamente.
Mesmo assim, a PARIDADE,
só pode acontecer perante uma legislação clara e eficiente, que garanta essa equidade,
- que somente se circunscreverá aos direitos e aos deveres; contudo, até hoje
não conheci nenhum governo que fosse digno dessa proeza.
Quanto à parte material,
como reza a Doutrina Marxista, esta, resume-se a uma nítida fantasia.
A IGUALDADE, apenas existe,
no PRINCÍPIO e no FIM. Isto é, no nascer e no falecer.
Só compreende que sabe,
e aceita quem quer.
Tenho dito.
António Figueiredo e
Silva
Coimbra, 14/04/2026

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