terça-feira, 14 de abril de 2026

IGUALDADE

 

O sonho da igualdade só cresce no

terreno do respeito pelas diferenças.

(Augusto Cury)

 

IGUALDADE

RÓWNOŚĆ

GLEICHWERTIGKEIT

BÌNH ĐẲNG

PERSAMAAN

समानता

 


Para podermos creditar ou não, a existência da igualdade, temos que nos embrenhar no âmago da matéria, (até ao momento conhecida), e olhar para a sua constituição, que é a que conglutina o Todo Universal.

Não me julgando eu cientista, porém uma ínfima partícula, imensamente inferior a uma bactéria desse Complexo Universal, vou tentar com unhas e dentes defender a minha dissertação, recorrendo à organização da matéria, até hoje investigada e provada, cujos resultados estão extensamente divulgados.

A IGUALDADE, que não passa de numa ilusão para muitos cérebros sem miolo, converteu-se numa realidade louvada, timonada por antolhos de um fanatismo exacerbado, que lhes oculta por completo a amplitude da realidade.

Toda a substância até hoje conhecida, consegue a sua vitalidade através de uma luta renhida, entre o NADA e o TUDO; isto é, entre a IGUALDADE e a DESIGUALDADE. Se uma destas partes não existisse, todo o Universo seria um vazio. Nós e tudo aquilo que conhecemos e vivenciamos, seria equivalente a ZERO ABSOLUTO.

É essa diferença entre partes, que permite a existência de tudo o que podemos ver, sentir e observar, até alcance, – embora limitado -, dos nossos sentidos, e com recurso à alta tecnologia ao nosso dispôr.

Depois disso, ficamos com a certeza de que só é possível abrolhar algo após uma entrelaçada luta entre duas essências diferentes; entre um MAIS e um MENOS, entre um ÂNODO e um CÁTODO, entre um POSITIVO e um NEGATIVO, entre um MACHO e uma FÊMEA. Só assim se gerou e continua a conceber tudo quanto existe.

Se uma das partes não existisse, o inexplicável NADA seria senhor absoluto, porém, igual a NADA. Logo, isento de qualquer esclarecimento. Primeiro, NADA é passível de NADA; segundo o NADA, segundo o conceito da palavra, congrega a existência de NADA.

Virando o azimute “louco” que acabei de traçar, vou passar a dissertar sobre ALGUMA COISA, como; a IGUALDADE ENTRE O SER HUMANO E A SUA EXISTÊNCIA, que é proveniente da tal luta entre dois factores, que, como podemos atestar, são desiguais; assim sendo, essa essa IGUALDADE nunca poderá ser uma realidade entre eles, porque foram criações elaboradas naturalmente, com defeitos e virtudes, quer de um lado quer de outro; melhor dizendo, à semelhança da Natureza que o gerou.

Reconheço que esta dissertação é bastante complexa, mas não encontro outra forma de o fazer, por forma a que todos compreendam. Paciência.

Ora, se a desigualdade é uma componente intrínseca do Ser Humano, como é possível estabelecer uma igualdade comunitária? Não passa de uma laracha.

Mas de todo, essa “igualdade” não será impossível; se realizada por administrações de bom senso, que em vez dos elementos que o constituem se governarem a si próprios para saciar a sua sofreguidão ambiciosa, chefiarem os cidadãos desinteressadamente.

Mesmo assim, a PARIDADE, só pode acontecer perante uma legislação clara e eficiente, que garanta essa equidade, - que somente se circunscreverá aos direitos e aos deveres; contudo, até hoje não conheci nenhum governo que fosse digno dessa proeza.

Quanto à parte material, como reza a Doutrina Marxista, esta, resume-se a uma nítida fantasia.

A IGUALDADE, apenas existe, no PRINCÍPIO e no FIM. Isto é, no nascer e no falecer.

Só compreende que sabe, e aceita quem quer.

Tenho dito.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 14/04/2026

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

  

 

   

 

 

 

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