terça-feira, 24 de março de 2026

VENEZUELA! Венесуэла 委內瑞拉

 

Nota prévia do autor:

Achei tão assertivo o presságio emanado do artigo que se segue, - já publicado há oito anos -, que hoje, resolvi proceder à sua republicação.

 

“O desejo de igualdade levado ao extremo,

 acaba no despotismo de uma única pessoa.”

(Barão de Montesquieu)

 

VENEZUELA!

Венесуэла

內瑞拉

 MADURO ESTÁ “MADURO”


    
    Uma imensa porção de território que Simón Bolívar libertou das grilhetas de Espanha e tornou independente, transformando-a num dos países mais bem-afortunados da América Central, é agora uma pátria de resignação fervente, de liberdade apodrecida onde reina a ferro e fogo um cerrado despotismo. Foi uma região produtiva, bafejada pela abundância, com invejável nível de vida onde a emigração afluiu com a energia e a tenacidade de um enxame de abelhas, permitindo a muita gente – com algum sacrifício, claro - granjear posses que lhe permitiram ter hoje, uma vivência estável.

A Venezuela vê-se actualmente estrangulada e rastejante sob o jugo de uma ditadura que no século XXI já não tem razão de ser, perante a forma de pensar nos dias de hoje.

Nicolas Maduro, sucessor da tirânica “monarquia” chavista, deu o derradeiro golpe ao colocar o país num ciliciado “amadurecimento” obrigatório, até este tombar podre de maduro; derrotou toda a estrutura económica e financeira, de tal forma que a miséria faz parte da vestimenta esburacada e rota daquele país.

É inacreditável como uma figura que forçou a sua apresentação como defensor da liberdade de um povo, foi ela própria, o carrasco, o verdugo, desse mesmo povo.

Ali falta tudo. No que respeita bens materiais, os produtos de primeira necessidade são uma evidência; a estabilidade económica e social, ao que parece, não existe; a tranquilidade e a ordem estão entrevadas e em situação de penosa recuperação.

A única condição que existe com fartança é a repressão, até que aquele povo tenha oportunidade de retirar o pescoço da corda de sisal que lhe sufoca a liberdade e lhe sustem a revolta.

Não conheço esse outrora “Reino do Prestes João” e tudo o que dele possa pensar é-me veiculado pelos mais variados meios de comunicação.

A ser tido como verdade tudo o que tem chegado ao meu conhecimento, penso que Nicolas Maduro já atingiu o seu ponto excelso de maturação e tem grandes hipóteses de acontecer-lhe o que acontece com toda a fruta muito madura; cai. Cai e certamente que não terá tempo de tirar proveito, dos proventos conquistados pela sua desenfreada ganância.

 Assim o povo se unifique.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 02/07/2017

 

Nota:

Não faço uso do AO90

 


 [FS1]

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