Nota prévia do autor:
Achei tão assertivo o presságio
emanado do artigo que se segue, - já publicado há oito anos -, que hoje, resolvi
proceder à sua republicação.
“O desejo de igualdade levado ao
extremo,
acaba no despotismo de uma única pessoa.”
(Barão de Montesquieu)
Венесуэла
委內瑞拉
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Uma imensa porção de território que Simón Bolívar libertou das grilhetas de Espanha e tornou independente, transformando-a num dos países mais bem-afortunados da América Central, é agora uma pátria de resignação fervente, de liberdade apodrecida onde reina a ferro e fogo um cerrado despotismo. Foi uma região produtiva, bafejada pela abundância, com invejável nível de vida onde a emigração afluiu com a energia e a tenacidade de um enxame de abelhas, permitindo a muita gente – com algum sacrifício, claro - granjear posses que lhe permitiram ter hoje, uma vivência estável.
A
Venezuela vê-se actualmente estrangulada e rastejante sob o jugo de uma
ditadura que no século XXI já não tem razão de ser, perante a forma de pensar
nos dias de hoje.
Nicolas
Maduro, sucessor da tirânica “monarquia” chavista, deu o derradeiro golpe ao colocar
o país num ciliciado “amadurecimento” obrigatório, até este tombar podre de
maduro; derrotou toda a estrutura económica e financeira, de tal forma que a miséria
faz parte da vestimenta esburacada e rota daquele país.
É
inacreditável como uma figura que forçou a sua apresentação como defensor da
liberdade de um povo, foi ela própria, o carrasco, o verdugo, desse mesmo povo.
Ali
falta tudo. No que respeita bens materiais, os produtos de primeira necessidade
são uma evidência; a estabilidade económica e social, ao que parece, não
existe; a tranquilidade e a ordem estão entrevadas e em situação de penosa recuperação.
A
única condição que existe com fartança é a repressão, até que aquele povo tenha
oportunidade de retirar o pescoço da corda de sisal que lhe sufoca a liberdade
e lhe sustem a revolta.
Não
conheço esse outrora “Reino do Prestes João” e tudo o que dele possa pensar
é-me veiculado pelos mais variados meios de comunicação.
A
ser tido como verdade tudo o que tem chegado ao meu conhecimento, penso que Nicolas Maduro já atingiu o seu ponto excelso
de maturação e tem grandes hipóteses de acontecer-lhe o que acontece com
toda a fruta muito madura; cai. Cai e certamente que não terá tempo de tirar
proveito, dos proventos conquistados pela sua desenfreada ganância.
Assim o povo se unifique.
António
Figueiredo e Silva
Coimbra,
02/07/2017
Nota:
Não
faço uso do AO90

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