domingo, 8 de março de 2026

A MULHER ЖЕНЩИНА THE WOMAN DIE FRAU די פרוי மகளிர் औरत

 


Introdução:

Por ainda hoje, aos oitenta e um anos, o meu pensamento não ter alterado em relação ao valor da MULHER, faço questão de repetir a publicação desta crónica.

(o autor)

 

Uma mulher bonita, não é aquela de quem se

elogiam as pernas ou os braços, mas aquela

cuja inteira aparência é de tal beleza que não

deixa possibilidades para

admirar as partes isoladas.

(Séneca)

 

A MULHER

ЖЕНЩИНА

THE WOMAN

DIE FRAU

די פרוי

மகளிர்

औरत

 

 


    Dispenso o Dia da Mulher para escrever sobre este ser tão cheio de virtudes, porque, mulher que é mulher, é-o todos os dias.

Não compreendo que este ser tenha vindo a ser tão ostracizado pelo machismo doentio - pelo menos eu, não consigo entender. A mulher foi a melhor prenda com que a Natureza brindou o homem. Foi ela que, com uma “trinca” numa simples “maçã”, abriu a mente do homem para o mundo que o rodeia, e lhe mostrou todas as venturas e desventuras que se lhe podiam deparar. Além de tudo isto, é o único meio de que o homem dispõe para chegar ao Mundo.

Na minha visão, o Mundo sem a Mulher, seria semelhante a um deserto repleto de camelos e não um jardim de alegria como, extasiados, podemos contemplar.

Só a virtude naturalmente concedida, de poder ser mãe, merece que seja venerada; e isso não tem vindo a suceder.

Quase em todas as culturas, excepto naquelas em que funciona a sociedade matriarcal – que são pouquíssimas - a mulher é relegada para segundo plano, espezinhada e liquidada se assim for entendido, onde lhe é extraído todo o valor que na realidade devia ter.

Ela é a mãe. É ela que concebe, que dá à luz e que amamenta; é o elo de ligação familiar que está sempre presente, nas horas boas e nas horas de grande aflição; o seu papel é muito diferente do papel do homem; este é mais desprendido, mais independente e mais burro. O único ser que pode garantir ao homem que ele é o pai dos seus filhos, é a mulher – que se lixe o ADN.

Em relação ao homem, ela é esposa, companheira, confidente e mãe; é o elo estabilizador da família e apaziguador de desavenças, colocando-a muitas vezes entre a espada e a parede, sacrifício que ela suporta com paciência e firmeza de carácter.

Vejo-a como um ser incansável e muitas vezes sujeita a duros sacrifícios, mas não perde o sentido do amor e da ternura.

Estou farto de ver a mulher ser menosprezada e selvaticamente molestada e por vezes abatida, sob as mais mórbidas e requintadas formas, para no fim, os seus carrascos cumprirem meia dúzia de anos, por vezes nem isso, à sombra do repouso, cujo descanso é remunerado por todos nós. Esse desrespeito que se tem manifestado com de “rios” de sangue, hematomas e ossos partidos, está seguramente comprovado pelo que fizeram alguns verdugos, que não foi mais do que proceder à eliminação completa do ser que mais sombra fazia às suas incapacidades físicas, pelo menos; se mais não for, aos seus complexos de inferioridade obsessivos, infectados por particular patologia.

Depois de toda esta argumentação, é manifesto e natural, possa aparecer alguém que, com todo o direito, possa questionar: então e quando acontece o reverso da medalha? Só poderei responder o que me vai na alma: é “a vingança do herói”.   

E queria terminar esta dissertação com uma frase de Victor Hugo:

O homem é uma águia que voa; a mulher um rouxinol que canta. Voar é dominar os espaços; cantar é conquistar a alma.

Devem respeitar-se mutuamente, para que o voo e o canto possam fundir-se e formar um mundo mais propenso à felicidade.

Só lamento que hoje, em pleno século XXI, ainda subsistam palermas, que recorram a termos Bíblicos, Corânicos, Hindus e outros, para deliberar veredictos com tendência ao aviltamento das qualidades da MULHER.

Seria bem melhor que as mães deles tivessem provocado o aborto; certamente teríamos uma sociedade mais limpa e talvez mais tolerante.  

*As minhas felicitações a todas as mulheres do mundo, porque elas representam a beleza grandiosa do universo, com a qual enchemos os olhos de prazer.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 24/02/2019

*A todas aquelas que realmente sabem assumir

o seu verdadeiro papel de MULHER.

 

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