ENGENHARIA GENÉTICA
O Homem ou envenena o que mastiga
e tem alimento, (vai tendo),
ou não intoxica e perece à fome.
(António Figueiredo e Silva)
ENGENHARIA GENÉTICA
(A arma científica de dois gumes)
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Apesar dessa aspiração patológica, mesclada de obtusa realidade, fantasia e imprudência, não demove, todavia, a vertente pecuniária – de suma importância; adindo a esta, o lado nocivo (armas biológicas, e outros productos “benfazejos”), que originaram uma sabedoria específica para esse fim, que é rotulada de ENGENHARIA GENÉTICA. Que mais não é do que a técnica para análise ou estudo da vida e adulteração dos seus princípios originários. Isto é, mexericar com o cerne da matéria pela Natureza concebida, impondo modificações estructurais nos componentes que promovem estabilidade da mesma.
A designação, (Engenharia Genética), até consubstancia uma chama de louvor e os resultados não deixam de não ser “satisfatórios”, quando as intenções os não canalizam para o mal - mas há espíritos para tudo.
É inquestionável que este ramo da ciência, tem resolvido muitos problemas que culminaram na extensão da vida ao Ser Humano, como é dado confirmar; porém, trouxeram outras agruras, porventura, como vingança da Natureza, por se ver invadida no seu espaço próprio, mais enigmático do que compreensível, e sentir-se excessivamente adulterada no que concerne à estabilidade e firmeza na sua cadeia biológica, que Universal e irrefutavelmente é seu domínio. É a tal outra face da mesma moeda, - quando não é a intensão maléfica a manipular a estabilidade da genética – entenda-se.
Como não há bem, que atrás de si, um mal não transporte, penso que nesse ponto, a ciência, pelo lado bom, muito tem ajudado os humanos, (além de outros factores), a prolongar a sua existência; pelo lado malvado, tem cavado e continua a abrir, a sepultura de muitos, inclusive, a sua própria.
É que este “divertimento científico” de brincar com o ADN, tem tanto de salutar como de funesto. Funciona como um pau de dois bicos que anda à mercê das propriedades dos sentimentos de cada um. Mas com isso, a Natureza não se compadece.
Aqui não existe o meio-termo, apenas subsistem duas vias ao serviço de cada um, que podem confirmar os predicados daquele que dedica a sua vida à investigação: benevolente ou adversa. Quando o intuito assenta na benevolência, por princípio, transporta outro rosto que é da adversidade. Quando por manifesta vontade é a fatalidade, aqueles que a realizam alimentam sempre dentro de si uma justificação de complacência, ao interiorizar que não existe outro caminho para a paz, que não seja o de estabelecer a guerra.
E aqui deflagra umo conflito diabólico, entre o ser o “pensante” e a Criação, que nunca se sabe o que daí possa resultar. Assemelho estes dois factores à fantástica concepção da Caixa de Pandora. Nunca se sabe o que dali vai sair.
Todavia, no que diz respeito à Engenharia Genética e em face das acrobacias tendentes ao avanço científico e todas as trapalhadas a eles relacionadas, não é difícil prever o futuro que espera o Ser Humano.
Embora não me considere, um profeta, o que auguro é o “FIM”, como como horizonte da transposição.
É evidente que a Substância prosseguirá o seu trajecto direccionado ao Princípio. Ao reinício da Criação; tendente à reposição da sua estabilidade Natural por duração indeterminada, cuja longevidade, foge ao mais inteligente dos mortais.
António Figueiredo e Silva
Coimbra, 6/06/2025
Nota:
Não faço uso do AO90.


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