quarta-feira, 27 de maio de 2026

PORQUE NÃO SOU MARXISTA

 
WEIL ICH KEIN MARXIST BIN
BECAUSE I AM NOT A MARXIST
PENTRU CĂ NU SUNT MARXIST
ПОТОМУ ЧТО Я НЕ МАРКСИСТ
ווייל איך בין נישט קיין מאַרקסיסט
ΕΙΔΗ ΔΕΝ ΕΙΜΑΙ ΜΑΡΞΙΣΤΗΣ
VÌ TÔI KHÔNG PHẢI LÀ NGƯỜI THEO CHỦ NGHĨA MARX
БО Я НЕ МАРКСИСТ

 


    Reverenciando todas as pessoas que possam raciocinar diferente, julgo que não me será impeditivo dedilhar aqui, a narrativa porque é que a doutrina marxista, a meu ver, não passa de uma lavagem ao cérebro, daqueles que a isso se prestam; embora uns a assumam como um carreiro plaino traçado por arreigado fanatismo, outros, mais espertos, a “engulam” por conveniência e oportunismo distintos.

Existem várias figuras de todos os sectores ideológicos, que dessa catapulta foram lançados para o universo da politiquice e actualmente estão bem na vida -alguns até zarparam ou passaram pelo cárcere, condenados pelo “bem” que fizeram.

Mas isso p’ráqui, pouco interessa.

Quando em Portugal, deflagrou o acontecimento que embebedou e desnorteou a cabeçona de muitos portugueses, eu não me encontrava neste, outrora “maravilhoso” território; presentemente bastante necessitado, e mesmo assim, a servir de mantença para muitos “cães selvagens”, enquanto o povo se lamenta e estrebucha, sem, contudo, tomar uma postura, quando desponta a hora “H”.

À época, eu estava em Moçambique, fazendo parte dos quadros técnicos nas Linhas Aéreas Moçambique (DETA).

Isto, depois de haver pertencido aos quadros da Força Aérea Portuguesa, entre 1961 a 1966, em diversos Aeródromos, repartidos por Portugal e Províncias Ultramarinas, - neste último caso, pelo Distrito de Cabo Delgado, (Moçambique).

 Sobrevoei quase todo esse distrito, por entre nuvens, vendavais e poços de ar, algumas vezes a ouvir o cantar das “costureiras”, (metralhadoras), manejadas do solo, pelos “nossos amigos”, ferrenhos defensores da sua pátria, que “agora estão muito melhores condição de vivência”.

Mercê da sorte que me protegeu, sobrevivi a alguns acontecimentos imprevistos, que neste momento estou a relembrar, sem, contudo, proceder ao seu relato, porque o meu objectivo é outro.

Salazar caiu da cadeira e culminou no seu infausto óbito.

Passados uns tempos, após uma flamejante trovoada de “heróis”, arrastada pela correnteza da enchente Marxista, caiu o último e honrado habitante da torre de comando, - Marcelo Caetano; com este, Portugal também tombou do podium. O derribamento foi de tal forma desastroso, que empurrou também, para o precipício, todo o Império Lusitano de além-mar.

Em vez de edificarem Governos multi-raciais, entregaram tudo, de mão beijada, a membros de edeologia marxista; agora é o que se pode ver. Nem foi bom para nós, nem bom para eles - quando falo “eles”, é o seu povo. Um povo que sempre respeitei.

Para a abrupta queda do Império, em 7 de Setembro, de 1974, em Lusaka, capital da Zâmbia, a soberania foi entregue à FRELIMO – partido de ideologia Marxista.

Não tardou muito que uma euforia colectiva se instalasse no povo moçambicano, (não direi integralmente), por todo o território, cuja loucura o levou a praticar muitos furtos, ocupações habitacionais, apedrejamentos, violações e mortes; quando tudo isto poderia ter sido evitado, se realizado a bem, com serenidade e harmonia. Hoje, todos estaríamos melhor, tenho a certeza.

Eu estava lá, em Lourenço Marques, quando ouvi na Rádio a célebre frase, “GALO, GALO, AMANHECEU”; que anunciava a vitória da FRELIMO para Governação de Moçambique.

Eu assisti ao primeiro desembarque de tropas da FRELIMO, no aeroporto daquela cidade – nesse dia estava eu em serviço de assistência ao Boeing 747-Jumbo, da TAP.

O desembarque nem foi na placa junto à gare; foi realizado em frente ao Hangar de Inspecções da DETA - certamente para ninguém observar.

Os soldados apresentavam-se todos rotos, sem farda, alguns descalços, com  camisolas esfarrapadas, mas com “canhotas” (metralhadoras), nas mãos, certamente prontas da disparar.

 Dali entraram num autocarro, - e vim mais tarde a saber -, foram transportados para o quartel do exército português, situado na zona de Malhangalene, - perto do apartamento onde eu morava -, e da igreja de Nª Sª das Vitórias, onde lhes foi distribuído fardamento novo.

Coisa curiosa:

No momento do desembarque, estava eu a conversar com um assistente da TAP, enquanto ele, munido uma máquina fotográfica, se entretinha a tirar fotografias. Nisto, um indivíduo negro, bem vestido, de sapatos pretos, brilhantes, e camisa azul, (nunca me esqueci), que, ao que parecia, capitaneava os soldadecos, aproximou-se de nós, e, dirigindo-se ao assistente da TAP, sem quaisquer palavras, sacou-lhe a máquina, abriu-a, removeu-lhe o rolo, esticou-o para o expor à luz, e devolveu-lhe tudo, dizendo; não pode estar aqui a tirar fotografias.

Ficámos interrogativos, apáticos, boquiabertos e em silêncio!?

   

Muito bem, - pensei para comigo. Vai ser bonito!?

Em pouco tempo a situação começou a entrar em fervura, com a ocupação da Rádio Club de Moçambique e a manifestação de apoio, feita por um enorme ajuntamento de pessoas, de todas as pigmentações, raças e crenças.  

As avenidas de Angola e Craveiro Lopes, tornaram-se intransitáveis; aí, o povo, à semelhança de um formigueiro, cobria completamente o asfalto, - uns a favor outros contra. Uma Barulheira infernal! Perigosa.

Tive dois ou três que dias que não fui trabalhar, porque não arriscava a passar por ali, e a Polícia de Segurança Pública também não me providenciava protecção - eles bem viam que não podiam; se lá se metessem tinham grandes possibilidades de tombar.

Dois ou três dias após 7 de Setembro, à noite, quando recomeçámos a labuta, apareceu-nos companhia; a presença de dois soldados da FRELIMO, um em cada canto do hangar, “certamente para proteger as instalações”, ou prontos para, em vez de nós, fazerem eles as habituais inspecções diárias aos aviões. Coisa estranha e nunca vista; nenhum deles falava português, nem qualquer dialeto moçambicano.

Entretanto, deu-se a referida ocupação das instalações da Rádio Clube de Moçambique, com o objectivo de organizar uma governação multirracial, uma vez que uma grande fatia da população não desejava a governação FRELIMISTA.

Foi sol de pouca dura. Porque o exército português colocou à frente das instalações uma viatura ligeira Panhard, com metralhadora pronta a disparar – diziam -, se aquela emissora não fosse abandonada. E foi o que veio a ocorrer.

Depois, pelas notícias que esvoaçavam de boca em boca, na cidade Lourenço Marques e arredores, não excluindo outras cidades, os brancos deviam abandonar aquele território, e deixar tudo o que haviam granjeado durante sua vida de trabalho e aforro.

Eu, que era bem considerado na companhia onde laborava, comecei a observar as atitudes de alguns moçambicanos, que, pela linguagem exibiam e pela expressão facial que apresentavam, para mim era custoso aguentar aquela situação; vai chamar “Camarrada” a outro, que não a mim – pensava.

Até hoje, sempre fui respeitador, sem distinção de raças, religiões ou edeologias políticas; subserviente ou capacho, nunca, jamais.

Ora eu, que tinha uma minha família constituída e a minha vida estabilizada e em franco progresso, fui obrigado a tomar uma decisão, que muito me custou, para segurança dos meus seres queridos e de mim próprio.

A minha esposa com as nossas duas minhas duas filhas, ainda crianças, foram de comboio, - sem passaporte -, acompanhadas por uma vizinha, com destino ao país vizinho, - África do Sul.

Comboio esse, com as janelas fechadas e sem parar em lado nenhum; não obstante, foi sempre alvo de apedrejamentos, até atravessar a fronteira com a África do Sul, em Nelspruit.

Ali chegadas, uma surpresa ocorreu; a vizinha seguiu o seu trajecto, porque já tinha vivido naquele país, e elas foram conduzidas a um Campo de Refugiados, onde não foram maltratadas, até que houve um casal português que se responsabilizou por elas, as transportou para Johannesburg e lhes deu guarida até irem para casa da mãe dessa vizinha.

Tudo isto consequências do azougamento Comunista.

Apesar de ter passado maus bocados, no meu caminho - que não vale a pena descrever-, deparei com algumas pessoas de bom íntimo, que confiaram em mim e me ajudaram a levantar da fossa onde os acólitos da a Doutrina Marxista me haviam enfiado. É revoltante! Só dá valor, quem passou por situações semelhantes.

Apossou-se um nervosismo tão intenso, que ainda hoje perdura, quando ouço a palavra “camarada”, (Kamarada ou Kamarrada).

Já naquele país, após me serem concedidos os passaportes e eu ter encontrado trabalho no ramo aeronáutico, onde iniciei a singrar, - ao fim de um ano foi o primeiro português Assistente de Chefe de Equipa. Passados uns meses, foi promulgada uma *lei para mim invulgar, que me colocou em estado de alerta, ansioso e meditativo – actualmente observo que eu tinha razão -, e pus-me a andar para a minha pátria de origem. Apesar de me ter sido oferecido trabalho para outros países, nunca mais desejei abastardar a minha cidadania, e por cá fui permanecendo - não sem haver passado por maus bocados -, ao ponto de me sentir estrangeiro no meu próprio país.

O marxismo já havia contaminado esta nação, outrora próspera e naquela época já em vôo picado, com o azimute marcado para a decadência.

Assaltos e saques indiscriminados e ocupações forçadas de propriedades privadas e habitações, foram o pão nosso de cada dia; na altura, a zona considerada como o Celeiro de Portugal, (Alentejo), foi “comunizada”, - ainda hoje as consequências se fazem ressentir. Sanguessugas sequiosas, infiltraram-se no poder; o Semicírculo onde imperava o Civismo, transformou-se num palco de artistas altercadores e oportunistas malformados, destituídos de urbanidade, e em número desnecessário para as dimensões do país, - como ainda hoje se pode observar -, e que, ao fim de sete anos de “trabalho” (“imprestável”), obtêm uma choruda reforma vitalícia.

À vista de todos, excepto dos “enceguecidos” por conveniência ou por ignorância congénita, o sindicalismo introduziu-se com força desenfreada, nesta nação - todos querem governar; em corolário disso, muitas empresas entraram e irreversível decadência e encerraram, colocando grande número de pessoas no desemprego.

 Actualmente, por tudo e por nada, as greves prosseguem à rédea solta e sem cabresto; os portões de entrada neste pequeno território, foram escancarados, graças à chave “enferrujada” e inconsciente do Espaço Schengen, a que Portugal tolamente aderiu. Hoje, podem ver-se e sentir-se os desfechos, não somente em Portugal, porém, em toda a Europa, - factos que há 29 anos eu havia previsto, e, acerca destes, redigido e divulgado o meu vaticínio sobre as consequências nefastas deles resultantes.

Conclusão:

A Teoria da Igualdade, raciocinada disseminada por Karl Max, não passa de uma ilusão. Não quero com isto dizer que esse não fosse o seu desejo; contudo, não equacionou bem a sacanice do SER HUMANO, que, como uma construção Universal e perfeita, da Criação, brota da precisa conjugação de dois opostos: o Bem e o Mal. Na inexistência de um, nada subsiste. Logo, a igualdade a qualquer nível, é uma fantasia. As provas são evidentes.

Eu, seguir a Doutrina Marxista?!

Só se estivesse muito debilitado do entendimento.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 26 de Maio, de 2025

 

*Lei Promulgada:

Proibido tratar os nativos da África do Sul, por “Cafre”;

termo muito usado pelos afrikanders mais racistas.

Então, tornou-se obrigatório tratar esses cidadãos por:

black man, ou, no caso feminino, black woman.


Nota:

Recuso-me ao uso do AO90.

 

 

 

 

   

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