terça-feira, 11 de agosto de 2026

A FAMÍLIA

 

No dia em que a tua família deixar de estar em

primeiro lugar na tua vida… volta atrás,

porque te enganaste no caminho.

(Autor desconhecido)

A FAMÍLIA


DIE FAMILIE

Η ΟΙΚΟΓΕΝΕΙΑ

המשפחה

परिवार

ザ・ファミリー

GIA ĐÌNH

СІМ'Я

THE FAMILY

 

Hoje deu-me uma “embriaguez” mental, que me fez discorrer sobre o conceito de família, que, nos tempos que correm, tem andado a serpentear pelas correntezas da amargura. Esta não representa mais do que um grupo social, interligado pelos valores genéticos, tendo como factor principal o afecto, que tem um peso muito acentuado na ligação entre os indivíduos do mesmo clã; até é trivial a sociedade proferir, que o mesmo sangue lhes corre nas veias, - apesar de sabermos que isso é metafórico.

Não é de todo inverdade, que entre elementos pertencentes à mesma estrutura clânica, não logre existir conflitos, embirrações, desconfiança, cobiça, e até uma determinada disputa encapotada, que com alguma boa vontade e mútua compreensão, se podem ultrapassar. Porém, também não deixa de não ser verdade que as criaturas reconhecem os defeitos e virtudes entre si, contudo, perante a sociedade, e em acérrima defesa da sua genealogia, alegam, com recurso a patéticos ou agressivos comentários, - por vezes ridículos e sem credibilidade -, a unidade, estabilidade e honra familiares, por muitas imperfeições que a mesma possa conter. Isto é normal, e não discordo.

A linhagem, por assim dizer, é que constrói os elos de ligação que solidificam o vínculo familiar. Naturalmente que, para aqueles que não têm família, a sua vivência, poderá apresentar-se como um existir um tanto opacificado;  não obstante, - e será pertinente frisar -, devemos ter sempre presente que, em situações atribuladoras, o primeiro auxílio nasce dos vizinhos. É por esse motivo, que devemos ter sempre pessoas com quem contar numa aflição e que elas também podem contar connosco em caso de adversidade. Muito “boa gente” esquece essa realidade!

É por isso que a educação, para além de familiar, deve também, estender as suas ramificações tentaculares, para o interior da sociedade com que convive.   

Não obstante, para cada famelga, existe, em termos normais e práticas, o sistema patriarcal, no qual se destaca um “chefe”; que deve primar pelos exemplos, tidos como uma cartilha doutrinal, que devem ser seguidos pelos seus descendentes, quando alguns não degeneram, como é possível ocorrer –  uma boa árvore, é susceptível de dar alguns frutos picados por malévolos predicados, e vice-versa. Apesar de ser a Natureza quem destina, deixa sempre um quinhãozinho de autonomia na escolha para nós próprios, assim o queiramos e o saibamos aproveitar.

Mas não deixo de referir, que considero o bom exemplo como a melhor lição que se materializa no fertilizante necessário à conduta moral e ética do indivíduo perante a comunidade, na qual está introduzido; sendo que essa mesma comunidade, é, incontestavelmente, a alma nobre ou degradada do país onde está inserida.

Acentuando o meu parecer, o que tem entrado em carência no aglomerado populacional em relação ao sentido que tenho de família, no nosso país, (Portugal), é precisamente a falta de bons exemplos; não só no seio íntimo, mas em todos os degraus colectivos. Essa é a razão primeira, de actualmente não termos usufruído de governações com credibilidade certificada; de haver filhos que desconhecem a sua paternidade; outros que sofrem, porque o seu progenitor finge estar presente, mas tão só se limita a posturas disfarçadas, que garantem as mais duras críticas por parte da comunidade e da família. Neste caso, são progenitores que não deviam tê-lo sido, porque mostram uma coisa e são outra, agindo com atitudes desidratadas de franqueza, com as quais tentam falsear a sua verdadeira, porém, apodrida condição comportamental, cuja factura um dia irão pagar.

Numa família exemplar, cada membro tem de conhecer e deve exercer, o seu papel para o bem da unidade da mesma e da sua harmonia, para que estas virtudes possam ver a ser uma realidade na sua concretização.

Bem, no fundo, um país só poderá ser bem administrado se as famílias nele existentes forem edificadas sobre robustos pilares de boa conducta e compreensão, onde os bons exemplos e a empatia sejam soberanos.

Verifico, com profunda mágoa, que esses atributos se têm vindo a dissolver em acelerada velocidade.

Ao longo do meu percurso vital de oitenta e dois anos, e considerando que não sei tudo, sinto que existe qualquer coisa que transcende a minha compreensão, a pairar na atmosfera, que vem há muito, a toldar a maneira de ser e pensar das pessoas, no que diz respeito à civilidade familiar/colectiva.

Isto dá como consequência, que só existe o EU”, A ELEVAR NA SUA MANÁPULA DIREITA, “A BÍBLIA” DO TENEBROSO CULTO AO INDIVIDUALISMO. OS OUTROS NÃO PASSAM DE “VERBOS-DE-ENCHER”.

ISTO ESTÁ, UMA *THRUMPALHADA.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 11 de Agosto de 2026

 

Nota:

Recuso-me à utilização do AO90.

  

  *Maluqueira.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

LEMBRANÇA

 

O mundo dá muitas voltas;

mas os ingratos não têm a noção

de que o prato em que hoje cospem,

pode ser o mesmo, que amanhã os alimentará.

(Dihony Cardoso)

 

                      LEMBRANÇA

ERINNERUNG

ПАМ'ЯТЬ

MEMORY

记忆

SOUVENIR

KÝ ỨC

याद

זכּרון

ПАМЯТЬ


ENFERMARIA DE CIRURGIA VASCULAR DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO – PORTO

 

    Não serão necessárias comemorações aniversariantes, pascais, natalícias ou outras efemérides semelhantes, para que eu possa exteriorizar o apreço que ainda sustento por todos vós, sem distinção das ocupações profissionais de cada um.

Todos fizeram o que estava ao alcance do seu poder, da sua sapiência, da sua boa vontade, sem descorar o cumprimento dos regulamentos hospitalares aí edificados.  

Não direi diariamente, porém, em muitos momentos da vida que ainda me é permitido usufruir, - por em quanto -, a lembrança de todos os elementos dessa enfermaria (Cirurgia Vascular do Hospital de Santo António-Porto), consegue povoar-me o pensamento por largos minutos, - quando não, horas.

São esses momentos passados, em que, com boa vontade, humildade e profissionalismo vós consagrastes, para que a minha existência fosse um facto e não uma quimera; pela minha maneira de ser, são inesquecíveis; é por isso que agora estou aqui mais uma vez, a dedilhar esta meia dúzia de palavras, não só como uma configuração de apreço, mas também como um sulco de infinita gratidão!

Estou esperançado de que estas simples, mas sentidas palavras, irão operar como um estímulo a continuardes o vosso trabalho elaborado com toda a dignidade e profissionalismo, como denodadamente o haveis realizado até hoje.

Por isso...

JAMAIS VOS ESQUECEREI!

Para todos, O MEU APERTADO ABRAÇO.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 10 de Agosto de 2026

 

Nota:

Recuso-me a utilizar o AO90

                     

 

A FAMÍLIA

  No dia em que a tua família deixar de estar em primeiro lugar na tua vida… volta atrás, porque te enganaste no caminho. (Autor desco...