quarta-feira, 13 de maio de 2026

É COMPLICADO

 

A vida é feita de movimento.

Mesmo quando estamos parados,

algo está sempre a acontecer à nossa volta.

(Desconheço o Autor)

 

É COMPLICADO!?

ES IST KOMPLIZIERT!?

歐盟合規嗎?

די אי יו איז מסכים!?

EU SI KOMPLIENTO!?

क्या यूरोपीय संघ नियमों का पालन कर रहा है!?

IT IS COMPLICATED

ЄС ВІДПОВІДАЄ ВИДАМ!?

 



    O ciclo da vida que brota do Universo, obedece a uma sucessão de transmutações que são impostas pela Entropia Universal, às quais não podemos escapar; mesmo recorrendo às mais conceituadas “oficinas” clínicas, dotadas dos melhores métodos científicos atinentes ao prolongamento da vida, o óbito, é supostamente o marco final, ao qual todos os seres vivos estão sujeitos.

Estou convencido de que expirar não custa; o que pode carregar sofrimento, é a forma como passamos à outra dimensão. Porém, seja da maneira que for, a vida continuará, porque a Massa Universal não se modifica; esta, apenas muda de plano ou de estado, e, quer de uma forma quer de outra, continuaremos a fazer parte integrante da mesma; contudo, numa dimensão energética diferente, cuja compreensão transcende a sapiência do Ser Humano.

Todos procuramos meios para fugir a essa mutação, mesmo com absoluta certeza de que esse acontecimento é uma verdade.

Frenéticos e ansiosos, recorremos a todos os santinhos e às mais variadas estruturas moleculares sintetizadas por laboratórios, e, sem dispensar chás e mezinhas, e até recorrer a hábeis, porém manhosos “curandeiros”, “endireitas”, (os veterinários humanos), bruxos e adivinhos; mas só remediamos parte dos problemas, excepto aquele que mais nos consome; passarmos ao lado do limite naturalmente imposto.

Por vezes dou comigo a cismar, por nos preocupamos tanto em prolongar a nossa existência neste mundo canino?! É de doidos!

Ainda questiono: será que vale a pena prolongar a vida, quando acompanhada pela persistência da mágoa?!

Aqueles que nada têm que lhes possa ser sugado, naturalmente que embarcam mais rápido; os que têm algum ou muito gravêto, podem desfrutar de mais algum tempo, mas, igualmente embarcam, porém de mãos vazias e corpo inerte; deixam cá o seu empilhado monte de tostões completo, para outros desfrutarem de prazeres “virtuais”, porque, da mesma forma, também não escapam ao derradeiro suspiro.

Se meditarmos profundamente, poderemos observar que isto é cíclico; a um nascer do sol, está subjacente um pôr do mesmo; oposta à escuridão está a luz; a existência do lado de cá, certifica a existência do lado de lá.  

Toda esta série de acontecimentos, está rigorosa e matematicamente calculada, segundo polarizações e vibrações da Energia Universal, - que até hoje o Ser Humano ainda não descobriu a sua proveniência, – e jamais descobrirá.

A Força que anima e impulsiona movimento sincronizado a todo o Espaço Cósmico, é enorme e de incomensurável dimensão.

No meio de tudo isto, até os santos e os crentes, (fanáticos), recorrem a tudo o que podem para prolongar a vida, ainda que esta lhes tribute padecimento. Não compreendo.

Evidenciando que Deus é grande, que nos quer bem, e nos quer junto Ele, no Sustentáculo Ultraterrestre, porque havemos de teimar em trair a Sua vontade, que devia ser feita e não é.

Daqui resulta a contradição entre a fé – daqueles que creem e evitam ir para lá. Se acredita, aceita; se não crê, não deve fingir que acredita.

É neste último parágrafo que encaixa a célebre frase de: William Shakespeare: “to be or not to be, that is the question”, (“ser ou não ser, é a questão”).     

Perante esta “desequilibrada” ou “excêntrica” asserção, a meu ver, nós, (“Bicho Humanóide), perante a Incomensurável Grandeza do Universo, que em absoluto, ignoro, devemos ocupar uma dimensão muito abaixo do patamar de uma nanobactéria.

Aliviei!!!

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 12 de Maio, de 2026

 

 

 

 


domingo, 10 de maio de 2026

A POLÉMICA

 

Duas coisas são infinitas: o Universo e a estupidez Humana.

Mas, em relação ao Universo, ainda não tenho bem a certeza.

(Albert Einstein)

 

A POLÉMICA

СУПЕРЕЧКА

DIE KONTROVERSE

爭議

CONTROVERSA

СПОР

di kantraversye

विवाद

 

A polémica é um magnífico contributo para a estabilidade emocional, e, por osmose, preservar uma civilidade salutar e alargar o conhecimento. Isto, porque nos permite questionar abertamente, embora com ponderação e empatia, sobre quase todos os assuntos interrogativos que mareiam no nosso espírito, - também temos segredos -, sem nos condicionar a forma de pensar.

Quem não questiona, não expõe e não se propõe a defender a sua razão, viverá na cegueira, e, quando finar, ficará afastado da história, encoberto pelo manto da estupidez.

O pensamento interiorizado taciturno, é limitador; quando não, obstrutivo. Confina e amarrotam os fundamentos, não nos permitindo uma abertura para o Mundo que nos rodeia. A lâmina cortante da sua severidade, castra a capacidade imaginativa e limita-nos a um beco sem saída, sem termos a noção dos nossos erros. É isto que eu apelido de solidão espiritual.

  O diálogo, - liberto de altercações -, é a melhor forma de podermos viver em euritmia colectiva e em paz com nós próprios. Como tal, é através da interlocução que brota a luz da sabedoria, da compreensão, da humildade e noção do nosso EU; porque, a obstinação não manifesta a sua presença, a birra e a obcecação, deixam de ocupar um lugar de proeminência.

Tenho por isso, que o pensamento dialético, é a melhor forma a optar, para manter uma educação saudável e contribuir para o enriquecimento da sabedoria; porque permite interrogar e questionar, com ponderação e anuência necessárias, quase tudo o que se relaciona com as interrogações que nos vogam na alma, sem condicionarmos a nossa forma de pensar. Liberta-nos da prisão do pensamento rígido, que nos pode encaminhar para o túnel da ansiedade descontrolada que apenas tem dois caminhos; um para a idiotice outro para a loucura; para os quais, não remédio nem mezinhas que as possam suturar.

A controvérsia, é sempre necessária; não invalidando, contudo, que não tenhamos momentos meditativos em que um diálogo interno sobrevive dentro de nós, para aferir e aumentar a nossa autoconsciência.

É um processo valioso para enriquecimento intelectivo, conquanto que, muito pouco aproveitado por muitos néscios, que confundem um debate com uma discussão. No sentido de salvaguardar esta minha asserção, entendo que é meu dever, conceder um ligeiro esclarecimento aos “nabos”, independentemente do “terreno social onde se encontrem plantados”: em quanto do primeiro caso, (debate), sobrevem uma permuta de saberes, no segundo, (discussão), há um câmbio de ignorâncias.

 

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra 10/02/2025

 

Nota:

Recuso-me à aplicação das normas do AO90.

 

 

 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

DEIXEM-ME DESABAFAR

 

DEIXEM-ME DESABAFAR

Crónicas de um “Crónico”

(livro)

 

Não para promover quaisquer comercializações, - isso está fora de causa -, mas para fazer a minha escrita correr Mundo. Para que o colectivo social tenha conhecimento de que, de vez em quando, por baixo de um calhau, algo de proveitoso poderá estar oculto, – não sei se será o caso.

Este, “alfarrábio”, que há vinte nove anos mandei editorar, (mil exemplares), por certo não será muito conhecido, por se tratar não da obra um escrevinhador de alta roda, porém, de um simples fazedor de garatujas de meia tigela, à época, muito afastado da comunicação social.

Não obstante, esse “reles” folhoso se encontrar em eterna sonolência nos arquivos das principais bibliotecas de Portugal, para as quais foram dispensados, se não incorro em erro, catorze exemplares, segundo, as normas actuais; Depósito Legal (Decreto-Lei n.º 74/82).

Nas suas páginas, em “insignificantes”, mas explícitos trechos vocabulares, retrata várias situações da época, e vaticina de uma forma assertiva, a correria do civismo em direcção ao precipício para o seu afundamento, - uma realidade actualmente entronizada e pateticamente engrandecida em Portugal –, que muito tem colaborado para derrocada da urbanidade e do ensino neste país.  

Este livro pode ser encontrado nas principais bibliotecas do país; uma das quais, Biblioteca da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. - além de outras.

Devo referir que, este exemplar, também existe em gravação áudio, mandada executar pela Biblioteca Municipal do Porto, destinada aos cegos e amblíopes de Portugal, - que vêm mais com os olhos fechados do que muitos patetas com os olhos abertos -, e da qual me foi oferecida uma gravação completa, de cinco cassetes, que ainda hoje preservo com muito apreço.

A esta Biblioteca, os meus mais sinceros agradecimentos.

 

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 7 de Maio, de 2026

 

Nota:

Por “burrice” e a “escoicinhar,

continuo a não usar o AO90.

 

domingo, 3 de maio de 2026

VERDADE, VERDADINHA

 

No rebusco à minha papelada, encontrei mais este escrito; porque a sua validade não expirou, procedo à sua publicação.

(do autor)

 

 

 A maior lição da vida é a de que,

às vezes, até os tolos têm razão.

Winston Churchill

 

VERDADE, VERDADINHA!

 


Serei eu um deles, quem sabe!?

Mesmo tendo a noção da não existência da VERDADE absoluta, em face das ocorrências que ao longo do meu percurso de vida tenho vindo a observar, estou obstinado em afiançar que esse absolutismo, em certas circunstâncias, é mesmo real.  Não obstante a doutrina filosófica que defende essa não "autocracia” ser aceite por algumas figuras “ilustres”, eu, ao observar a evidência de provas (apanhados com a boca na botija), não me subsistem dúvidas de que, na realidade, existem verdades que não podem usufruir de outro sentido interpretativo, que não seja mesmo o do absoluto. A VERDADE.

Na linha de pensamento em apreço, as conclusões nunca são espontaneamente paridas do nada. Então, se não é dúbia a existência de factos, é lógico que a autonomia da VERDADE está instalada. Casos há, que pela natureza e transparência das ocorrências expostas, não seria estritamente necessário recorrer ao esbulho, sob patrocínio legal do “trânsito em julgado”, para afogar ou fazer emergir a VERDADE, uma vez que os acontecimentos assim o demonstram.

Há uma certa confusão mental, sabida e deliberadamente organizada com recurso a benquerenças ou tributos, que estimulas uma grande talhada dos nossos políticos a conceberem “escudos” e “fortalezas de defesa”, que não são mais do que ratoeiras habilmente armadilhadas, que depois de serem lavradas em normas regulamentares, os amparam de todas as cavaladas que possam cometer, “canonizando” desde logo, as consequências nefastas das suas decisões, quando desvantajosas para a comunidade que governam, (ou deviam governar), com uma imunidade absoluta privilegiada, (não abrange os “súbditos”), que lhes asfixia toda a irresponsabilidade pelos actos cometidos. Não sei se me fiz compreender.

Bolas!... Para governar com “eficácia” o que não nos pertence, e mais, com isenção de quaisquer responsabilidades, é uma singularidade para a qual qualquer cidadão está apto, por mais desmiolado, incompetente ou imbecil que seja. Dá tudo certo; quem paga é sempre o Zé!?

Posto isto, penso que poderei questionar: que importância poderá ter a VERDADE, mesmo correndo sobre a popa das ondas, se a prancha onde se move é fabricada com conteúdos processuais recheados por folhas e folhas de factos reais, contudo, maceradas de teias de “embustice”, que tendem a “enevoar os olhos” dos julgadores, deformando deste modo a RAZÃO da orientação do absoluto que lhe é devido, transformando-a numa “VERDADE” aparente, inquinada ou mesmo, fantasiosa.

Desgraçadamente, neste estado social de “indigência”, o charco pútrido em que a alienação ressalta, é mais valorizada uma mentira bem artilhada, do que a VERDADE absoluta da RAZÃO.

Somente os idiotas não vêm isto.

VERDADE, VERDADINHA.

 

António de Figueiredo e Silva

Coimbra 10/12/2023

 

Nota:

Não utilizo as regras do AO90

  

 

 

  

sexta-feira, 1 de maio de 2026

RATAZANAS INFILTRADAS NO PODER

 

O homem que rouba a confiança do outro,

é o pior dos ladrões.

(textos Judaicos)

 

RATAZANAS INFILTRADAS NO PODER

 


    Não é inovação. É certo que, através dos tempos, o Poder sempre foi contagiado por essa bicharada roedora, que não olha a meios para atingir os fins. Todos sabemos disso.

O problema reside em que a sua proliferação em Portugal, (só vou referir-me a Portugal), tem vindo a aumentar na razão directa da “liberdade” criada, - somente para os seus elementos -, que lhes tem permitido o pouso numa alcândora aristocrática, circundada por um alvalade de intocabilidade.

Ulteriormente ao celebérrimo 25 de Abril, tenho assistido a uma proliferação sem precedentes, dessa animalada, que, por não haver um “raticida” que os refreie, ou umas “ratoeiras” que os encarcerem, continuam, impávidos e serenos, a roer as raízes do Símbolo da Liberdade, que, por falta de nutrição, têm vindo a definhar e a perder a sua tonalidade.

Maldita rataria!

Apesar da toca semicircular onde essa cambada se enfia, ser “um escudo de ferro” para a protecção dos elementos que a compõem, só quero que essa rateirada se lembre de que o “oxigénio” do descontentamento, pode enferrujar esse sistema defensivo e conduzi-lo à mais completa exterminação.

Isto anda tudo à toa, sem rei nem roque!

Porque a subserviência não tem razão de existir, perante uma igualdade tão fortemente apregoada, não tardará que muitos desse bando sofram consequências pela sua sofreguidão numismática e pela sua falta de honestidade. Pode demorar tempo, mas certamente que vai acontecer.

Porque isto, assim não pode continuar.

Devido a esse bando, essa cáfila, essa caterva de ratos, é que a pobreza tem vindo progredir neste território, enquanto os seus grupos se divertem a atirarem-nos poeira para os olhos, oriunda uma “democracia” imaginária, enquanto enchem o seu “bandulho digestivo” com todos os benefícios materiais que podem sacar; sempre sob a alçada de muralhas da impunidade por eles e para eles construídas.

Costuma o povo transmitir a seguinte metáfora: “quem parte e reparte, e não fica com a melhor parte, ou é burro ou não tem arte”.

Certo. Só que, na situação que nas entrelinhas me quero referir, não se trata de repartir; trata-se de governar um povo num verdadeiro estado democrático; com consciência, zelo e limpidez, com estrita igualdade na aplicação das regras decretadas.

É de lamentar! Mas estas probidades estão cada vez mais corrompidas, e ninguém faz nada para, já não digo acabar, mas reduzir essa cambada oportunista “roedora”, que a olhos vistos, trinca e devora as raízes da LIBERDADE, apodrecendo-a.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 1 de Maio de 2026

 

Nota:

Não utilizo as regras do AO90.



 

 

 

 

 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

“ANALOGIA”


                                                                             A estupidez é uma doença extraordinária!

Não é o doente que sofre com ela,

mas sim os demais.

(Voltair)

 

“ANALOGIA”

 


 Como neste instante nada tenho p’ra fazer, vou aqui consagrar meia dúzia de patacoadas a este “urbanita”, que muito me deixa perplexo pela sua descontraída e boçal tagarelice, que de científico nada aparenta ostentar; nem sei mesmo, se não teria “mercado” o Pacote de Doutorice em Relações Públicas, na Feira da Ladra!?

Se estou errado, que me desculpe esta forma de pensar, mas a minha obtusidade cabeçal, não dá p’ra mais.  

A sua peregrinação “primorosa” já é bastante ampla! Iniciou-se no vínculo taurino e estendeu-se até à “tauromaquia” política. Bolas, sabe muito, caramba!? Mas é de forcados como este que os portugueses estão empanturrados

Sempre em espirituoso, porém analógico zig-zag, tem seguido o trilho calcetado com cascalho da conveniência, que mais proveitos lhe possa trazer. Umas vezes encalça o zig, outras engrola o zag. Eu titulo isto de oportunismo e desfaçatez, resultante de um carácter fracassado, onde a intelectualidade é uma miragem e a esperteza é rainha, - mesmo assim, não sei!?

Por mais tentativas que faça, não consigo inverter a minha maneira de ser, que capricha pela sensatez; enaltecer o bom-senso, quando ele existe, e condenar a imprudência, quando ela arrebita a cabeça.

Destes dois declives, quando o primeiro não existe; o outro assume a autoridade e consolida a sua permanência na descarada calçada escorregadia da falta de carácter, impelindo a estabilidade, (a todos os níveis), para acentuadas derrapagens, que vão culminar em custosa ou impossível regressão. E é por causa desses realçados deslizes que enramalhetam a sua lábia, que este cidadão, nunca me convenceu.

Os trejeitos estampados na sua face, murmuram por si. As suas alocuções – se assim se pode dizer -, são claudicantes, encharcadas com rústica brejeirice, impulsos aparolados, e gestos ridículos, que mais não demonstram do que falta de polidez e de postura.

Compreendo, contudo, que este cidadão deve ser inocentado, porque culpa não é sua; a imperfeição foi da Natureza, que assim o concebeu. Porém, reconheço que a perfeição nele continua instalada; porque, a imperfeição para ser perfeita, também necessita de perfeição.  

E temos, por detrás deste “rapazinho”, sem recato, de sorriso zombeteiro e olhar a meia-haste, está uma pessoa destituída de importância, - pelo menos, isso aparenta.

Zarôlho nas minhas observações, penso que não sou; estúpido, também não se me afigura que o seja.

 Assim sendo, mesmo que seja ilusão minha, não deixa de a meu ver, ser uma personagem muito mal-amanhada para representar a segunda figura do CHEGA – que a mim pouco me interessa; cada um é livre de escolher a “gamela” que mais lhe convém, não é verdade?!

Mas este cidadão, mesmo caladinho, basta que por baixo da sua facial mateira pilosa povoada de ácaros, manifeste o habitual sorriso sardónico e provocador, que já é o bastante para instigar a irritação cá no velho.

Entre outras, (porque dessas até estamos bem servidos), é uma das figuras com mais desvigorosa capacidade artística; a não ser para palco circense em terra batida, com um ou duas dúzias de criancinhas a bater palmas.  

Mas, como o primor do defeito, é requinte de ser imperfeito, está tudo certo.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 29/04/2026

 

Nota:

Não utilizo o AO90.

 

 

  

 
 

 

  

 

 

domingo, 26 de abril de 2026

O VERMÍFUGO E OS VERMES

 

“0s vermes só medram,

onde existe podridão”.

(Xi Jinping)

 

O VERMÍFUGO E OS VERMES

 


    Gostei muito da filosofia que brotou do raciocínio do autor da frase, no princípio deste trecho expressa. Uma metáfora, que, apesar de “salgada e avinagrada”, tem o seu quê de hilariante, (que não é para brincar), e, com exatidão, traduz a realidade daquilo que infelizmente tem vindo a sobrevir em consequência das “minhocas” que rabeiam nas “esterqueiras” administrativas, - e não só -, praticamente de todo o mundo.

Essas estrumeiras são genuínas pocilgas, onde, disfarçadamente e em sigilosa obscuridade, esses animaizinhos andam a saracotear, e em entrosada afeição se divertem, recreiam e reproduzem; tudo à custa dos “lavradores”, - os seus mais devotos criados.

A multiplicação dessas “larvas”, tem vindo fortalecer e a difundir o seu espalhamento como uma peste-nêgra, e, enquanto os “agricultores”, não fizeram trabalhar a sua massa cerebral para descobrirem uma contrapeçonha que lhes possa tolher a voracidade destravada que os move, irão ser condenados à servidão toda a vida que lhes restar. Só um vermífugo possante as conseguirá banir; não direi em absoluto, mas a uma enorme talhada.

Xi Jinping, tem razão.

Não quero com isto dizer, que na China os “vermes” não abundem; porém, à medida que vão sendo descobertos, limpam-lhes o “sarampo”, sem dó nem piedade. E no que concerne a crimes de corrupção e embuste, nem as figuras mais elevadas do poder estão isentas da menor condescendência; quando essas “minhocas”, esses “vermes”, são encontrados, - “até mesmo os rechonchudos” -, imediatamente deixam de rabiar. A implacabilidade dos princípios instituídos naquela nação, assim o determina.

Exagêro?! Sim, não discordo. Mas, o que se pode chamar de excesso, obedece a uma determinada relactividade; isto é, envolve vários elementos interligados, tais como; amizades, familiares, compensações de gentilezas, ambição insaciável, etc.; mas lá, não há pão p’ra porcos

É do conhecimento comum, que a gatonice não acontece somente na China, apesar de ser um país de governação ditatorial, de arrocho apertado e implacabilidade na aplicação das decisões condenatórias. Isto ocorre também nas democracias multipartidárias, como acontece com Portugal. Uma nação tão pequenina, e com tantas “larvas” a infectar a estabilidade governativa, não no sentido de lealdade e clareza administrativa, mas apenas no intuito de se governarem. E não existe “vermicida” as liquide. A justiça deve ser independente e primar pela igualdade na sua aplicação, e eu não observo isso. Talvez eu seja tolo, quem sabe!? Reconheço que com o avançar da idade comecei a ter dificuldade em ver ao perto; porém, para compensar, a minha visão abriu-se para longe, o que me permite observar o que muitos não vislumbram.    

O poder e o civismo, têm andado a marinar numa carilada de hipocrisia, ostentação, egolatria, oportunismo e ganância, que só nos tem vindo a conduzir para uma instabilidade periclitante, se não mesmo, temerária. Por este andar, não prevejo outra realidade. É duro, mas tenho de o dizer, ainda que correndo o risco de ouvir e “ter de suportar” alguns carregamentos de parvoíces, lançados por palonços idiotas, onde a sua ideologia principal é o fanatismo.  

Aceito até, que alguns manca-mulas me possam ironicamente dizer: então vai para a China.

Não, não vou. Podridão por podridão, mais-quero esta, que já conheço, e, munido do escudo da prudência, consigo passar pelas frinchas dessa bicharada.

Agora, que isto carece de umas arrochadas, carece. Ninguém se entende.

As pessoas andam todas apardaladas, frenéticas e sob grande tensão emotiva.

Já me passou pela caixa-dos-pirolitos, que, se não há um Governo que tenha capacidade para “liquidar” a bicharada que nos tem vindo a atormentar, seria melhor, através das Instituições de Saúde Pública, (que também aparentam estar a caminhar para a extinção), proceder à distribuição gratuita de umas doses de marijuana, para acalmar sublevação há muito instalada, (com razão), no ZÉ Povinho.

Tomem nota: isto não está p’ra brincadeira!?

TEMOS DE ERRADICAR OU EXPULSAR OS VERMES DESTE NOSSO JARDIM.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 26/04/2026

 

Nota:

Não escrevinho sob as regras do AO90.

 

 

  

 

 

É COMPLICADO

  A vida é feita de movimento. Mesmo quando estamos parados, algo está sempre a acontecer à nossa volta. (Desconheço o Autor)   É ...