segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

SEM REGRAS VOCABULARES

 

 

Pequeno prólogo:

Tão só, para transmitir que não é meu propósito desprestigiar, desdenhar, machucar, obscurecer, zombar ou achincalhar, quaisquer regionalismos, gírias, ou mesmo línguas – como no caso do Mirandês -, que existem em Portugal.

Todas, mas todas, sem excepção, são merecedoras do meu mais aberto apreço.

(do autor) 

Além da sua identidade,

a língua é o espírito de um povo.

(António Figueiredo e Silva)

 

SEM REGRAS VOCABULARES

 


É munto milhor ‘screver desafogadamente, ducandar pr´ái armado im pateta, só pr’ámostrar òs oitros caté sabe macarronar duas trêtas im sabolada caligráfica.

Numintressa, nem tanho bergonha ninhuma do que possam dezer a meu respeito.

Como num sou mouco, e louco támém penso que não, - graças ao Pai do Céu -, tanho oubido tantas parboíces agomitadas cá p’ra fora, por pessoas que s’amostram como cultas, e no final das contas, cando abrem a trameleira, só sai palratório tão intulhoso, que tanho de calafetar os oubidos ou meter bendas nas bistas p’ra num cair na patetice oubir e d’inxergar tantos desparates.

Num sou pêco; sei munto bem q’estou pr’áqui árranjar uma carga de purrada, talbez munto maior du’cum pesado temporal. Mas, poucochinho ou nada m’intressa. Num’aquenta nem’arrefenta.

O que tanho p´ra dezer, aicho que debe ser dito, e ponto final.

Aqui há unzanitos passados, cando a lei da palmtória dominaba o Insino Primário, a língua portuguesa era uma obra prima, (no tempo em que, hoje, filhos de muitas récuas, dizem que era um tempo de analfabetos), caté saltaba num só dos miolos, como támém das palmas das mãos. Essa era uma das rezões porque, com a “misarábel” 4ª Classe, já se era diplomado – e às bezes cun destinção, caramba!

Atão, bejam bem: s’in bez de contracto, eu ‘screbesse contratação, já ‘stba feito ó bife - de duas palmatoadas num me safaba; sin bez de prenunciar ou ‘screber, abrisse a matraca e articulasse dezer, ou o ‘screbesse, tinha dreito a mais duas ou três palmatoadas; se em lugar de fabrico, (fabrico de qualquer coisa), ‘screbesse fabricação, mais umas berdoadas p’ró lombo.

Ofecialmente, (bocábulo hoje munto im boga), a palmatória era tida como um substrato p´rá limação (p´ra quem num cumprender, limagem), do intelecto, inda in formação.

 Naquele tempo, começába-se a ‘screber num caderno de duas linhas, p’rábituar, (num é pr’ábituação), o cérebro, aos mobimentos manuais e afinar o seu sentido d’orientação. Depois, já mais p´ró fim do Curso (Superior), Primário, habia uma matéria, (num tem nada a ber com pus das fridas), que se chamaba de Caligrafia.

Aqui é caporca trocia o rabo!

Era uma grafia munto bem urdida, e num era permetido ninhuma ‘spece de borradela ou imenda.

Foi uma era im que o insino, primaba pela perfeição, e pela nobreza d’escreber.

Naquela classe só podíamos dar um erro nas redacções. Agora, num faltam erros! E erros de palmatória.

Hoje a maioria num s’intressa. Imberadam poru “Insino Suprior”, saem de lá cum canudo p’ra ber Braga, e mal sabem ‘screber – alguns, nem palrar.

Aos mais mal-acabados, despretensiosamente quero lembrar-lhes, - para que não esqueçam; um idioma é a mais firme identificação de um povo. É a sua alma!

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 9/02/2026

 

Obs:

Procuro não utilizar o AO90.

 

Nota:

Esta é a minha “modesta contribuição”,

para a construção de um novo AO, (Acordo Ortográfico).

 

 

 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

“FILHOS DE BOAS FAMÍLIAS” (?)

 

Tanto à supremacia do poder,

como à grandeza patrimonial,

  o acesso aos desígnios da Criação,

estão hermeticamente cerrados.

(António Figueiredo e Silva)

 

“FILHOS DE BOAS FAMÍLIAS” (?)

 

    É pertinente questionar o que é socialmente considerada uma boa família; este assunto surgiu-me de impulso quando estava a reflectir sobre os defeitos e as virtudes da sociedade que me rodeia, que por sinal, é bem complexa.

Este, direi, capricho social, de ser “filho de boas famílias”, geralmente é atinente às estirpes endinheiradas; porque, quanto ao resto, ou restolho, esse atributo já não é habitual ser concedido – a não ser por sofisma.

Quando se trata de pessoas financeiramente débeis ou mesmo maltrapilhos, já não são “baptizados” com o estúpido jargão “filhos de boas famílias” e os seus descendentes, que no cumprimento do Pecado Original, também o não serão; não evitando apesar disso, que não possam vir a ser pessoas de peso na comunidade ou no Mundo.

No decorrer do espaço da existência que espontaneamente, por sorte ou por azar, me foi concedido, gozei de duração suficiente para observar que, à volta deste tema, (filho de boas famílias), muitos conceitos fracassados têm surgido! Ainda hoje, em pleno século XXI, essa tendência absurda prossegue na sua manifestação, não obstante o avanço do conhecimento e sua a difusão serem maior amplitude. Dá-me a impressão de que as pessoas se estupidificaram. Não consigo alcançar outra razão para justificar esse comportamento imbecilizado e sem modéstia, que unicamente se alicerça em substruções materialistas.

Já conheci tanto filho-da-mãe, que era rebento de “boas famílias”! E também já conheci bastantes famelgas, consideradas “famílias más”, de onde germinaram primorosos rebentos, que, graças à sua inteligência, à sua conduta e sua obstinação, conseguiram inverter o rumo desse “estigma”.

Após a antecedente a narrativa de “meia-tijela”, o que me apraz dizer é o seguinte: a parte material, apesar da influência colectiva que possa conter, não consegue cindir os degraus da escada em caracol do ADN.

Logo:

Independentemente dos predicados familiares, (bons ou maus), aquele que nasce talentoso, sempre o será; o que germina sob a cobertura da incompetência, mantê-la-á, até finar.

Para que a existência se manifeste, é imperativo haver um oposto.

São estes dois pilares que sustentam a Lei da Compensação Natural, que concede o princípio a tudo quanto existe. E nisto, a Criação é determinada e implacável!

Por consequência, cada um é como é, e não como querem fazer ser, independentemente da árvore genealógica que o concebeu.

 

 

António Figueiredo me Silva

Coimbra, 1/02/2026

Nota:

Não utilizo o AO90.

  

sábado, 31 de janeiro de 2026

A BASÓFIA E O ORGULHO

 

Introdução:

    Há tanto tempo na “arrecadação” digital, que decidi libertá-la das “teias de aranha” e da voracidade dos “peixinhos-de-prata” que possam destrui-la, procedendo à sua publicação.

(O autor)

 

 Devemos deixar a vaidade, aos que

não têm outra coisa para exibir.

(Honoré de Balzac)

 

A BASÓFIA E O ORGULHO

 

    O narcisismo, (basófia), é tido como uma fraqueza de espírito, empregue por muitos patêgos, que intelectualmente não “valem dez patacos furados”.

A vaidade em excesso, possui a faculdade de deformar ou mesmo destruir, a percepção da realidade. Naturalmente e sem reflectir, com toda a estupidez que lhes é própria, arrogam-se a ser graúdos em todas as particularidades do seu subdesenvolvimento intelectual. São aqueles tolos, que quando abrem a matraca, apesar de não vomitarem nada que se aproveite, fazem da ignorância o seu corcel de litígio. Teimosos e obstinados que nem bestas, persistem a afirmar a validade dos seus pareceres, como se eles assentassem em “verdades absolutas”, e não passam de uns pobres de espírito, - “abençoados sejam, porque deles é o reino dos Céus”! Assim está escrito.

Não digo que a ostentação, quando na medida certa, não seja um tempero necessário à vida, e que até possa servir de lenitivo para o sossêgo espiritual das pessoas; mas, como “tudo o que é demais é moléstia”, se esse predicado não fôr utilizado com ponderação, o seu exagero irá, de certo, fazer azedar os diálogos e escanzelar a postura desses “artistas manientos” que pululam aparvalhados, na comunidade em que vivemos.

Por analogia, a vaidade, gabarolice, prosápia, - ou lá como queiram chama-lhe -, em excesso, comporta-se como um bom vinho; é indispensável observar a sua tonalidade, limpidez, oxigenar, cheirar, e seguidamente, beber” com estrita moderação. Se estes procedimentos não forem tidos em conta, apenas sai verborreia sem nexo, decorrente da borracheira mental, que se apanha, e simplesmente serve para aborrecer, impacientar e dissolver os diálogos em grupo.

Pelas observações realizadas ao longo meu caminho de vida, cheguei à conclusão de que esses “pobres de espírito”, eivados por estrabismo opinativo, mesclam a vaidade se com a nobreza, pensando serem a mesma substância. Ora, isso não é assim; porque o sentimento de brio, incute-nos a vontade férrea e indomável para alcançarmos o nosso querer; isto é, conferirmos veracidade aos nossos objectivos. Já o mesmo não se passa com a vaidade, que, quando excessiva nos pode empurrar para o campo da arrogância e da insolência, que nos que nos vão limitar o acesso à capacidade de reconhecermos os nossos erros, e deste modo, ficarmos reduzidos na aprendizagem para podermos viver condignamente.

Enfim, somos lançados para o monturo da estupidez onde passamos a ser agrilhoados sem dó nem piedade, pelas críticas dos mais ajuizados.

Suponho que já chega de “paleio barato”, - entenda quem souber; mas, p’ra quem num é alienado, idiota ou imbecil, já basta de palavreado.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 07/08/2025

 

Nota:

Não uso o AO90.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

UM PRODÍGIO EM MEDICINA VASCULAR

 

A entendimento é a maior

virtude de uma alma nobre.

(António Figueiredo e Silva)

 

UM PRODÍGIO EM MEDICINA VASCULAR

ВУНДРІД У СУДИНОЇ МЕДИЦИНІ

EIN PRODIGIO IN DER GEFÄSSMEDIZINI7

ВУНДРІД У СУДИНОЇ МЕДИЦИНІ

A PRODIGIO IN VASCULAR MEDICINE

ВУНДЕР В ОБЛАСТИ СОСУДИСТОЙ МЕДИЦИНЫ

 

    Não quero dizer que não existam mais, contudo, é nesta virtude que a Natureza falha na sua Criação, transfigurando-a numa preciosidade.

Este Sr., grande na alma, no saber, na humildade e na sua dedicação ao ser humano, merece bem os termos, que no pequeno terreno deste colóquio vou semear, arando para a sua semeadura, este espaço de propagação que a internet me concede, para que todo o Mundo, ou grande parte dele, possa conhecer tão importante figura: o Sr. Dr. Luís Loureiro.

Por tudo o que tem feito por mim, (e que saiba, por outros afectados), é merecedor de todos as palavras de apreço que aqui vou redigir, e se mais não digo ou a qualidade das mesmas é precária, é porque a minha limitada erudição mais não permite. Porém, a vigorosa obstinação congénita que sempre me acompanhou, também se recusa a que a negatividade me domine.

Foi este digníssimo Sr. que, entre as diversas cirurgias vasculares que anteriormente realizou no meu quase falido, sistema vascular periférico, não há muito tempo, (15 de Dezembro, de 2025), me concedeu a visão, cuja “virtualidade” foi tão real, que jamais olvidarei, até que o meu fluxo sanguíneo deixe de circular para sempre.

Isto aconteceu na pretérita cirurgia, (espero mesmo que tenha sido a derradeira), que foi direccionada a uma descolmatagem arterial, à minha perna direita, (já tinham sido feitas três ao membro inferior esquerdo), para que eu me pudesse movimentar de cabeça erecta e desobrigado de qualquer claudicação.

A situação era de facto bastante perigosa! Se este distinto Sr. me não houvesse socorrido nas horas certas, hoje, nada mais me restariam do que dois côtos dos membros inferiores para eu me ir arrastando (?), até que o bilhete final surgisse com toda sua ilimitada implacabilidade.

Sob anestesia local, estendido sob a “cama fofa” do Bloco Operatório de Cirurgia Vascular, no Hospital de Santo António, - Porto -, através dos monitores com uma boa definição de imagem, pude assistir, apreensivo, porém, confiante, a todos os procedimentos para desobstrucção das artérias do meu membro inferior direito, colocação de stents, e, finalmente, a reverificação do funcionamento de todos os ramos vasculares que haviam sido intervencionados.

Nunca na minha vida me surgiu a oportunidade para observar uma intervenção cirúrgica com tanto rigor, e avaliar o que é a coordenação e a cinemática do trabalho em equipa, num bloco operatório.

Admirável! Fiquei espantado! Esta ficou a pertencer ao grupo de circunstâncias que não arredam pé do meu córtex cerebral.

O meu mais aberto reconhecimento ao Sr. Dr. Luís Loureiro e a todos os membros que o acompanharam nesse delicado trabalho.

Bem-haja!

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 31/01/2026

 

Obs:

Há momentos, vim a descobrir que: além de Médico de Angiologia e Cirurgia Vascular, no Hospital de Santo António - Porto, (em Portugal), este digníssimo Médico, ainda faz culto ao seu altruísmo, como Secretário da Assembleia Geral da SPACV (Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular).

Uma organização criada no ano 2000, sem fins lucrativos.

A todas essas nobres almas que compõem esse anel bem-fazer, consagro também, a minha gratidão e assombro.

Bem-haja!

 

Nota:

Não utilizo o AO90.

 

  

O DEBATE

 



  A corpulência agressiva da voz e a interrupção do diálogo,

não permutam a profundidade do conceito;

 porém, afastam o crédito àquele que segue por essas vias.

(António Figueiredo e Silva)


O DE(S)BA(S)TE

 

    Certa ou errada, é esta a minha apreciação, à qual não renunciarei.

A última conversação, (peleja) televisiva, entre os dois “peregrinos a Belém”, segundo a minha análise, não foi bem um debate; por causa de um deles, assemelhou-se mais um DESBASTE”, por um lado, com benefício para outro. 

Mas, entendo ser minha obrigação salientar, que, apesar de algumas verdades que exibe, não sou protector de André Ventura. Não confio nos seus prometimentos. Muito ele “cacareja”! Contudo, é como as galinhas; trilha sempre a mesma cantilena, e às tantas não tem “cloaca” para pôr os “ovos”, (sem gema), com os quais se propõe a presentear os portugueses! Fala, fala, gesticula e “ralha”, em demasia; atravessa-se nos diálogos, para cindir sequência da prosa ao seu antagonista. Considero isso um comportamento rasca, anti-cívico, e nada conveniente para um postulante uma presidência de república; não tem uma atitude com nobreza para esse cargo. Não, entendo que este não serve para ser o “messias” da comunidade portuguesa. A sua euforia, assenta mais no carácter propagandístico e na ânsia de poleiro, do que no cerne da confiança. É esta a minha convicção.

Já o primeiro, António José Seguro, conquanto que houvesse passado o seu cocuruto por baixo da concha da pia baptismal marxista, afigura-se-me ser mais sensato, menos farsante e mais comedido na sua dicção e na sua educação cívica; respeita ao seu antagonista o espaço de palratório, ouvindo-o com serenidade, e tem mostrado uma postura mais venerável, mais aristocrática e com maior sobriedade presencial, para o lugar a que se propõe; ser Presidente da República Portuguesa.

Considerando que esta, não é uma ocorrência legislativa, não me vou reprimir de tomar a minha decisão. Tem de ser.

Apesar de sentir-me, “entre a cruz e a espada”, reafirmo o que hei divulgado há uns dias atrás, nas entrelinhas de um artigo lavrado por mim no presente blog (ESCUTAI…)

 O meu sufrágio será para o cidadão, António José Seguro.

Contudo, isto não invalida que, “cada um fique com a sua e eu com a minha”!?

Respeitarei todas as opiniões.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 30/01/2026


Nota:

Não uso o AO90  

 

 

 

 

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

PALHAÇO



Neste Mundo circense, não há falta palhaços;

Existe sim, carência de mágicos.

(António Figueiredo e Silva)

 

PALHAÇO

 

Por mera casualidade, deparei com esta frase postada por alguém, no Facebook; a ver pela pluralidade de ofícios que conglutinam o quase infindável recheio da frase, lembrei-me de discorrer sobre um. O qual, apesar de parecer ridículo, é uma profissão que tem muito que se lhe diga; palhaço. Ser palhaço, não é fácil!? É natural até, que eu esteja aqui a fazer esse papel, porém o meu propósito é bem diferente; é colocar um “espelho” à frente de cada espectador, para que se reveja a si próprio, antes de sorrir perante as diversas “palhaçadas” que pela frente se lhe deparam.

Essa “divertida” figura, (palhaço), de todos muito conhecida, é seriamente valorizada por mim. Porque, esse artista, mesmo encurralado num “bosque de espinhos” em amargurada tristeza, é capaz de ter resistência para, “jovialmente” rir e galhofar, tendo como único objectivo, fazer rir o mundo, como permuta para a sua subsistência – muitas vezes comprimida inusitada melancolia.

A angústia de um palhaço, pode muito bem ser fruto do confronto entre a alegria ligeira e a dor que lhe massacra o íntimo. Simplificando; em situação de necessidade, trucida a si próprio, para satisfazer o prazer daqueles que no momento do “espectáculo”, o admiram e aplaudem.

Geralmente coberto por umas roupagens anedóticas, o rosto tingido por várias cores que lhe encobrem os desgostos e as lágrimas, – se no momento as tiver -, de onde sobressai um nariz abatatado, usualmente pintado com pigmento vermelho-vivo, a esboçar um “sorriso aberto” e fantasioso, que deleita multidões de adultos e crianças, em todo o Mundo!

Porém, se quedarmos para raciocinar, o Mundo em que vivemos é mesmo isso; é uma actuação circense, onde, com acentuada frequência, o carpir de uns, confere alegria a outros – suponho que aqui não há dúvidas. Existe uma troca entre a benevolência e o cinismo. Diferentes, sim; contudo, um não passeia sem o outro.

E é deste modo que muita gente lacrimeja ou sorri, para forçar a coesão na estabilidade global, enquanto o mundo, obstinado na sua obcecação natural, aos poucos vai descambando!

    Assim sendo, todos devíamos ser bem pagos, porque, ao longo do trajecto da nossa existência, degastamos o tempo fazer encenações do palhaço. Uns por falta de orientação cabeçal, outros motivados por infecção gananciosa, e ainda outros, os verdadeiros palhaços, por carência económica e de subsistência.

Analisando friamente esta questão da palhaçada, mesmo aqueles que têm tudo, sentem que não têm nada; daí resulta o sentimento de infelicidade, que eles procuram diluir numa expressão “contraída-jovial”.

Por conseguinte, não existem recursos económicos, para satisfazer o desejo alienado de toda esta turba de “palhaços”. No entanto, lamento que essa fantasia não possa ser concretizada, todavia, continuo na minha; o ofício que é mal pago e devia ser o mais bem remunerado, é a ocupação de PALHAÇO.

Cargo a que dedicamos a maior fatia da nossa vida.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 27/01/2026

 

Nota:

Não faço uso do AO90.

 


sábado, 24 de janeiro de 2026

ESCUTAI...



 

 

A esperteza sustenta-se do desconhecimento

existente nas pessoas pouco esclarecidas.

(António Figueiredo e Silva)

 

ESCUTAI…

(Aos portugueses)

 

Antes de prosseguir com a palestra, quero admitir que posso estar errado.

Se ainda por cá me encontrar, creiam que, sentir-me-ei contente houver errado. Não é a primeira vez, nem será a última, que, uma avaliação, tida como franca, e princípio, até aproximada da coerência, inusitadamente possa desviar-se da análise de quem a emitiu – do presente caso, eu; mas, também não será a primeira vez que um desvio, muitas vezes culminou num inesperado sucesso, para os objectivos pretendidos, que por incerteza, haviam sido postos em causa.

Portanto, vou continuar a caligrafar o que raciocino, relativamente ao magote de candidatos que se apresentaram como postulantes à Presidência da República Portuguesa.

Primeiro, quero esclarecer que, para um território tão limitado, seria dispensável uma “turma” tão grande; isto leva-me a entender que a vaidade, e o esfaimado desejo ao tacho, tiveram um grande influxo nas decisões de alguns. Isso deu como resultado a fragmentação do eleitorado, - entre si, já com muita divergência -, como a todos os portugueses é dado constatar.

Finalmente, após um renhido conflito campal, onde cada um, em função da sua habilidade, ia esgrimindo com garra, as artísticas composições dos seus discursos atulhados de promessas, em que davam tudo aos portugueses; desde aumento de salários, pensões, garantiam reorganização do ensino, “revolucionariam” o SNS, aumentariam o emprego, diminuiriam os impostos, forneceriam matéria prima para a construção de habitações para quem as não tem, com incentivos, (ainda não vi como), incrementavam a productividade na indústria, encolheriam a corrupção, - já muito enraizada -, fariam algumas transmutações na legislação da Constituição da República, etc. todos empolaram as vantagens e intumesceram o patriotismo, do qual, alguns não me convenceram. Porém, aqui, não vou apontar o dedo a ninguém. O certo é que a estratégia resultou. Para mim, com um desagradável desfecho. Remanesceram, dois. Cada qual, com os seus defeitos e virtudes, - como é natural. Mas o certo é, que os portugueses ficaram limitados, ou mesmo espremidos; como é hábito dizer-se, “entre a espada e a parêde”. Se “de um lado chove, do outro lado venta”.

Não me foi custoso chegar a esta conclusão.

Um, ainda na sua juvenilidade, foi lavado e abençoado com a “água-benta” e fantasiosa do marxismo, que “não interessa a ninguém”, pela pureza ilusória na asseveração, de que a igualdade se estende a todos. Pura miragem. No entanto, é natural que com o avançar da idade, esse aspirante ao cume presidencial, haja reconhecido a diferença entre o sonho e a realidade. Oxalá, que sim.

O outro, apesar da exposição de factos sujeitos a verdades incontestáveis, fala demais, e não dialoga; provoca e alterca. É um exímio mestre nas afinidades “propagandísticas” no que toca ao populismo. A apreçar pela sua linguagem corporal, não lhe legitimo veracidade alguma nos seus propósitos, - não tem nada a ver com as verdades que aponta -, além de não lhe não evidenciar diplomacia alguma, para a posição que se propõe a entronar; é arrogante, desestabilizador da urbanidade, e leva-me a não acreditar nas deliberações que expõe. Olho-o, envolto numa aura de fingimento, apostado em tirar proveito da ambliopia mental das massas extasiadas, que com a sua verborreia tem adormecido.

Então, se a economia nacional se encontra depauperada, - porque é verdade -, de onde poderão surgir os proventos para colmatar todas esses prometimentos?

Não vejo como!? Pode haver muitos milagres; mas, com sacos de dinheiro, nunca tive conhecimento de nenhum.

Neste contexto, a minha apreciação é esta: “que venha o Diabo, e escolha”.

Porém, em face das circunstâncias actuais que reinam em Portugal, pela minha parte, tenho de ser eu a fazer a selecção. E vou concretizá-la. Por muito que me possa desgostar, não vou fazer parte do quadro abstencionista. Em qualquer panorama eleitoral, é a pior coisa que se pode fazer. A intenção de voto, deve ser sempre expressa.

Agora, mais polémicas, com que fim?! As “faixas curriculares” de ambos, já são sobejamente conhecidas.

Pessoalmente, já estou fartinho de tagarelices, embustes e actuações circenses, que têm vindo inundar os órgãos difusores de informação.

Então…

Portugueses; é nosso dever e obrigação, fazermos uma opção, embora limitada pela imprevisibilidade do “cenário” que se nos apresenta; optar por aquele que se nos afigure ser menos prejudicial. “Do mal, o menor”.

Todavia, perante o estudo ponderadamente elaborado pelo meu “franzino” raciocínio, mesmo assumindo a debilidade do entendimento, o “thrampismo” em Portugal, deve ser evitado.

Decidam de acordo com a vossa consciência.

VAMOS LÁ A VER SE ESTE ANO CORRE MELHOR.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 24/01/2026

Nota:

Não utilizo o AO90.

 

 

SEM REGRAS VOCABULARES

    Pequeno prólogo: Tão só, para transmitir que não é meu propósito desprestigiar, desdenhar, machucar, obscurecer, zombar ou achincalh...