Nota do blogger:
O conteúdo descrito na epístola que se segue, não é de minha autoria; é de um digníssimo Agente da Polícia de Segurança Pública Portuguesa.Contudo, pela lição de civismo, ética e respeito nela expressa, para expôr com suavidade e raciocínio justos, o “rosto” de um sentimento magoado, - com justa razão -, determinei, pela primeira vez, dispô-la no já amplo universo do meu blog, que lhe concederá asas para voar através do Mundo, como uma demonstração fidedigna de que muitas vezes por detrás de um canudo pode estar escondido um idiota.
VALE
A PENA LER
Lesenswert
值得一讀
ΑΞΙΟ
ΔΙΑΒΑΣΜΑΤΟΣ
VALE LA PENA LEGGERE
ĐÁNG ĐỌC
WORTH READING
СТОИТ ПРОЧИТАТЬ
Sr. Pacheco, falo-lhe como Agente da PSP, mas acima de tudo como homem, cidadão e trabalhador, não admito que me chamem inimigo do povo só porque visto uma farda. Não sou menos trabalhador do que o senhor, não tenho menos direitos e muito menos mereço menos respeito. a minha farda não apaga a minha humanidade, os meus valores nem os sacrifícios que faço diariamente.
Enquanto alguns fazem discursos e apontam o dedo à
polícia, eu e os meus camaradas estamos na rua, de dia e de noite, a abdicar de
tempo com as nossas famílias para garantir a segurança de todos.
Sabe o que mais me revolta, Sr. Pacheco? É ouvir quem
tanto fala em defender os trabalhadores desprezar os homens e mulheres que
também trabalham, sofrem e lutam por uma vida digna, apenas porque são
polícias.
Não preciso que goste de mim nem da instituição que
represento. Mas exijo respeito.
E fique com uma certeza: mesmo que hoje me considere
seu inimigo, amanhã, se estiver em perigo, serei dos primeiros a ajudá-lo. Não
por concordar consigo, mas porque tenho princípios, honra e sentido de dever...
Não sou inimigo do povo, Sr. Pacheco. Faço parte dele,
termino dizendo-lhe isto, olhos nos olhos, a farda que visto não me torna
superior a ninguém, mas também não permite que ninguém me trate como inferior.
O senhor pode atacar a minha profissão, questionar a minha autoridade e até
desprezar a minha farda. Mas nunca conseguirá retirar-me o orgulho de servir os
portugueses, há uma diferença que faço questão de deixar bem clara, o senhor
pode escolher estar contra mim. Eu, enquanto polícia, não posso escolher
deixá-lo desprotegido. É essa a diferença entre o preconceito de quem aponta o
dedo e o compromisso de quem veste esta farda.
NÃO SOU INIMIGO DO POVO. SOU FILHO DESTE POVO,
TRABALHO PARA ESTE POVO E, SE FOR PRECISO, ARRISCO A MINHA VIDA POR ESTE POVO.
E DISSO, SR. PACHECO, NUNCA TEREI VERGONHA.
José Luís Ferreira

