domingo, 21 de junho de 2026

RECORDAR É VIVER

 RECORDAR É VIVER

Sich zu erinnern heißt zu leben.

To remember is to live.

याद रखना ही जीना है।

צו געדענקען איז צו לעבן.

A-ți aminti înseamnă a trăi.

Ghi nhớ chính là sống.

 

Epílogo:

Apesar do tempo passado, julgo que ainda vai a tempo.Por razões de saúde e reduzido conhecimento técnico de computação, só hoje descobri a narrativa, que abaixo vou difundir.Legitimando o meu “erro”, desejo apresentar as minhas desculpas ao Sr. Luís Fernandes, que não conheço, (Autor do artigo), e expressar-lhe o meu agradecimento.

Bem-haja.

 António Figueiredo e Silva - agora com 81 anos, mas ainda vivo.

Coimbra, 21 de Junho de 2026

 

Nota:

Não uso o AO90

 

 

EM DEFESA DAS “CRÓNICAS DE UM CRÓNICO”

 

 

EM DEFESA DAS “CRÓNICAS DE UM CRÓNICO”

 

 

 

Enquanto assinante, não gostei nem um bocadinho

que o Diário de Coimbra (DC) não apresentasse um artigo

a noticiar a “absolvição” de um seu leitor, colaborador,

munícipe e cidadão.

 

Esta semana, na segunda-feira, na secção do “Fala o Leitor” do Diário de Coimbra veio publicada uma carta de António Figueiredo e Silva com o título “A Luz da Razão (“Peste Grisalha”, honrada!)”.

Na referida crónica, assinada pelo próprio era relatado que o TEDH, Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em “press release”, comunicado de imprensa, com data de 26 deste Julho, tinha divulgado, mais uma vez, a condenação do Estado Português num caso que envolveu o autor em “absolvição”, demandado e condenado por violação da liberdade expressão nos tribunais nacionais, e Carlos Peixoto, deputado do PSD, demandante e ofendido, que em 2013, em artigo de opinião publicado no jornal i apelidou os reformados e pensionistas de “Peste Grisalha”.

António Figueiredo e Silva, agora com 73 anos, perante o enxovalho do deputado, em 2013, fez publicar no seu blogue “Crónicas de um Crónico” e em carta enviada à Assembleia da República uma narração em que chamava a si a defesa da classe sénior.

Salienta-se que o TEDH não é considerado um tribunal superior em relação a litígios nacionais. Ou seja, não se imiscui nem derroga sentenças regionais. Este caso, em primeira instância, foi julgado pelo Tribunal de Gouveia sendo a sentença condenatória e, em acórdão, no Tribunal da Relação de Coimbra, que ratificou a condenação.

A apreciação do caso “sub judice”, sob o juízo, é independente do caso particular. Julga o Estado, enquanto regulador pelo cumprimento das regras em defesa dos direitos fundamentais, e não os litígios, de per si, que opõem as partes em conflito.

Com a ratificação da Convenção Europeia dos Direitos do Homem, cujo processo ficou concluído em 9 de novembro de 1978, e a aceitação do direito de recurso individual perante as suas instâncias de controlo a República Portuguesa aderiu e submeteu-se ao sistema convencional europeu de proteção jurisdicional dos direitos fundamentais e à força vinculativa das respetivas decisões” - in Wook, Recursos.

 

PORQUE ME DESILUDES, CALINAS?

 

Enquanto assinante, não gostei nem um bocadinho que o Diário de Coimbra (DC) não apresentasse um artigo a noticiar a “absolvição” de um seu leitor, colaborador, munícipe e cidadão. Ressalvo que não conheço António Figueiredo e Silva. Atesto que as suas muitas crónicas publicadas no “Fala o Leitor” do DC ao longo do tempo foram sempre muito acutilantes e com um sarcasmo intelectual digno de nota.

Quando os jornais locais se abstêm de denunciarem injustiças e atropelos à ordem vigente e se escusam a publicitar a defesa da honra de qualquer cidadão, seja ele pobre, remediado, rico, confesso, aumenta cada vez mais a minha falta de fé na imprensa regional.

Porque podemos deixar interrogações:

-Esta notícia não é de relevada importância para a comunidade?

- Quando este cidadão foi condenado não foi notícia no DC?

 

O CAMPEÃO SALVA A REGIÃO

 

Uma sincera palavra de apreço para o semanário Campeão das Províncias que, atribuindo a Figueiredo e Silva o que é seu, na edição desta semana faz manchete na primeira página com o título “Estado indemniza cidadão de Coimbra que polemizou com deputado do PSD” e, com artigo em desenvolvimento na página 13, explana o caso em apreço.

 

UMA PETIÇÃO PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

 

Segundo o PÚBLICO de ontem, Quarta-feira, “Difamação não deve dar prisão. Petição pede fim dos crimes contra a honra”.

Continuando a citar o jornal, “Mais de nove mil assinaram. Iniciativa partiu de grupo que defende a libertação de uma antiga bolseira presa por injúrias e difamação.

(…) Estas normas só servem para atemorizar quem tem uma opinião diferente do sistema”, defende Luís Júdice, que insiste que esta legislação (prevista no Código Penal) “é considerada obsoleta e medieval pela própria Comissão Europeia”. O primeiro subscritor (da petição) lembra que os cidadãos que se considerarem ofendidos na honra podem sempre recorrer aos tribunais civis e pedir uma compensação. “A penalização penal é que não faz sentido”, defende” – extrato do PÚBLICO.

Publicada por LUIS FERNANDES à(s) 16:23  

https://questoesnacionais.blogspot.com/2018/08/em-defesa-das-cronicas-de-um-cronico.html

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

DEMOCRACIA/BANDALHEIRA

 

Se a população soubesse,

como são feitas as leis e as salsichas,

ninguém mais dormiria descansado.

(Otto von Bismark)

 

DEMOCRACIA/BANDALHEIRA

 

Para a existência de uma democracia salutar, é evidente que esta, tem de ser rodeada de regras, erguidas sobre tijolos rígidos de sensatez, que se evidencie pela igualdade nos direitos e nos deveres, e que a sua aplicação seja feita segundo um critério forense desobrigado de segundas intenções, onde abundam objectivos perniciosos escondidos, que por vezes não têm nada a ver com realidade das penitências ou absolvições aplicadas.

É inquestionável que cada um é senhor de satisfazer os apetites, benévolos ou malvados, que lhe vão no íntimo – isso ninguém os consegue impedir.

É aqui que entram regras, que devem ser banhadas pela rectidão e ética, adotadas pela comunidade a que dizem respeito, para os responsabilizar e punir, de acordo com a relevância dos factos nefastos cometidos, ou ilibá-los se as provas estiverem em contravenção com as acusações apresentadas. Isto sem olhar ao estrato social a que cada um possa pertencer.

Em alusão esta a matéria, em Portugal isto não tem vindo a acontecer.

 Eu sei que a lei tem juízo; mas também não desconheço que existem falhas da mesma têm emergido, porque quem a aplica não envergou por baixo da sua capa negra a prudência devida.

Não querendo eu, julgar a floresta por uma árvore carunchosa, lamentavelmente, por cá, este “matagal” já tem muitas árvores em putrefactas condições. 

A jurisprudência, ao que parece, tem vindo a pairar a sobre um sombrio nevoeiro do descrédito.

Quando é “cão-grande”, a celeridade na justiça adapta-se ao passo do cágado, a calcorrear através de percursos curvilíneos; quando está prestes a atingir o seu obectivo, tropeça nos pedregulhos de influências ocultas e o processo cai, por exaustão temporal, (previsto por lei), creio que, antecipada e ardilosamente “profetizado”.

Isto está uma “bandalheira” onde ninguém se entende, e não aparece alguém que ponha mão nisto; que governe a nação sem governar a si próprio.

Como consequência, é-me dado concluir, que, juízo sem ajuizar com sensatez, não é juízo nenhum.

Assim sendo, sinto que estamos entregues a “vampiros”.

NÃO! Isto assim, não deve assim continuar, porque já se fazem sentir cargas de ruptura na estabilidade governativa, social e económica do nosso país.

Se assim continuar, dia virá em que passaremos de cidadãos livres a escravos compulsivos.

Não digam que não avisei!?

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 19 de Junho de 2026

 

Nota:

Não uso o AO90

 

terça-feira, 16 de junho de 2026

O DINHEIRO

 

O dinheiro representa uma nova

forma de escravidão impessoal,

em lugar da antiga escravidão pessoal.

(Leon Tolstoi)

 

O DINHEIRO

THE MONEY

金錢

ДЕНЬГИ

TIỀN

DAS GELD

धन

די געלט


    Quem o não tem, pode não fazer nada, mas quem o tem não compra tudo, e principalmente a coisa mais rara de encontrar; a felicidade. O dinheiro tem por função servir e não ser servido, se bem que tenha muitos aduladores que lhe prestam vassalagem, atropelam tudo, e até vendem a família se necessário para o conseguir.

Sempre foi o principal causador da ganância, carcinoma que hoje está cada vez mais disseminado, contraindo o bom senso e actuando como uma barreira limitadora dos valores sociais.

Porém, quantos não dariam fortunas para verem uma réstia de felicidade entrar pelas janelas dos seus palacetes?! Quem nada nesse mar monetário revolto, não defeca descansado, não caminha sossegado, não dorme em paz, e, o mais aterrador de tudo, é que não sabe onde os amigos se encontram.

Vive um frenesim e uma preocupação constantes que lhes martirizam a vida, impelindo-os para o desvairo, que por vezes os conduz ao o suicídio.

Vivem um apocalíptico pesadelo até que o corpo arrefeça de vez por morte natural, ou porque alguma bala que teimosamente furou o para-brisas do “cadilac” ou ainda por alguns Kg de TNT, que “generosamente” e sem piedade o enviam para os anjinhos.

Penso que o dinheiro é como a droga; uma vez experimentada a sensação do seu efeito, fica-se viciado; só nos libertaremos do vício compulsivamente e não por vontade própria. Porém, o sofrimento deve ser atroz.

É dinheiro que, em nome da paz tem fomentado a guerra, até aos dias de hoje.

E isto sobrevém, porque as pessoas abdicam de todos os princípios éticos e transformam-se em mercadoria de consumo corrente. Todas as pessoas são vendáveis; é uma questão de subida de parada, e o amor próprio derrete-se e desaparece.

Qualquer tipo mal-enjorcado, com dois ou três dentes na bocarra, mas que possua meia dúzia de vinténs, já se julga grande e arroga-se com estúpida descontração, a desarrolhar o seu espírito mesquinho e a verter cá para fora meia dúzia de baboseiras, que outros calhordas manhosos vivamente aplaudem, pensando no fundo; que ganda besta me saiu! Mas tem dinheiro. É desgostoso, não é?!

Em períodos de perturbação, o cadafalso aproxima-me mais rapidamente das zonas endinheiradas do que do deserto onde a tesura vagueia.

O conformismo é apanágio daqueles que não têm dinheiro, conferindo-lhes uma felicidade interior, que não é alcançada por aqueles que nele chafurdam.

O dinheiro faz com que o ser humano pareça aquilo que não é, e faça o que não deve. Para os sequiosos, é como beber água salgada; quanto mais ingerem, mais secura sentem. É um mal necessário para ser escravizado e não venerado. Coloca as pessoas eufóricas, raivosas, cínicas, incoerentes, individualistas e presunçosas em excesso, mas…  mesmo sendo incongruente comigo próprio, não desgosto de ouvir o silencioso bafejar, ou o tilintar “metálico” da sua companhia. Não sei se por causa da minha ignorância, se da minha compreensão, o certo é, que, talvez por cautela, sinto-me mais seguro.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 16 de Junho, de 2026

 

Nota:

Não uso o AO90.

RECORDAR É VIVER

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