Introdução:
Por ainda hoje, aos oitenta e um
anos, o meu pensamento não ter alterado em relação ao valor da MULHER, faço
questão de repetir a publicação desta crónica.
(o autor)
Uma mulher bonita, não é aquela de
quem se
elogiam as pernas ou os braços, mas
aquela
cuja inteira aparência é de tal
beleza que não
deixa possibilidades para
admirar as partes isoladas.
(Séneca)
A MULHER
ЖЕНЩИНА
THE WOMAN
DIE FRAU
די
פרוי
மகளிர்
औरत
Dispenso o Dia da Mulher para escrever sobre este ser tão cheio de virtudes, porque, mulher que é mulher, é-o todos os dias.
Não compreendo que este ser tenha
vindo a ser tão ostracizado pelo machismo doentio - pelo menos eu, não consigo
entender. A mulher foi a melhor prenda com que a Natureza brindou o homem. Foi
ela que, com uma “trinca” numa simples “maçã”, abriu a mente do homem para o
mundo que o rodeia, e lhe mostrou todas as venturas e desventuras que se lhe
podiam deparar. Além de tudo isto, é o único meio de que o homem dispõe para
chegar ao Mundo.
Na minha visão, o Mundo sem a
Mulher, seria semelhante a um deserto repleto de camelos e não um jardim de
alegria como, extasiados, podemos contemplar.
Só a virtude naturalmente
concedida, de poder ser mãe, merece que seja venerada; e isso não tem vindo a
suceder.
Quase em todas as culturas, excepto
naquelas em que funciona a sociedade matriarcal – que são pouquíssimas - a
mulher é relegada para segundo plano, espezinhada e liquidada se assim for
entendido, onde lhe é extraído todo o valor que na realidade devia ter.
Ela é a mãe. É ela que concebe, que
dá à luz e que amamenta; é o elo de ligação familiar que está sempre presente,
nas horas boas e nas horas de grande aflição; o seu papel é muito diferente do
papel do homem; este é mais desprendido, mais independente e mais burro. O
único ser que pode garantir ao homem que ele é o pai dos seus filhos, é a
mulher – que se lixe o ADN.
Em relação ao homem, ela é esposa,
companheira, confidente e mãe; é o elo estabilizador da família e apaziguador
de desavenças, colocando-a muitas vezes entre a espada e a parede, sacrifício
que ela suporta com paciência e firmeza de carácter.
Vejo-a como um ser incansável e
muitas vezes sujeita a duros sacrifícios, mas não perde o sentido do amor e da
ternura.
Estou farto de ver a mulher ser
menosprezada e selvaticamente molestada e por vezes abatida, sob as mais
mórbidas e requintadas formas, para no fim, os seus carrascos cumprirem meia
dúzia de anos, por vezes nem isso, à sombra do repouso, cujo descanso é remunerado
por todos nós. Esse desrespeito que se tem manifestado com de “rios” de sangue,
hematomas e ossos partidos, está seguramente comprovado pelo que fizeram alguns
verdugos, que não foi mais do que proceder à eliminação completa do ser que
mais sombra fazia às suas incapacidades físicas, pelo menos; se mais não for,
aos seus complexos de inferioridade obsessivos, infectados por particular
patologia.
Depois de toda esta argumentação, é
manifesto e natural, possa aparecer alguém que, com todo o direito, possa
questionar: então e quando acontece o reverso da medalha? Só poderei responder
o que me vai na alma: é “a vingança do herói”.
E queria terminar esta dissertação
com uma frase de Victor Hugo:
O homem é uma águia que voa; a
mulher um rouxinol que canta. Voar é dominar os espaços; cantar é conquistar a
alma.
Devem respeitar-se mutuamente, para
que o voo e o canto possam fundir-se e formar um mundo mais propenso à
felicidade.
Só lamento que hoje, em pleno
século XXI, ainda subsistam palermas, que recorram a termos Bíblicos,
Corânicos, Hindus e outros, para deliberar veredictos com tendência ao
aviltamento das qualidades da MULHER.
Seria bem melhor que as mães deles
tivessem provocado o aborto; certamente teríamos uma sociedade mais limpa e
talvez mais tolerante.
*As minhas felicitações a
todas as mulheres do mundo, porque elas representam a beleza grandiosa do
universo, com a qual enchemos os olhos de prazer.
António Figueiredo e Silva
Coimbra, 24/02/2019
*A todas aquelas que realmente
sabem assumir
o seu verdadeiro papel de
MULHER.




