SEM REGRAS VOCABULARES
Pequeno prólogo: Tão só, para transmitir que não é meu propósito desprestigiar, desdenhar, machucar, obscurecer, zombar ou achincalhar, quaisquer regionalismos, gírias, ou mesmo línguas – como no caso do Mirandês -, que existem em Portugal. Todas, mas todas, sem excepção, são merecedoras do meu mais aberto apreço. (do autor) Além da sua identidade, a língua é o espírito de um povo. (António Figueiredo e Silva) SEM REGRAS VOCABULARES É munto milhor ‘screver desafogadamente, ducandar pr´ái armado im pateta, só pr’ámostrar òs oitros caté sabe macarronar duas trêtas im sabolada caligráfica. Numintressa , nem tanho bergonha ninhuma do que possam dezer a meu respeito. Como num sou mouco, e louco támém penso que não, - graças ao Pai do Céu -, tanho oubido tantas parboíces agomitadas cá p’ra fora, por pessoas que s’amostram como cultas, e no final das contas , cando abrem a trameleira , só sai palratório tão intulhoso , ...





