Honestidade
sem erudição, é franzina e escusada;
sabedoria
sem rectidão, é indesejável e aterradora.
(António Figueiredo e Silva)
NAQUELE TEMPO!
Quando o “capim” era mais ou menos abundante, as vacas eram gordas, e a pastorícia, um cargo de destaque, foi por mim erigido um monumento privado, - este, aqui em destaque -, que teve como finalidade, a exposição de um elogio ao Sr. José Sócrates Pinto de Sousa, à altura, simpática, desinibida e manhosa figura, que ainda hoje “venero”, considerada o esteio principal de sustentação do Governo em Portugal.
Foi dos “pastores”
com o mais estético e descontraído palavreado que até hoje conheci. A sua
ladainha batia por muitos pontos, a de qualquer dominicano, por mais
inteligente e versado que fosse; a sua lengalenga, por mim “profundamente admirada”,
fez deflagrar a singularidade principal, meritória da labuta que tive e do suor
que limpei da minha fronte, para a erecção do meu granítico louvor, neste
documento exposto.
Mas, para o caso, pouco
interessa.
O mais relevante, é que
este monumento, apesar ser privado, é meu querer legá-lo para memória futura; representa parte da
história de uma figura, que, não obstante a sua “seriedade corrompida”, os
“algozes” da Operação Marquês, fizeram-na passar pela pildra eborense,
(tributado com o nº 44, tadinho!), e, como não suficiente,
carregaram-lhe sobre albarda, que ainda hoje transmove, um processo-crime, cuja
carga inicial comportava 11 volumes bem atados e acondicionados, e
actualmente conta com mais um bem aviado fardo, para completar a totalidade de 212.
É obra, porra! Assim, é natural que possa vir a consagrar-se Campeão Nacional.
Com o fim de conservar em
perfeitas condições estado da totalidade das escreveduras, estas encontram-se revestidas
com uma manta acusativa de corrupção passiva, branqueamento de capitais e
fraude fiscal; além de mais umas tumefactas “ninharias”, para equilíbrio
judicioso.
Devo salientar que, no
dia da inauguração deste vetusto e majestoso padrão, apesar de não ter sido lançado
nenhum convite aos meios de comunicação social, foi efectuada uma curta cinematografia,
que posteriormente foi instalada no youTube, e mais tarde veio a vaporizar-se;
até hoje, nunca soube porquê, mas penso ter sido consequência de influxos pouco
limpos, que serpenteiam pelo interior do poder secreto reservado à politiquice.
Não obstante tudo isto,
a inauguração culminou com um opíparo almoço de vitela assada com batatas em
forno de lenha e um bom antioxidante tinto, num restaurante que actualmente não
existe.
Na minha vida, ocorreram
episódios que não lembram ao Diabo; porém, graças à minha genética obstinação,
teimo em recordá-los, como um legado ao Mundo que um dia irei deixar.
Aqueles a quem a
curiosidade apoquentar, poderão ter a oportunidade de visitar este padrão e
cuspir-lhe no granito que encima, - se no momento, esse for o seu apetite.
Acrescento:
Situa-se na freguesia
de Loureiro
Concelho de Oliveira
de Azeméis
António Figueiredo e
Siva
Coimbra, 11/03/2026
Nota:
Recuso-me ao uso do AO90


