quarta-feira, 27 de maio de 2026

PORQUE NÃO SOU MARXISTA

 
WEIL ICH KEIN MARXIST BIN
BECAUSE I AM NOT A MARXIST
PENTRU CĂ NU SUNT MARXIST
ПОТОМУ ЧТО Я НЕ МАРКСИСТ
ווייל איך בין נישט קיין מאַרקסיסט
ΕΙΔΗ ΔΕΝ ΕΙΜΑΙ ΜΑΡΞΙΣΤΗΣ
VÌ TÔI KHÔNG PHẢI LÀ NGƯỜI THEO CHỦ NGHĨA MARX
БО Я НЕ МАРКСИСТ

 


    Reverenciando todas as pessoas que possam raciocinar diferente, julgo que não me será impeditivo dedilhar aqui, a narrativa porque é que a doutrina marxista, a meu ver, não passa de uma lavagem cerebral, daqueles que a isso se prestam; embora uns a assumam como um carreiro plaino traçado por arreigado fanatismo, outros, mais espertos, a “engulam” por conveniência e oportunismo distintos.

Existem várias figuras de todos os sectores ideológicos, que dessa catapulta foram lançados para o universo da politiquice e actualmente estão bem na vida - alguns até zarparam para se safarem, enquanto outros passaram pelo cárcere, condenados pelo “bem” que fizeram.

Mas isso p’ráqui, pouco interessa.

Quando em Portugal, deflagrou o acontecimento que embebedou e desnorteou a cabeçona de muitos portugueses, eu não me encontrava neste, outrora “maravilhoso” território; presentemente bastante necessitado, e mesmo assim, a servir de mantença para muitos “cães selvagens”, enquanto o povo se lamenta e estrebucha, sem, contudo, tomar uma postura, quando desponta a hora “H”.

À época, eu estava em Moçambique, fazendo parte dos quadros técnicos nas Linhas Aéreas Moçambique (DETA).

Isto, depois de haver pertencido aos quadros da Força Aérea Portuguesa, entre 1961 a 1966, em diversos Aeródromos, repartidos por Portugal e Províncias Ultramarinas, - neste último caso, pelo Distrito de Cabo Delgado, (Moçambique).

 Sobrevoei quase todo esse distrito, por entre nuvens, vendavais e poços de ar, algumas vezes a ouvir o cantar das “costureiras”, (metralhadoras), manejadas do solo, pelos “nossos amigos”, ferrenhos defensores da sua pátria, que “agora não encontram em melhores condições de vivência”.

Mercê da sorte que me protegeu, sobrevivi a alguns acontecimentos imprevistos, que neste momento estou a relembrar, sem, contudo, proceder ao seu relato, porque o meu objectivo é outro.

Salazar caiu da cadeira, cuja queda, culminou no seu infausto óbito.

Passados uns tempos, após uma flamejante trovoada de “heróis”, arrastada pela correnteza da enchente Marxista, caiu o último e honrado habitante da torre de comando, - Marcelo Caetano; com este, Portugal também tombou do podium. O derribamento foi de tal forma desastroso, que empurrou também a nação, para o precipício, arrastando consigo todo o Império Lusitano de além-mar.

Em vez de edificarem Governos multi-raciais, entregaram tudo, de mão beijada, a membros de edeologia marxista; agora é o que se pode ver. Nem foi bom para nós, nem bom para eles - quando falo “eles”, é o seu povo. Um povo que sempre respeitei.

Para a abrupta queda do Império, em 7 de Setembro, de 1974, em Lusaka, capital da Zâmbia, a soberania foi entregue à FRELIMO – partido de ideologia Marxista.

Não tardou muito que uma euforia colectiva se instalasse no povo moçambicano, (não direi integralmente), por todo o território, cuja loucura o levou a praticar muitos furtos, ocupações habitacionais, apedrejamentos, violações e mortes; quando tudo isto poderia ter sido evitado, se realizado a bem, com serenidade e harmonia. Hoje, todos estaríamos melhor, tenho a certeza.

Eu estava lá, em Lourenço Marques, quando ouvi na Rádio a célebre frase, “GALO, GALO, AMANHECEU”; que anunciava a vitória da FRELIMO para Governação de Moçambique.

Eu assisti ao primeiro desembarque de tropas da FRELIMO, no aeroporto daquela cidade – nesse dia estava eu em serviço de assistência ao Boeing 747-Jumbo, da TAP.

O desembarque nem foi na placa junto à gare; foi realizado em frente ao Hangar de Inspecções da DETA - certamente para ninguém observar.

Os soldados apresentavam-se todos rotos, sem farda, e alguns descalços, com  camisolas esfarrapadas, mas com “canhotas” (metralhadoras), nas mãos, certamente prontas da disparar.

 Dali entraram num autocarro, foram transportados para o quartel do exército português, situado na zona de Malhangalene, perto do apartamento onde eu morava, e da igreja de Nª Sª das Vitórias, onde lhes foi distribuído fardamento novo.- vim mais tarde a saber .

Coisa curiosa:

No momento do desembarque, estava eu a conversar com um assistente da TAP, enquanto ele, munido uma máquina fotográfica, se entretinha a tirar fotografias ao acontecimento. Nisto, um indivíduo negro, bem vestido, de sapatos pretos, brilhantes, e camisa azul, (nunca me esqueci), que, ao que parecia, capitaneava os soldadecos, aproximou-se de nós, e, dirigindo-se ao assistente da TAP, sem quaisquer palavras, sacou-lhe a máquina fotográfica, abriu-a, removeu-lhe o rolo, esticou-o para o expor à luz, e devolveu-lhe tudo, dizendo; não pode estar aqui a tirar fotografias.

Ficámos interrogativos, apáticos, boquiabertos e em silêncio!?

   

Muito bem, - pensei para comigo. Vai ser bonito!?

Em pouco tempo a situação começou a entrar em fervura, com a ocupação da Rádio Club de Moçambique e a manifestação de apoio, feita por um enorme ajuntamento de pessoas, de todas as pigmentações, raças e crenças.  

As avenidas de Angola e Craveiro Lopes, tornaram-se intransitáveis; aí, o povo, à semelhança de um formigueiro, cobria completamente o asfalto, - uns a favor outros contra. Uma barulheira infernal! Perigosa.

Tive dois ou três que dias que não fui trabalhar, porque não arriscava a passar por ali, e a Polícia de Segurança Pública também não me providenciava protecção - eles bem viam que não podiam; se lá se metessem tinham grandes possibilidades de tombar.

Dois ou três dias após 7 de Setembro, à noite, quando recomeçámos a labuta, apareceu-nos companhia; a presença de dois soldados da FRELIMO, um em cada canto do hangar, “certamente para proteger as instalações”, ou prontos para, em vez de nós, fazerem eles as habituais inspecções diárias aos aviões e resolva as avarias reportadas, se as ouvesse. Coisa estranha e nunca vista; nenhum deles falava português, nem qualquer dialeto moçambicano.

Entretanto, deu-se a referida ocupação das instalações da Rádio Clube de Moçambique, com o objectivo de organizar uma governação multirracial, uma vez que uma grande fatia da população não desejava a governação FRELIMISTA.

Foi sol de pouca dura. Porque o exército português colocou à frente das instalações uma viatura ligeira Panhard, com metralhadora pronta a disparar – diziam -, se aquela emissora não fosse abandonada. E foi o que veio a ocorrer.

Depois, pelas notícias que esvoaçavam de boca em boca, pela cidade Lourenço Marques e arredores, não excluindo outras cidades, os brancos deviam abandonar aquele território, e deixar tudo o que haviam granjeado durante sua vida de trabalho e aforro.

Eu, que era bem considerado na companhia onde laborava, comecei a observar as atitudes de alguns moçambicanos, que, pela linguagem exibiam e pela expressão facial que apresentavam, para mim era custoso aguentar aquela situação; vai chamar “Kamarrada” a outro, que não a mim – pensava eu.

Até hoje, sempre fui respeitador, sem distinção de raças, religiões ou edeologias políticas; subserviente ou capacho, nunca, jamais.

Ora eu, que tinha uma minha família constituída e a minha vida estabilizada e em franco progresso, fui obrigado a tomar uma decisão, que muito me custou, para segurança dos meus seres queridos e de mim próprio.

A minha esposa com as nossas duas minhas duas filhas, ainda crianças, foram de comboio, - sem passaporte -, acompanhadas por uma vizinha, com destino ao país vizinho, - África do Sul.

Comboio esse, que rlou com as janelas sempre fechadas e sem parar em lado nenhum. Não obstante, foi sempre alvo de apedrejamentos, até atravessar a fronteira com a África do Sul, em Nelspruit.

Ali chegadas, uma surpresa ocorreu; a vizinha seguiu o seu trajecto, porque já tinha vivido naquele país, e elas foram conduzidas a um Campo de Refugiados, onde não foram maltratadas, até que houve um casal português que se responsabilizou por elas, as transportou para Johannesburg e lhes deu guarida até irem para casa da mãe dessa vizinha.

Tudo isto consequências do azougamento Comunista.

Apesar de ter passado maus bocados, no meu caminho, - que não vale a pena descrever-, deparei com algumas pessoas de bom íntimo, que confiaram em mim e me ajudaram a levantar da fossa onde os acólitos da a Doutrina Marxista me haviam enfiado. É revoltante! Só dá valor, quem passou por situações semelhantes.

Apossou-se um nervosismo tão intenso, que ainda hoje perdura, quando ouço a palavra “camarada”, (Kamarada ou Kamarrada).

Já naquele país, após me serem concedidos os passaportes e eu ter encontrado trabalho no ramo aeronáutico, onde iniciei a singrar, - ao fim de um ano foi o primeiro português Assistente de Chefe de Equipa. 

Passados uns meses, foi promulgada uma *lei, para mim invulgar, -  mas que dizia muito -, que me colocou em estado de alerta, ansioso e meditativo – actualmente observo que eu tinha razão -, e pus-me a andar para a minha pátria de origem. Apesar de me ter sido oferecido trabalho para outros países, nunca mais desejei abastardar a minha cidadania, e por cá fui permanecendo - não sem haver passado por maus bocados -, ao ponto de me sentir estrangeiro no meu próprio país.

O marxismo já havia contaminado esta nação, outrora próspera e naquela época já em vôo picado, com o azimute marcado para a decadência.

Assaltos e saques indiscriminados e ocupações forçadas de propriedades privadas e habitações, foram o pão nosso de cada dia; na altura, a zona considerada como o Celeiro de Portugal, (Alentejo), foi “comunizada”, - ainda hoje as consequências se fazem ressentir. Sanguessugas sequiosas, infiltraram-se no poder; o Semicírculo onde imperava o Civismo, transformou-se num palco de artistas altercadores e oportunistas malformados, destituídos de urbanidade, e em número desnecessário para as dimensões do país, - como ainda hoje se pode observar -, e que, ao fim de sete anos de “trabalho” (“imprestável”), obtêm uma choruda reforma vitalícia.

À vista de todos, excepto dos “enceguecidos” por conveniência ou por ignorância congénita, o sindicalismo introduziu-se com força desenfreada, nesta nação - todos querem governar; em corolário disso, muitas empresas entraram e irreversível decadência e encerraram; colocando grande número de pessoas no desemprego.

 Actualmente, por tudo e por nada, as greves prosseguem à rédea solta e sem cabresto; os portões de entrada neste pequeno território, foram escancarados, graças à chave “enferrujada” e inconsciente do Espaço Schengen, a que Portugal tolamente aderiu. Hoje, podem ver-se e sentir-se os desfechos da mal pensada abertura; não somente em Portugal, porém, em toda a Europa, - factos que há 29 anos eu havia previsto, e, acerca deles, redigido e divulgado o meu vaticínio sobre as consequências nefastas resultantes.

Conclusão:

A Teoria da Igualdade, raciocinada disseminada por Karl Max, não passa de uma ilusão. Não quero com isto dizer que esse não fosse o seu desejo; contudo, não equacionou bem a sacanice do SER HUMANO, que, como uma construção Universal e perfeita, da Criação, esta brota da precisa conjugação de dois opostos: o Bem e o Mal. Na inexistência de um, nada subsiste. Logo, a igualdade a qualquer nível, é uma fantasia. As provas são evidentes.

Eu, seguir a Doutrina Marxista?!

Só se estivesse muito debilitado do entendimento.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 26 de Maio, de 2025

 

*Lei Promulgada:

Proibido tratar os nativos da África do Sul, por “Cafre”;

termo muito usado pelos afrikanders mais racistas.

Então, tornou-se obrigatório tratar esses cidadãos por:

black man, ou, no caso feminino, black woman.


Nota:

Recuso-me ao uso do AO90.

 

 

 

 

   

domingo, 24 de maio de 2026

"ANIMAIS"

 

Infelizmente, parece que há uma coisa irredutível:

a estupidez humana.

Por mais que a inteligência se desenvolva,

a estupidez não deixa o trono - e as guerras,

filhas dessa estupidez, vão sendo cada vez mais terríveis.

 (Dona Benta)

 

“ANIMAIS”

      Não pelo saber, mas pela obstinação que preenche os cérebros Humanos, só os zoontes, (animais), são conotados de irracionais.

Se bem que, considerando outra vertente, não será bem assim. Matam “impiedosamente” por motivos que justificam essa acção; para comer, demarcação do seu espaço territorial ou por via de não permitir que os bandos, manadas, récuas matilhas, varas, cardumes, ou outros grupos da sua espécie, - que os Humanos consideram como irracionais -, possam ser geridos por elementos débeis ou estúpidos, nocivos à sua progenitura, concedida pela ordem naturalmente estabelecida.

Eles sabem o que querem, e conseguem adquirir conhecimentos para engendrar artimanhas no sentido conseguirem frutescer as aspirações, que lhes foram espontaneamente impostas; sabem suprir as suas necessidades, manter a coesão social entre os elementos do grupo a que pertencem, e dar continuidade à existência da sua espécie.

Se nos debruçarmos a observar o comportamento desses “irracionais”, podemos concluir que há sempre um que determina a estabilidade nos aglomerados do seu género. Existe sempre um que governa.

Se a robustez individual dos membros da sua classe é frágil em relação ao alvo a abater, atacam em conjunto organizado; o que quer dizer que, antes da existência dos Humanos, - que se têm por inteligentes -, já eles gozavam do conhecimento de que, “a união faz a força”.

Com o Homo Sapiens, que se tem por único ser inteligente ao cimo da Terra, acontece precisamente o inverso; mata por prazer, rouba sem carência, espezinha sem pensar, come até empanturrar, bebe até perder o tino, espezinha o que julga mais “débil”, deixa-se governar por idiotas, e, com a sua imponderada voracidade de “saber”, esquece a ignorância e espiolha tudo; é desse jeito que tem vindo a desestabilizar a organização Natural, que vai culminar na causa futura deste planêta regressar à condição de uma “Terra vã, informe e vazia” - Bíblia, Gênesis 1:2.

O Ser Humano, não passa de um pobre, estúpido e ridículo animal; o primeiro que, inconscientemente, está a cavar a sua própria sepultura e a de “todos os seres viventes” que com ele coabitam.

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 24/05/2026

 

Nota:

Não faço uso do AO90.

 


quarta-feira, 13 de maio de 2026

É COMPLICADO

 

A vida é feita de movimento.

Mesmo quando estamos parados,

algo está sempre a acontecer à nossa volta.

(Desconheço o Autor)

 

É COMPLICADO!?

ES IST KOMPLIZIERT!?

歐盟合規嗎?

די אי יו איז מסכים!?

EU SI KOMPLIENTO!?

क्या यूरोपीय संघ नियमों का पालन कर रहा है!?

IT IS COMPLICATED

ЄС ВІДПОВІДАЄ ВИДАМ!?

 



    O ciclo da vida que brota do Universo, obedece a uma sucessão de transmutações que são impostas pela Entropia Universal, às quais não podemos escapar; mesmo recorrendo às mais conceituadas “oficinas” clínicas, dotadas dos melhores métodos científicos atinentes ao prolongamento da vida, o óbito, é supostamente o marco final, ao qual todos os seres vivos estão sujeitos.

Estou convencido de que expirar não custa; o que pode carregar sofrimento, é a forma como passamos à outra dimensão. Porém, seja da maneira que for, a vida continuará, porque a Massa Universal não se modifica; esta, apenas muda de plano ou de estado, e, quer de uma forma quer de outra, continuaremos a fazer parte integrante da mesma; contudo, numa dimensão energética diferente, cuja compreensão transcende a sapiência do Ser Humano.

Todos procuramos meios para fugir a essa mutação, mesmo com absoluta certeza de que esse acontecimento é uma verdade.

Frenéticos e ansiosos, recorremos a todos os santinhos e às mais variadas estruturas moleculares sintetizadas por laboratórios, e, sem dispensar chás e mezinhas, e até recorrer a hábeis, porém manhosos “curandeiros”, “endireitas”, (os veterinários humanos), bruxos e adivinhos; mas só remediamos parte dos problemas, excepto aquele que mais nos consome; passarmos ao lado do limite naturalmente imposto.

Por vezes dou comigo a cismar; porque nos preocupamos tanto em prolongar a nossa existência neste mundo canino?! É de doidos!

Ainda questiono: será que vale a pena prolongar a vida, quando acompanhada pela persistência da mágoa?!

Aqueles que nada têm que lhes possa ser sugado, naturalmente que embarcam mais rápido; os que têm algum ou muito gravêto, podem desfrutar de mais algum tempo, mas, igualmente embarcam, porém de mãos vazias e corpo inerte; deixam cá o seu empilhado monte de tostões completo, para outros desfrutarem de prazeres “virtuais”, porque, da mesma forma, também não escapam ao derradeiro suspiro.

Se meditarmos profundamente, poderemos observar que isto é cíclico; a um nascer do sol, está subjacente um pôr do mesmo; oposta à escuridão está a luz; a existência do lado de cá, certifica a existência do lado de lá.  

Toda esta série de acontecimentos, está rigorosa e matematicamente calculada, segundo polarizações e vibrações da Energia Universal, - que até hoje o Ser Humano ainda não descobriu a sua proveniência, – e jamais descobrirá.

A Força que anima e impulsiona movimento sincronizado a todo o Espaço Cósmico, é enorme e de incomensurável dimensão.

No meio de tudo isto, até os santos e os crentes, (fanáticos), recorrem a tudo o que podem para prolongar a vida, ainda que esta lhes tribute padecimento. Não compreendo.

Evidenciando que Deus é grande, que nos quer bem, e nos quer junto Ele, no Sustentáculo Ultraterrestre, porque havemos de teimar em trair a Sua vontade, que devia ser feita e não é.

Daqui resulta a contradição entre a fé – daqueles que creem e evitam ir para lá. Se acredita, aceita; se não crê, não deve fingir que acredita.

É neste último parágrafo que encaixa a célebre frase de: William Shakespeare: “to be or not to be, that is the question”, (“ser ou não ser, é a questão”).     

Perante esta “desequilibrada” ou “excêntrica” asserção, a meu ver, nós, (“Bicho Humanóide), perante a Incomensurável Grandeza do Universo, que em absoluto, ignoro, devemos ocupar uma dimensão muito abaixo do patamar de uma nanobactéria.

Aliviei!!!

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 12 de Maio, de 2026

 

 

 

 


domingo, 10 de maio de 2026

A POLÉMICA

 

Duas coisas são infinitas: o Universo e a estupidez Humana.

Mas, em relação ao Universo, ainda não tenho bem a certeza.

(Albert Einstein)

 

A POLÉMICA

СУПЕРЕЧКА

DIE KONTROVERSE

爭議

CONTROVERSA

СПОР

di kantraversye

विवाद

 

A polémica é um magnífico contributo para a estabilidade emocional, e, por osmose, preservar uma civilidade salutar e alargar o conhecimento. Isto, porque nos permite questionar abertamente, embora com ponderação e empatia, sobre quase todos os assuntos interrogativos que mareiam no nosso espírito, - também temos segredos -, sem nos condicionar a forma de pensar.

Quem não questiona, não expõe e não se propõe a defender a sua razão, viverá na cegueira, e, quando finar, ficará afastado da história, encoberto pelo manto da estupidez.

O pensamento interiorizado taciturno, é limitador; quando não, obstrutivo. Confina e amarrotam os fundamentos, não nos permitindo uma abertura para o Mundo que nos rodeia. A lâmina cortante da sua severidade, castra a capacidade imaginativa e limita-nos a um beco sem saída, sem termos a noção dos nossos erros. É isto que eu apelido de solidão espiritual.

  O diálogo, - liberto de altercações -, é a melhor forma de podermos viver em euritmia colectiva e em paz com nós próprios. Como tal, é através da interlocução que brota a luz da sabedoria, da compreensão, da humildade e noção do nosso EU; porque, a obstinação não manifesta a sua presença, a birra e a obcecação, deixam de ocupar um lugar de proeminência.

Tenho por isso, que o pensamento dialético, é a melhor forma a optar, para manter uma educação saudável e contribuir para o enriquecimento da sabedoria; porque permite interrogar e questionar, com ponderação e anuência necessárias, quase tudo o que se relaciona com as interrogações que nos vogam na alma, sem condicionarmos a nossa forma de pensar. Liberta-nos da prisão do pensamento rígido, que nos pode encaminhar para o túnel da ansiedade descontrolada que apenas tem dois caminhos; um para a idiotice outro para a loucura; para os quais, não remédio nem mezinhas que as possam suturar.

A controvérsia, é sempre necessária; não invalidando, contudo, que não tenhamos momentos meditativos em que um diálogo interno sobrevive dentro de nós, para aferir e aumentar a nossa autoconsciência.

É um processo valioso para enriquecimento intelectivo, conquanto que, muito pouco aproveitado por muitos néscios, que confundem um debate com uma discussão. No sentido de salvaguardar esta minha asserção, entendo que é meu dever, conceder um ligeiro esclarecimento aos “nabos”, independentemente do “terreno social onde se encontrem plantados”: em quanto do primeiro caso, (debate), sobrevem uma permuta de saberes, no segundo, (discussão), há um câmbio de ignorâncias.

 

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra 10/02/2025

 

Nota:

Recuso-me à aplicação das normas do AO90.

 

 

 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

DEIXEM-ME DESABAFAR

 

DEIXEM-ME DESABAFAR

Crónicas de um “Crónico”

(livro)

 

Não para promover quaisquer comercializações, - isso está fora de causa -, mas para fazer a minha escrita correr Mundo. Para que o colectivo social tenha conhecimento de que, de vez em quando, por baixo de um calhau, algo de proveitoso poderá estar oculto, – não sei se será o caso.

Este, “alfarrábio”, que há vinte nove anos mandei editorar, (mil exemplares), por certo não será muito conhecido, por se tratar não da obra um escrevinhador de alta roda, porém, de um simples fazedor de garatujas de meia tigela, à época, muito afastado da comunicação social.

Não obstante, esse “reles” folhoso se encontrar em eterna sonolência nos arquivos das principais bibliotecas de Portugal, para as quais foram dispensados, se não incorro em erro, catorze exemplares, segundo, as normas actuais; Depósito Legal (Decreto-Lei n.º 74/82).

Nas suas páginas, em “insignificantes”, mas explícitos trechos vocabulares, retrata várias situações da época, e vaticina de uma forma assertiva, a correria do civismo em direcção ao precipício para o seu afundamento, - uma realidade actualmente entronizada e pateticamente engrandecida em Portugal –, que muito tem colaborado para derrocada da urbanidade e do ensino neste país.  

Este livro pode ser encontrado nas principais bibliotecas do país; uma das quais, Biblioteca da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. - além de outras.

Devo referir que, este exemplar, também existe em gravação áudio, mandada executar pela Biblioteca Municipal do Porto, destinada aos cegos e amblíopes de Portugal, - que vêm mais com os olhos fechados do que muitos patetas com os olhos abertos -, e da qual me foi oferecida uma gravação completa, de cinco cassetes, que ainda hoje preservo com muito apreço.

A esta Biblioteca, os meus mais sinceros agradecimentos.

 

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 7 de Maio, de 2026

 

Nota:

Por “burrice” e a “escoicinhar,

continuo a não usar o AO90.

 

domingo, 3 de maio de 2026

VERDADE, VERDADINHA

 

No rebusco à minha papelada, encontrei mais este escrito; porque a sua validade não expirou, procedo à sua publicação.

(do autor)

 

 

 A maior lição da vida é a de que,

às vezes, até os tolos têm razão.

Winston Churchill

 

VERDADE, VERDADINHA!

 


Serei eu um deles, quem sabe!?

Mesmo tendo a noção da não existência da VERDADE absoluta, em face das ocorrências que ao longo do meu percurso de vida tenho vindo a observar, estou obstinado em afiançar que esse absolutismo, em certas circunstâncias, é mesmo real.  Não obstante a doutrina filosófica que defende essa não "autocracia” ser aceite por algumas figuras “ilustres”, eu, ao observar a evidência de provas (apanhados com a boca na botija), não me subsistem dúvidas de que, na realidade, existem verdades que não podem usufruir de outro sentido interpretativo, que não seja mesmo o do absoluto. A VERDADE.

Na linha de pensamento em apreço, as conclusões nunca são espontaneamente paridas do nada. Então, se não é dúbia a existência de factos, é lógico que a autonomia da VERDADE está instalada. Casos há, que pela natureza e transparência das ocorrências expostas, não seria estritamente necessário recorrer ao esbulho, sob patrocínio legal do “trânsito em julgado”, para afogar ou fazer emergir a VERDADE, uma vez que os acontecimentos assim o demonstram.

Há uma certa confusão mental, sabida e deliberadamente organizada com recurso a benquerenças ou tributos, que estimulas uma grande talhada dos nossos políticos a conceberem “escudos” e “fortalezas de defesa”, que não são mais do que ratoeiras habilmente armadilhadas, que depois de serem lavradas em normas regulamentares, os amparam de todas as cavaladas que possam cometer, “canonizando” desde logo, as consequências nefastas das suas decisões, quando desvantajosas para a comunidade que governam, (ou deviam governar), com uma imunidade absoluta privilegiada, (não abrange os “súbditos”), que lhes asfixia toda a irresponsabilidade pelos actos cometidos. Não sei se me fiz compreender.

Bolas!... Para governar com “eficácia” o que não nos pertence, e mais, com isenção de quaisquer responsabilidades, é uma singularidade para a qual qualquer cidadão está apto, por mais desmiolado, incompetente ou imbecil que seja. Dá tudo certo; quem paga é sempre o Zé!?

Posto isto, penso que poderei questionar: que importância poderá ter a VERDADE, mesmo correndo sobre a popa das ondas, se a prancha onde se move é fabricada com conteúdos processuais recheados por folhas e folhas de factos reais, contudo, maceradas de teias de “embustice”, que tendem a “enevoar os olhos” dos julgadores, deformando deste modo a RAZÃO da orientação do absoluto que lhe é devido, transformando-a numa “VERDADE” aparente, inquinada ou mesmo, fantasiosa.

Desgraçadamente, neste estado social de “indigência”, o charco pútrido em que a alienação ressalta, é mais valorizada uma mentira bem artilhada, do que a VERDADE absoluta da RAZÃO.

Somente os idiotas não vêm isto.

VERDADE, VERDADINHA.

 

António de Figueiredo e Silva

Coimbra 10/12/2023

 

Nota:

Não utilizo as regras do AO90

  

 

 

  

sexta-feira, 1 de maio de 2026

RATAZANAS INFILTRADAS NO PODER

 

O homem que rouba a confiança do outro,

é o pior dos ladrões.

(textos Judaicos)

 

RATAZANAS INFILTRADAS NO PODER

 


    Não é inovação. É certo que, através dos tempos, o Poder sempre foi contagiado por essa bicharada roedora, que não olha a meios para atingir os fins. Todos sabemos disso.

O problema reside em que a sua proliferação em Portugal, (só vou referir-me a Portugal), tem vindo a aumentar na razão directa da “liberdade” criada, - somente para os seus elementos -, que lhes tem permitido o pouso numa alcândora aristocrática, circundada por um alvalade de intocabilidade.

Ulteriormente ao celebérrimo 25 de Abril, tenho assistido a uma proliferação sem precedentes, dessa animalada, que, por não haver um “raticida” que os refreie, ou umas “ratoeiras” que os encarcerem, continuam, impávidos e serenos, a roer as raízes do Símbolo da Liberdade, que, por falta de nutrição, têm vindo a definhar e a perder a sua tonalidade.

Maldita rataria!

Apesar da toca semicircular onde essa cambada se enfia, ser “um escudo de ferro” para a protecção dos elementos que a compõem, só quero que essa rateirada se lembre de que o “oxigénio” do descontentamento, pode enferrujar esse sistema defensivo e conduzi-lo à mais completa exterminação.

Isto anda tudo à toa, sem rei nem roque!

Porque a subserviência não tem razão de existir, perante uma igualdade tão fortemente apregoada, não tardará que muitos desse bando sofram consequências pela sua sofreguidão numismática e pela sua falta de honestidade. Pode demorar tempo, mas certamente que vai acontecer.

Porque isto, assim não pode continuar.

Devido a esse bando, essa cáfila, essa caterva de ratos, é que a pobreza tem vindo progredir neste território, enquanto os seus grupos se divertem a atirarem-nos poeira para os olhos, oriunda uma “democracia” imaginária, enquanto enchem o seu “bandulho digestivo” com todos os benefícios materiais que podem sacar; sempre sob a alçada de muralhas da impunidade por eles e para eles construídas.

Costuma o povo transmitir a seguinte metáfora: “quem parte e reparte, e não fica com a melhor parte, ou é burro ou não tem arte”.

Certo. Só que, na situação que nas entrelinhas me quero referir, não se trata de repartir; trata-se de governar um povo num verdadeiro estado democrático; com consciência, zelo e limpidez, com estrita igualdade na aplicação das regras decretadas.

É de lamentar! Mas estas probidades estão cada vez mais corrompidas, e ninguém faz nada para, já não digo acabar, mas reduzir essa cambada oportunista “roedora”, que a olhos vistos, trinca e devora as raízes da LIBERDADE, apodrecendo-a.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 1 de Maio de 2026

 

Nota:

Não utilizo as regras do AO90.



 

 

 

 

 

PORQUE NÃO SOU MARXISTA

  PORQUE NÃO SOU MARXISTA WEIL ICH KEIN MARXIST BIN BECAUSE I AM NOT A MARXIST PENTRU CĂ NU SUNT MARXIST ПОТОМУ ЧТО Я НЕ МАРКСИСТ ווייל איך ...