Se a
população soubesse,
como são
feitas as leis e as salsichas,
ninguém
mais dormiria descansado.
(Otto von
Bismark)
DEMOCRACIA/BANDALHEIRA
É inquestionável que
cada um é senhor de satisfazer os apetites, benévolos ou malvados, que lhe vão
no íntimo – isso ninguém os consegue impedir.
É aqui que entram
regras, que devem ser banhadas pela rectidão e ética, adotadas pela comunidade
a que dizem respeito, para os responsabilizar e punir, de acordo com a relevância
dos factos nefastos cometidos, ou ilibá-los se as provas estiverem em
contravenção com as acusações apresentadas. Isto sem olhar ao estrato social a
que cada um possa pertencer.
Em alusão esta a matéria,
em Portugal isto não tem vindo a acontecer.
Eu sei que a lei tem juízo; mas também não desconheço
que existem falhas da mesma têm emergido, porque quem a aplica não envergou por
baixo da sua capa negra a prudência devida.
Não querendo eu, julgar
a floresta por uma árvore carunchosa, lamentavelmente, por cá, este “matagal”
já tem muitas árvores em putrefactas condições.
A jurisprudência, ao que
parece, tem vindo a pairar a sobre um sombrio nevoeiro do descrédito.
Quando é “cão-grande”, a
celeridade na justiça adapta-se ao passo do cágado, a calcorrear através de
percursos curvilíneos; quando está prestes a atingir o seu obectivo, tropeça nos
pedregulhos de influências ocultas e o processo cai, por exaustão temporal, (previsto
por lei), creio que, antecipada e ardilosamente “profetizado”.
Isto está uma “bandalheira”
onde ninguém se entende, e não aparece alguém que ponha mão nisto; que governe
a nação sem governar a si próprio.
Como consequência, é-me
dado concluir, que, juízo sem ajuizar com sensatez, não é juízo nenhum.
Assim sendo, sinto que
estamos entregues a “vampiros”.
NÃO! Isto assim, não deve assim continuar,
porque já se fazem sentir cargas de ruptura na estabilidade governativa, social
e económica do nosso país.
Se assim continuar, dia
virá em que passaremos de cidadãos livres a escravos compulsivos.
Não digam que não avisei!?
António Figueiredo e Silva
Coimbra, 19 de Junho de 2026
Nota:
Não uso o AO90