A imaginação
é mais importante do que o conhecimento.
O
conhecimento é limitado.
A imaginação
envolve o Mundo.
(Albert
Einstein)
A RESPIRAÇÃO DO GLOBO
DER ATMUNGSAKT DER
WELT
Дыхание шара
THE BREATHING OF
THE GLOBE
RESPIRAȚIA
GLOBULUI
पृथ्वी की साँस
Η ΑΝΑΠΝΟΗ ΤΟΥ
ΥΛΙΚΟΥ
ДИХАННЯ ЗЕМЛІ
HƠI THỞ CỦA QUẢ CẦU
地球的呼吸
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Na verdade, que por tudo
o que tenho reflectido, é uma ocorrência que a mim não liberta dúvidas. Aliás,
entendo que a condição respiratória é extensível a todo o Universo. Com
ele, toda a Matéria que o integra, lateja e respira ritmicamente, sob um
compasso cósmico superintendido não sei porque força, mas vejo e sinto a sua
presença. Noto que essa contracção e dilatação obedecem um ritmo e precisão, cujo
rigor e efeitos têm vindo a fazer sentir a sua presença através dos tempos. A Força
que os movimenta, ultrapassa o alcance todas as investigações, e com ela, a
limitação do nosso “conhecimento”, - que perante tal Grandeza, é parco. Apesar
da “avançada” progressão na senda científica, as apreciações sobre esta matéria
situam-se muito aquém da realidade da Suprema Infinitude Universal.
Em relação ao Todo Universal,
este minúsculo grão de areia onde habitamos, ou sobre o qual nos
deslocamos a caminho do infinito, não mais será do que um pontinho de Energia
Cósmica, onde prolifera e se reproduz a Vida, tanto quanto a “conhecemos”
– ou julgamos conhecer.
Agora vou passar ao
assunto em causa: A Respiração da Terra.
Esta não se faria, se
não existisse o Sol. Se esta estrela radiante desaparecesse, esta Esfera “deixava
de respirar” e congelava em poucas horas, liquidando parte da vida aqui existente,
– não direi toda, porque, com recurso a conhecimentos científicos – não executados
por mim, porém consultados -, existe vida nas condições mais precárias e inimagináveis
condições, e que se reproduz constante, e continuamente.
Quando o nosso Globo
inicia a inflar, dá-se a “oxigenação” da estrutura que o compõe, e no seu corpo
brota a Primavera, a rejuvenescer todo ambiente; surge uma envolvente
maravilhosa, embelezada por um colorido variado, onda a passarada canta e se apronta
para a reprodução. Um Paraíso, do qual as criaturas e outros seres viventes se
podem deleitar; esse flóreo, não desaparece; transforma-se em outro, - também
colorido e próspero -, que são os frutos que fazem parte da vida de todos os
organismos, habitantes desta Esfera Global.
Esses frutos, com o tempo
e liderados por um período relactivo, após atingirem a maturação, (velhice),
iniciam a cair de maduros e a entrar em “putrefacção” aparente; porque as suas
sementes, transportam os componentes para a sua constante reprodução através da
infinitude dos tempos. Este é o estágio da oxigenação, que nós humanos apelidámos
de Primavera e Verão.
Seguidamente a esta quadra,
começa a expiração; que é a fase para expulsão dos resíduos saturados pela inalação;
esta estação é denominada por Outono, e prolonga-se por um espaço temporal
até aquilo que conhecemos por Inverno. Mas este período, não representa
de modo algum, a terminação do resfolgar, porém, o início de mais um ciclo respiratório.
Não representa o fim de tudo, todavia, o início de tudo.
Sabendo que a *galáxia
mais longínqua da Terra se situa entre 33/34 mil milhões de anos-luz, (segundo dados cientificamente
confirmados), e tendo conhecimento de que a velocidade da luz se propaga a
300.000 Km/s, o que poderá representar este Globo, em relação ao
tamanho do Universo?
De uma situação, não
alimento incertezas; estou convencido de que o Globo Terrestre, não
passa de uma Bactéria Cósmica, onde todos os “bichinhos sapiens”
se digladiam.
Conjecturo por isso, que
tem grandes hipóteses de vir deixar um “buraco vazio” no Todo Universal,
que será preenchido, (mas desconheço como), porque a Matéria do Universo,
apesar pulsante e em expansão, mantem a sua valência inalterável.
Quanto ao “buraco”, o Ser
Humano, que não será mais do que um grão de poeira estrelar, tratará desse assunto,
e a Força da Criação encarregar-se-á do conserto do erro.
Paradoxal, não é?
Mas, é o que tem vindo a
suceder, e continuará.
Até quando, não sei.
António Figueiredo e
Silva
Coimbra, 3 de Junho de
2026
*Esta galáxia foi descoberta pelo Telescópio Espacial James Webb.
Nota:
Não uso o AO90
