Infelizmente, parece que há uma coisa
irredutível:
a estupidez humana.
Por mais que a inteligência se
desenvolva,
a estupidez não deixa o trono - e as
guerras,
filhas dessa estupidez, vão sendo
cada vez mais terríveis.
(Dona Benta)
“ANIMAIS”
Se bem que, considerando
outra vertente, não será bem assim. Matam “impiedosamente” por motivos
que justificam essa acção; para comer, demarcação do seu espaço territorial ou
por via de não permitir que os bandos, manadas, récuas matilhas, varas,
cardumes, ou outros grupos da sua espécie, - que os Humanos consideram como
irracionais -, possam ser geridos por elementos débeis ou estúpidos, nocivos à
sua progenitura, concedida pela ordem naturalmente estabelecida.
Eles sabem o que querem,
e conseguem adquirir conhecimentos para engendrar artimanhas no sentido
conseguirem frutescer as aspirações, que lhes foram espontaneamente impostas;
sabem suprir as suas necessidades, manter a coesão social entre os elementos do
grupo a que pertencem, e dar continuidade à existência da sua espécie.
Se nos debruçarmos a
observar o comportamento desses “irracionais”, podemos concluir que há
sempre um que determina a estabilidade nos aglomerados do seu género. Existe
sempre um que governa.
Se a robustez individual
dos membros da sua classe é frágil em relação ao alvo a abater, atacam em
conjunto organizado; o que quer dizer que, antes da existência dos Humanos, -
que se têm por inteligentes -, já eles gozavam do conhecimento de que, “a
união faz a força”.
Com o Homo Sapiens,
que se tem por único ser inteligente ao cimo da Terra, acontece
precisamente o inverso; mata por prazer, rouba sem carência, espezinha sem
pensar, come até empanturrar, bebe até perder o tino, espezinha o que julga
mais “débil”, deixa-se governar por idiotas, e, com a sua imponderada
voracidade de “saber”, esquece a ignorância e espiolha tudo; é desse jeito que
tem vindo a desestabilizar a organização Natural, que vai culminar na causa
futura deste planêta regressar à condição de uma “Terra vã, informe e
vazia” - Bíblia, Gênesis 1:2.
O Ser Humano, não
passa de um pobre, estúpido e ridículo animal; o primeiro que,
inconscientemente, está a cavar a sua própria sepultura e a de “todos os
seres viventes” que com ele coabitam.
António Figueiredo e
Silva
Coimbra, 24/05/2026
Nota:
Não faço uso do AO90.

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