quarta-feira, 11 de março de 2026

NAQUELE TEMPO!

 

Honestidade sem erudição, é franzina e escusada;

sabedoria sem rectidão, é indesejável e aterradora.

 (António Figueiredo e Silva)

 

NAQUELE TEMPO!

 


    Quando o “capim” era mais ou menos abundante, as vacas eram gordas, e a pastorícia, um cargo de destaque, foi por mim erigido um monumento privado, - este, aqui em destaque -, que teve como finalidade, a exposição de um elogio ao
Sr. José Sócrates Pinto de Sousa, à altura, simpática, desinibida e manhosa figura, que ainda hoje “venero”, considerada o esteio principal de sustentação do Governo em Portugal.

Foi dos “pastores” com o mais estético e descontraído palavreado que até hoje conheci. A sua ladainha batia por muitos pontos, a de qualquer dominicano, por mais inteligente e versado que fosse; a sua lengalenga, por mim “profundamente admirada”, fez deflagrar a singularidade principal, meritória da labuta que tive e do suor que limpei da minha fronte, para a erecção do meu granítico louvor, neste documento exposto.

Mas, para o caso, pouco interessa.

O mais relevante, é que este monumento, apesar ser privado, é meu querer legá-lo  para memória futura; representa parte da história de uma figura, que, não obstante a sua “seriedade corrompida”, os “algozes” da Operação Marquês, fizeram-na passar pela pildra eborense, (tributado com o nº 44, tadinho!), e, como não suficiente, carregaram-lhe sobre albarda, que ainda hoje transmove, um processo-crime, cuja carga inicial comportava 11 volumes bem atados e acondicionados, e actualmente conta com mais um bem aviado fardo, para completar a totalidade de 212. É obra, porra! Assim, é natural que possa vir a consagrar-se Campeão Nacional.

Com o fim de conservar em perfeitas condições estado da totalidade das escreveduras, estas encontram-se revestidas com uma manta acusativa de corrupção passiva, branqueamento de capitais e fraude fiscal; além de mais umas tumefactas “ninharias”, para equilíbrio judicioso. 

Devo salientar que, no dia da inauguração deste vetusto e majestoso padrão, apesar de não ter sido lançado nenhum convite aos meios de comunicação social, foi efectuada uma curta cinematografia, que posteriormente foi instalada no youTube, e mais tarde veio a vaporizar-se; até hoje, nunca soube porquê, mas penso ter sido consequência de influxos pouco limpos, que serpenteiam pelo interior do poder secreto reservado à politiquice.

Não obstante tudo isto, a inauguração culminou com um opíparo almoço de vitela assada com batatas em forno de lenha e um bom antioxidante tinto, num restaurante que actualmente não existe.

Na minha vida, ocorreram episódios que não lembram ao Diabo; porém, graças à minha genética obstinação, teimo em recordá-los, como um legado ao Mundo que um dia irei deixar.

Aqueles a quem a curiosidade apoquentar, poderão ter a oportunidade de visitar este padrão e cuspir-lhe no granito que encima, - se no momento, esse for o seu apetite.

Acrescento:

Situa-se na freguesia de Loureiro

Concelho de Oliveira de Azeméis

 

António Figueiredo e Siva

Coimbra, 11/03/2026

 

Nota:

Recuso-me ao uso do AO90

 

  

  

 

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  Honestidade sem erudição, é franzina e escusada; sabedoria sem rectidão, é indesejável e aterradora.   (António Figueiredo e Silva) ...