sábado, 31 de janeiro de 2026

A BASÓFIA E O ORGULHO

 

Introdução:

    Há tanto tempo na “arrecadação” digital, que decidi libertá-la das “teias de aranha” e da voracidade dos “peixinhos-de-prata” que possam destrui-la, procedendo à sua publicação.

(O autor)

 

 Devemos deixar a vaidade, aos que

não têm outra coisa para exibir.

(Honoré de Balzac)

 

A BASÓFIA E O ORGULHO

 

    O narcisismo, (basófia), é tido como uma fraqueza de espírito, empregue por muitos patêgos, que intelectualmente não “valem dez patacos furados”.

A vaidade em excesso, possui a faculdade de deformar ou mesmo destruir, a percepção da realidade. Naturalmente e sem reflectir, com toda a estupidez que lhes é própria, arrogam-se a ser graúdos em todas as particularidades do seu subdesenvolvimento intelectual. São aqueles tolos, que quando abrem a matraca, apesar de não vomitarem nada que se aproveite, fazem da ignorância o seu corcel de litígio. Teimosos e obstinados que nem bestas, persistem a afirmar a validade dos seus pareceres, como se eles assentassem em “verdades absolutas”, e não passam de uns pobres de espírito, - “abençoados sejam, porque deles é o reino dos Céus”! Assim está escrito.

Não digo que a ostentação, quando na medida certa, não seja um tempero necessário à vida, e que até possa servir de lenitivo para o sossêgo espiritual das pessoas; mas, como “tudo o que é demais é moléstia”, se esse predicado não fôr utilizado com ponderação, o seu exagero irá, de certo, fazer azedar os diálogos e escanzelar a postura desses “artistas manientos” que pululam aparvalhados, na comunidade em que vivemos.

Por analogia, a vaidade, gabarolice, prosápia, - ou lá como queiram chama-lhe -, em excesso, comporta-se como um bom vinho; é indispensável observar a sua tonalidade, limpidez, oxigenar, cheirar, e seguidamente, beber” com estrita moderação. Se estes procedimentos não forem tidos em conta, apenas sai verborreia sem nexo, decorrente da borracheira mental, que se apanha, e simplesmente serve para aborrecer, impacientar e dissolver os diálogos em grupo.

Pelas observações realizadas ao longo meu caminho de vida, cheguei à conclusão de que esses “pobres de espírito”, eivados por estrabismo opinativo, mesclam a vaidade se com a nobreza, pensando serem a mesma substância. Ora, isso não é assim; porque o sentimento de brio, incute-nos a vontade férrea e indomável para alcançarmos o nosso querer; isto é, conferirmos veracidade aos nossos objectivos. Já o mesmo não se passa com a vaidade, que, quando excessiva nos pode empurrar para o campo da arrogância e da insolência, que nos que nos vão limitar o acesso à capacidade de reconhecermos os nossos erros, e deste modo, ficarmos reduzidos na aprendizagem para podermos viver condignamente.

Enfim, somos lançados para o monturo da estupidez onde passamos a ser agrilhoados sem dó nem piedade, pelas críticas dos mais ajuizados.

Suponho que já chega de “paleio barato”, - entenda quem souber; mas, p’ra quem num é alienado, idiota ou imbecil, já basta de palavreado.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 07/08/2025

 

Nota:

Não uso o AO90.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2 comentários:

  1. Pouco, mas bom. O que é bom. O que é mau (porque é pouco).
    Abraço.
    (caçado na treta do facebook)

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  2. Pouco, mas bom. Ou seja: bom, mas pouco...
    Abraço.
    (caçado nas tretas do facebook)

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  Honestidade sem erudição, é franzina e escusada; sabedoria sem rectidão, é indesejável e aterradora.   (António Figueiredo e Silva) ...