“FILHOS DE BOAS FAMÍLIAS” (?)
Tanto à
supremacia do poder,
como à grandeza
patrimonial,
o acesso
aos desígnios da Criação,
estão hermeticamente
cerrados.
(António
Figueiredo e Silva)
“FILHOS
DE BOAS FAMÍLIAS” (?)
Este, direi, capricho social,
de ser “filho de boas famílias”, geralmente é atinente às estirpes
endinheiradas; porque, quanto ao resto, ou restolho, esse atributo já não é habitual
ser concedido – a não ser por sofisma.
Quando se trata de
pessoas financeiramente débeis ou mesmo maltrapilhos, já não são “baptizados”
com o estúpido jargão “filhos de boas famílias” e os seus
descendentes, que no cumprimento do Pecado Original, também o não serão; não
evitando apesar disso, que não possam vir a ser pessoas de peso na comunidade
ou no Mundo.
No decorrer do espaço da
existência que espontaneamente, por sorte ou por azar, me foi concedido, gozei
de duração suficiente para observar que, à volta deste tema, (filho de boas
famílias), muitos conceitos fracassados têm surgido! Ainda hoje, em pleno
século XXI, essa tendência absurda prossegue na sua manifestação, não obstante o
avanço do conhecimento e sua a difusão serem maior amplitude. Dá-me a impressão
de que as pessoas se estupidificaram. Não consigo alcançar outra razão para
justificar esse comportamento imbecilizado e sem modéstia, que unicamente se
alicerça em substruções materialistas.
Já conheci tanto filho-da-mãe,
que era rebento de “boas famílias”! E também já conheci bastantes famelgas,
consideradas “famílias más”, de onde germinaram primorosos rebentos, que,
graças à sua inteligência, à sua conduta e sua obstinação, conseguiram inverter
o rumo desse “estigma”.
Após a antecedente a narrativa
de “meia-tijela”, o que me apraz dizer é o seguinte: a parte material,
apesar da influência colectiva que possa conter, não consegue cindir os degraus
da escada em caracol do ADN.
Logo:
Independentemente dos predicados
familiares, (bons ou maus), aquele que nasce talentoso, sempre o será; o que germina
sob a cobertura da incompetência, mantê-la-á, até finar.
Para que a existência se
manifeste, é imperativo haver um oposto.
São estes dois pilares
que sustentam a Lei da Compensação Natural, que concede o princípio a tudo
quanto existe. E nisto, a Criação é determinada e implacável!
Por consequência, cada
um é como é, e não como querem fazer ser, independentemente da árvore genealógica
que o concebeu.
António Figueiredo me
Silva
Coimbra, 1/02/2026
Nota:
Não utilizo o AO90.

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