sexta-feira, 19 de junho de 2026

DEMOCRACIA/BANDALHEIRA

 

Se a população soubesse,

como são feitas as leis e as salsichas,

ninguém mais dormiria descansado.

(Otto von Bismark)

 

DEMOCRACIA/BANDALHEIRA

 

Para a existência de uma democracia salutar, é evidente que esta, tem de ser rodeada de regras, erguidas sobre tijolos rígidos de sensatez, que se evidencie pela igualdade nos direitos e nos deveres, e que a sua aplicação seja feita segundo um critério forense desobrigado de segundas intenções, onde abundam objectivos perniciosos escondidos, que por vezes não têm nada a ver com realidade das penitências ou absolvições aplicadas.

É inquestionável que cada um é senhor de satisfazer os apetites, benévolos ou malvados, que lhe vão no íntimo – isso ninguém os consegue impedir.

É aqui que entram regras, que devem ser banhadas pela rectidão e ética, adotadas pela comunidade a que dizem respeito, para os responsabilizar e punir, de acordo com a relevância dos factos nefastos cometidos, ou ilibá-los se as provas estiverem em contravenção com as acusações apresentadas. Isto sem olhar ao estrato social a que cada um possa pertencer.

Em alusão esta a matéria, em Portugal isto não tem vindo a acontecer.

 Eu sei que a lei tem juízo; mas também não desconheço que existem falhas da mesma têm emergido, porque quem a aplica não envergou por baixo da sua capa negra a prudência devida.

Não querendo eu, julgar a floresta por uma árvore carunchosa, lamentavelmente, por cá, este “matagal” já tem muitas árvores em putrefactas condições. 

A jurisprudência, ao que parece, tem vindo a pairar a sobre um sombrio nevoeiro do descrédito.

Quando é “cão-grande”, a celeridade na justiça adapta-se ao passo do cágado, a calcorrear através de percursos curvilíneos; quando está prestes a atingir o seu obectivo, tropeça nos pedregulhos de influências ocultas e o processo cai, por exaustão temporal, (previsto por lei), creio que, antecipada e ardilosamente “profetizado”.

Isto está uma “bandalheira” onde ninguém se entende, e não aparece alguém que ponha mão nisto; que governe a nação sem governar a si próprio.

Como consequência, é-me dado concluir, que, juízo sem ajuizar com sensatez, não é juízo nenhum.

Assim sendo, sinto que estamos entregues a “vampiros”.

NÃO! Isto assim, não deve assim continuar, porque já se fazem sentir cargas de ruptura na estabilidade governativa, social e económica do nosso país.

Se assim continuar, dia virá em que passaremos de cidadãos livres a escravos compulsivos.

Não digam que não avisei!?

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 19 de Junho de 2026

 

Nota:

Não uso o AO90

 

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