A estupidez é uma doença extraordinária!
Não é o doente que sofre com ela,
mas sim os demais.
(Voltair)
“ANALOGIA”
Como neste instante nada tenho p’ra fazer, vou aqui consagrar meia dúzia de patacoadas a este “urbanita”, que muito me deixa perplexo pela sua descontraída e boçal tagarelice, que de científico nada aparenta ostentar; nem sei mesmo, se não teria “mercado” o Pacote de Doutorice em Relações Públicas, na Feira da Ladra!?
Se estou errado, que me
desculpe esta forma de pensar, mas a minha obtusidade cabeçal, não dá p’ra
mais.
A sua peregrinação
“primorosa” já é bastante ampla! Iniciou-se no vínculo taurino e estendeu-se
até à “tauromaquia” política. Bolas, sabe muito, caramba!? Mas é de forcados
como este que os portugueses estão empanturrados
Sempre em espirituoso,
porém analógico zig-zag, tem seguido o trilho calcetado com cascalho da
conveniência, que mais proveitos lhe possa trazer. Umas vezes encalça o zig,
outras engrola o zag. Eu titulo isto de oportunismo e desfaçatez,
resultante de um carácter fracassado, onde a intelectualidade é uma miragem e a
esperteza é rainha, - mesmo assim, não sei!?
Por mais tentativas que
faça, não consigo inverter a minha maneira de ser, que capricha pela sensatez;
enaltecer o bom-senso, quando ele existe, e condenar a imprudência, quando ela
arrebita a cabeça.
Destes dois declives,
quando o primeiro não existe; o outro assume a autoridade e consolida a sua permanência
na descarada calçada escorregadia da falta de carácter, impelindo a
estabilidade, (a todos os níveis), para acentuadas derrapagens, que vão
culminar em custosa ou impossível regressão. E é por causa desses realçados
deslizes que enramalhetam a sua lábia, que este cidadão, nunca me convenceu.
Os trejeitos estampados
na sua face, murmuram por si. As suas alocuções – se assim se pode dizer -, são
claudicantes, encharcadas com rústica brejeirice, impulsos aparolados, e
gestos ridículos, que mais não demonstram do que falta de polidez e de postura.
Compreendo, contudo, que
este cidadão deve ser inocentado, porque culpa não é sua; a imperfeição foi da
Natureza, que assim o concebeu. Porém, reconheço que a perfeição nele continua
instalada; porque, a imperfeição para ser perfeita, também necessita de
perfeição.
E temos, por detrás
deste “rapazinho”, sem recato, de sorriso zombeteiro e olhar a
meia-haste, está uma pessoa destituída de importância, - pelo menos, isso
aparenta.
Zarôlho nas minhas
observações, penso que não sou; estúpido, também não se me afigura que o seja.
Assim sendo, mesmo que seja ilusão minha, não
deixa de a meu ver, ser uma personagem muito mal-amanhada para representar a
segunda figura do CHEGA – que a mim pouco me interessa; cada um é livre de
escolher a “gamela” que mais lhe convém, não é verdade?!
Mas este cidadão, mesmo
caladinho, basta que por baixo da sua facial mateira pilosa povoada de ácaros,
manifeste o habitual sorriso sardónico e provocador, que já é o bastante para instigar
a irritação cá no velho.
Entre outras, (porque
dessas até estamos bem servidos), é uma das figuras com mais desvigorosa capacidade
artística; a não ser para palco circense em terra batida, com um ou duas dúzias
de criancinhas a bater palmas.
Mas, como o primor do defeito,
é requinte de ser imperfeito, está tudo certo.
António Figueiredo e
Silva
Coimbra, 29/04/2026
Nota:
Não utilizo o AO90.

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