quarta-feira, 29 de abril de 2026

“ANALOGIA”


                                                                             A estupidez é uma doença extraordinária!

Não é o doente que sofre com ela,

mas sim os demais.

(Voltair)

 

“ANALOGIA”

 


 Como neste instante nada tenho p’ra fazer, vou aqui consagrar meia dúzia de patacoadas a este “urbanita”, que muito me deixa perplexo pela sua descontraída e boçal tagarelice, que de científico nada aparenta ostentar; nem sei mesmo, se não teria “mercado” o Pacote de Doutorice em Relações Públicas, na Feira da Ladra!?

Se estou errado, que me desculpe esta forma de pensar, mas a minha obtusidade cabeçal, não dá p’ra mais.  

A sua peregrinação “primorosa” já é bastante ampla! Iniciou-se no vínculo taurino e estendeu-se até à “tauromaquia” política. Bolas, sabe muito, caramba!? Mas é de forcados como este que os portugueses estão empanturrados

Sempre em espirituoso, porém analógico zig-zag, tem seguido o trilho calcetado com cascalho da conveniência, que mais proveitos lhe possa trazer. Umas vezes encalça o zig, outras engrola o zag. Eu titulo isto de oportunismo e desfaçatez, resultante de um carácter fracassado, onde a intelectualidade é uma miragem e a esperteza é rainha, - mesmo assim, não sei!?

Por mais tentativas que faça, não consigo inverter a minha maneira de ser, que capricha pela sensatez; enaltecer o bom-senso, quando ele existe, e condenar a imprudência, quando ela arrebita a cabeça.

Destes dois declives, quando o primeiro não existe; o outro assume a autoridade e consolida a sua permanência na descarada calçada escorregadia da falta de carácter, impelindo a estabilidade, (a todos os níveis), para acentuadas derrapagens, que vão culminar em custosa ou impossível regressão. E é por causa desses realçados deslizes que enramalhetam a sua lábia, que este cidadão, nunca me convenceu.

Os trejeitos estampados na sua face, murmuram por si. As suas alocuções – se assim se pode dizer -, são claudicantes, encharcadas com rústica brejeirice, impulsos aparolados, e gestos ridículos, que mais não demonstram do que falta de polidez e de postura.

Compreendo, contudo, que este cidadão deve ser inocentado, porque culpa não é sua; a imperfeição foi da Natureza, que assim o concebeu. Porém, reconheço que a perfeição nele continua instalada; porque, a imperfeição para ser perfeita, também necessita de perfeição.  

E temos, por detrás deste “rapazinho”, sem recato, de sorriso zombeteiro e olhar a meia-haste, está uma pessoa destituída de importância, - pelo menos, isso aparenta.

Zarôlho nas minhas observações, penso que não sou; estúpido, também não se me afigura que o seja.

 Assim sendo, mesmo que seja ilusão minha, não deixa de a meu ver, ser uma personagem muito mal-amanhada para representar a segunda figura do CHEGA – que a mim pouco me interessa; cada um é livre de escolher a “gamela” que mais lhe convém, não é verdade?!

Mas este cidadão, mesmo caladinho, basta que por baixo da sua facial mateira pilosa povoada de ácaros, manifeste o habitual sorriso sardónico e provocador, que já é o bastante para instigar a irritação cá no velho.

Entre outras, (porque dessas até estamos bem servidos), é uma das figuras com mais desvigorosa capacidade artística; a não ser para palco circense em terra batida, com um ou duas dúzias de criancinhas a bater palmas.  

Mas, como o primor do defeito, é requinte de ser imperfeito, está tudo certo.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 29/04/2026

 

Nota:

Não utilizo o AO90.

 

 

  

 
 

 

  

 

 

Sem comentários:

Enviar um comentário

“ANALOGIA”

                                                                              A estupidez é uma doença extraordinária! Não é o doente qu...