domingo, 26 de abril de 2026

O VERMÍFUGO E OS VERMES

 

“0s vermes só medram,

onde existe podridão”.

(Xi Jinping)

 

O VERMÍFUGO E OS VERMES

 


    Gostei muito da filosofia que brotou do raciocínio do autor da frase, no princípio deste trecho expressa. Uma metáfora, que, apesar de “salgada e avinagrada”, tem o seu quê de hilariante, (que não é para brincar), e, com exatidão, traduz a realidade daquilo que infelizmente tem vindo a sobrevir em consequência das “minhocas” que rabeiam nas “esterqueiras” administrativas, - e não só -, praticamente de todo o mundo.

Essas estrumeiras são genuínas pocilgas, onde, disfarçadamente e em sigilosa obscuridade, esses animaizinhos andam a saracotear, e em entrosada afeição se divertem, recreiam e reproduzem; tudo à custa dos “lavradores”, - os seus mais devotos criados.

A multiplicação dessas “larvas”, tem vindo fortalecer e a difundir o seu espalhamento como uma peste-nêgra, e, enquanto os “agricultores”, não fizeram trabalhar a sua massa cerebral para descobrirem uma contrapeçonha que lhes possa tolher a voracidade destravada que os move, irão ser condenados à servidão toda a vida que lhes restar. Só um vermífugo possante as conseguirá banir; não direi em absoluto, mas a uma enorme talhada.

Xi Jinping, tem razão.

Não quero com isto dizer, que na China os “vermes” não abundem; porém, à medida que vão sendo descobertos, limpam-lhes o “sarampo”, sem dó nem piedade. E no que concerne a crimes de corrupção e embuste, nem as figuras mais elevadas do poder estão isentas da menor condescendência; quando essas “minhocas”, esses “vermes”, são encontrados, - “até mesmo os rechonchudos” -, imediatamente deixam de rabiar. A implacabilidade dos princípios instituídos naquela nação, assim o determina.

Exagêro?! Sim, não discordo. Mas, o que se pode chamar de excesso, obedece a uma determinada relactividade; isto é, envolve vários elementos interligados, tais como; amizades, familiares, compensações de gentilezas, ambição insaciável, etc.; mas lá, não há pão p’ra porcos

É do conhecimento comum, que a gatonice não acontece somente na China, apesar de ser um país de governação ditatorial, de arrocho apertado e implacabilidade na aplicação das decisões condenatórias. Isto ocorre também nas democracias multipartidárias, como acontece com Portugal. Uma nação tão pequenina, e com tantas “larvas” a infectar a estabilidade governativa, não no sentido de lealdade e clareza administrativa, mas apenas no intuito de se governarem. E não existe “vermicida” as liquide. A justiça deve ser independente e primar pela igualdade na sua aplicação, e eu não observo isso. Talvez eu seja tolo, quem sabe!? Reconheço que com o avançar da idade comecei a ter dificuldade em ver ao perto; porém, para compensar, a minha visão abriu-se para longe, o que me permite observar o que muitos não vislumbram.    

O poder e o civismo, têm andado a marinar numa carilada de hipocrisia, ostentação, egolatria, oportunismo e ganância, que só nos tem vindo a conduzir para uma instabilidade periclitante, se não mesmo, temerária. Por este andar, não prevejo outra realidade. É duro, mas tenho de o dizer, ainda que correndo o risco de ouvir e “ter de suportar” alguns carregamentos de parvoíces, lançados por palonços idiotas, onde a sua ideologia principal é o fanatismo.  

Aceito até, que alguns manca-mulas me possam ironicamente dizer: então vai para a China.

Não, não vou. Podridão por podridão, mais-quero esta, que já conheço, e, munido do escudo da prudência, consigo passar pelas frinchas dessa bicharada.

Agora, que isto carece de umas arrochadas, carece. Ninguém se entende.

As pessoas andam todas apardaladas, frenéticas e sob grande tensão emotiva.

Já me passou pela caixa-dos-pirolitos, que, se não há um Governo que tenha capacidade para “liquidar” a bicharada que nos tem vindo a atormentar, seria melhor, através das Instituições de Saúde Pública, (que também aparentam estar a caminhar para a extinção), proceder à distribuição gratuita de umas doses de marijuana, para acalmar sublevação há muito instalada, (com razão), no ZÉ Povinho.

Tomem nota: isto não está p’ra brincadeira!?

TEMOS DE ERRADICAR OU EXPULSAR OS VERMES DESTE NOSSO JARDIM.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 26/04/2026

 

Nota:

Não escrevinho sob as regras do AO90.

 

 

  

 

 

sexta-feira, 17 de abril de 2026

“A BARRACADA DOS SESSENTA”

 

“A BARRACADA DOS SESSENTA”



     Achei tão espirituoso o conjunto de frases do Psicólogo japonês, Hideki Wada, que resolvi confeccionar uma lavra caligráfica, em modo “satírico”, sobre tão espirituosa matéria, que também há muito tempo me anda cá dentro a bulir, e tem provocado alguma comichão no meu couro cabeludo, - presentemente já pouco florestado.

As “refutações”, (em itálico), são minhas.

(A(A. Figueiredo)

 

 

A PARÊDE DOS OITENTA ANOS

CONSELHOS “MADUROS” DO DR. HIDEKI WADA

(Psicólogo japonês)

 

1 – Continua a caminhar.

Se eu continuar a deambular, é sinal indiscutível de que não sou coxo e ainda existo.

2 – Quando estiveres com raiva, respira profundamente.

Se eu respirar profundamente, há mais oxigénio a circular, baixa a adrenalina evitando deste modo que eu possa partir os “timózios” a alguém.

3 – Faz exercícios suficientes, para que o teu corpo não endureça.

Claro; se o corpo ficar muito duro e frio, já se encontra do lado de lá.

4 – Bebe água ao usar o ar condicionado no verão.

Sim, porque o ar condicionado retira parte da humidade de ar, para o refrescar.

5 – As fraldas são úteis para aumentar a mobilidade.

É verdade; há muito que tenho vindo a sugerir isso aos “atletas” senis, para caminharem mais rápido, em “benefício” das articulações.

6 - Quanto mais tu mastigas, mais activos ficam o teu cérebro e o teu corpo. Também está quase certo; mas, tem em atenção; quanto tu mascas, mais gastas a dentição, já de si envelhecida e frágil – se ainda a tiveres.

7 – A perda da memória não é por causa da idade, mas por falta de uso do cérebro.

Não. Uma parte é por falta de uso da mioleira, outra é imposta pela velhice.

8 – Não há necessidade de tomar remédio a mais.

Quanto a drogas, devemos saber o que é suficiente – isso é o busílis.

9 – Não necessário reduzir excessivamente a pressão arterial e o açúcar.

“Eureka”! Desde que estejam dentro dos parâmetros normais, será óptimo.

10 - Estar sozinho não é uma solidão; é passar o tempo em paz.

Estar isolado, é um aborrecimento. Recomendo a frades, budistas e eremitas.

11 - A preguiça não é razão de vergonha.

 É a razão justificativa da malandrice.

12 – Não é preciso carta-de-condução.

Que “andar-à-pata”, transmite robustez, é uma realidade; o problema é a velhice, acompanhada pela artrite reumatoide.

13 - Faz o que quiseres; não faças o que não gostas.

Ninguém trabalhava.

14 - Os desejos naturais, permanecem na velhice.

Se não forem extraídos a próstata ou os ovários.

15 - Não fiques alapado o tempo todo.

- Se não, morres de tédio e adquires problemas articulares.

16 – Come o que que quiseres; um pouco de sobrepeso é melhor.

- Depois não te lamentes de dores nas pernas, do colesterol alto, e das consequências daí provindas.

17 - Faz tudo com cuidado.

- Isso todos sabemos; mas por vezes é impossível.

18 - Não te envolvas com quem não gostas.

- Certo. Porque isso pode vir a resultar num berbicacho escusado.

19 - Não assistas à TV o tempo todo.

- Se não, adormeces começas a roncar e a exibir uma cara de parvo.

20 - Não lutes contra doença; convive com ela.

- Que remédio!? Mas só a causa justifica a morte.

21 - Quando o carro chega à montanha, o caminho aparece.

- E inicia o seu declínio!

22 - Come frutas e saladas frescas.

- Borrifa-te para as proteínas e verás o resultado.

23 - O banho não deve ultrapassar 10 minutos.

- Perfumes Dolce Gabana, ocultam as cascas de estrume e os ácaros, que possam ainda restar.

24 - Se tiveres insónia, não forces o sono.

- Levanta-te, e toca viola ou assobia – mas baixinho, para não aborrecer os vizinhos.

25 - Trabalho trás alegria e aumenta actividade cerebral.

- Mas fatiga, - e bastante; às vezes até configura uma imolação.

26 - Diz o que sentes; não penses demais.

- Quem diz aquilo que quer, - sem pensar -, ouve o que não quer, - e tem de aceitar. Logo, deve raciocinar.

27 - Encontra um médico de família quanto antes.

- Se te sentires saudável, para quê?!

28 - Não sejas paciente ou rígido demais.

- O problema reside em descobrir o qual é o suficiente.

29 - Por vezes mudar de opinião é bom.

- Sim. Se aquela que temos não for melhor.

30 - Na fase final da vida, demência é um presente de Deus.

- Então que a ofereça a outro, e não a mim.

31 - Se parares de aprender, envelheces.

- Se não parares, poderás ficar a saber mais; mas da velhice, nem Deus te safa.

32 - Não desejes fama; a que tens, já é suficiente.

- Se a reputação não for de má qualidade.

33 - A inocência pertence aos idosos.

- Então aí, já nada se aprende; ou o que se sabe, não é valorizado.

34 - Quanto mais difícil, algo for, mais interessante se torna.

- Isso é na juventude.

35 - Apanhar sol, trás felicidade. 

- Se não deixar torrar.

36 - Faz coisas que beneficiem os outros.

 - Isso é um lenitivo para a consciência das pessoas de bem, - que são escassas.

37 - Usa o dia de hoje com serenidade.

Se não surgir nada para te dar cabo do juízo.

38 - O desejo, é a chave da longevidade.

- Essa é a vontade de todos nós; pena é que muitos não conseguem.

39 - Vive com alegria.

- Quando não te apetecer chorar.

40 - Respira com leveza.

- Quando não sentires necessidade de respirar fundo.

41 - Os princípios da vida estão em tuas próprias mãos.

Se assim fosse, eu recusar-me-ia à derradeira e infausta “cerimónia”.

42 - Aceita tudo em paz.

- Se não houver situações de confronto.

43 - Pessoas joviais são amadas por todos.

- Se não fizerem palhaçadas.

44 - Um sorriso trás boa sorte.

- Depende da expressão, da côr e do momento.

 

Envelhecer não é uma limitação, é um presente. Com a perspectiva certa e hábitos diários saudáveis, os anos após os 60, podem ser os mais gratificantes da vida. Vamos aceitar o envelhecimento sem medo.

(Hideki Wada)

 

 

Que rico presente!!!

A existência obedece a uma sinusoide matemática, que se estende a todo o incomensurável Universo, no topo da qual se encontra a entropia, a desordem o caos; a partir daí dá-se o recomeço organizativo do TODO.

Como toda a existência está ligada a esse TODO, e este, obedece a uma duração Cósmica pré-determinada, a vida nunca pode estar nas nossas mãos – quero dizer, naturalmente -, exceptuando os casos de acidente ou doença incurável.

Assim, a vida não está nas nossas próprias mãos.

A partir dos 60 anos, inicia-se o nosso percurso decadente, que, vagarosa e sorrateiramente, nos vai conduzindo para uma predestinação sem regresso.  

Quanto ao aceitar o envelhecimento sem medo, não é tarefa fácil!? Porque desconhecemos em absoluto as condições do apeadeiro onde vamos ser descarregados.

Dixi.

 

(António F. Silva)

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 17/04/2026

 

Obs:

 Apesar das 40 “sapientes” sugestões do Psicólogo Hideki Wada,

meu ver, entre a realidade e a ficção,

vislumbro mais, um realçado sinal

 publicitário.

Nota:

Recuso-me à utilização do AO90  

 

  

       

 

 

terça-feira, 14 de abril de 2026

IGUALDADE

 

O sonho da igualdade só cresce no

terreno do respeito pelas diferenças.

(Augusto Cury)

 

IGUALDADE

RÓWNOŚĆ

GLEICHWERTIGKEIT

BÌNH ĐẲNG

PERSAMAAN

समानता

 


Para podermos creditar ou não, a existência da igualdade, temos que nos embrenhar no âmago da matéria, (até ao momento conhecida), e olhar para a sua constituição, que é a que conglutina o Todo Universal.

Não me julgando eu cientista, porém uma ínfima partícula, imensamente inferior a uma bactéria desse Complexo Universal, vou tentar com unhas e dentes defender a minha dissertação, recorrendo à organização da matéria, até hoje investigada e provada, cujos resultados estão extensamente divulgados.

A IGUALDADE, que não passa de numa ilusão para muitos cérebros sem miolo, converteu-se numa realidade louvada, timonada por antolhos de um fanatismo exacerbado, que lhes oculta por completo a amplitude da realidade.

Toda a substância até hoje conhecida, consegue a sua vitalidade através de uma luta renhida, entre o NADA e o TUDO; isto é, entre a IGUALDADE e a DESIGUALDADE. Se uma destas partes não existisse, todo o Universo seria um vazio. Nós e tudo aquilo que conhecemos e vivenciamos, seria equivalente a ZERO ABSOLUTO.

É essa diferença entre partes, que permite a existência de tudo o que podemos ver, sentir e observar, até alcance, – embora limitado -, dos nossos sentidos, e com recurso à alta tecnologia ao nosso dispôr.

Depois disso, ficamos com a certeza de que só é possível abrolhar algo após uma entrelaçada luta entre duas essências diferentes; entre um MAIS e um MENOS, entre um ÂNODO e um CÁTODO, entre um POSITIVO e um NEGATIVO, entre um MACHO e uma FÊMEA. Só assim se gerou e continua a conceber tudo quanto existe.

Se uma das partes não existisse, o inexplicável NADA seria senhor absoluto, porém, igual a NADA. Logo, isento de qualquer esclarecimento. Primeiro, NADA é passível de NADA; segundo o NADA, segundo o conceito da palavra, congrega a existência de NADA.

Virando o azimute “louco” que acabei de traçar, vou passar a dissertar sobre ALGUMA COISA, como; a IGUALDADE ENTRE O SER HUMANO E A SUA EXISTÊNCIA, que é proveniente da tal luta entre dois factores, que, como podemos atestar, são desiguais; assim sendo, essa essa IGUALDADE nunca poderá ser uma realidade entre eles, porque foram criações elaboradas naturalmente, com defeitos e virtudes, quer de um lado quer de outro; melhor dizendo, à semelhança da Natureza que o gerou.

Reconheço que esta dissertação é bastante complexa, mas não encontro outra forma de o fazer, por forma a que todos compreendam. Paciência.

Ora, se a desigualdade é uma componente intrínseca do Ser Humano, como é possível estabelecer uma igualdade comunitária? Não passa de uma laracha.

Mas de todo, essa “igualdade” não será impossível; se realizada por administrações de bom senso, que em vez dos elementos que o constituem se governarem a si próprios para saciar a sua sofreguidão ambiciosa, chefiarem os cidadãos desinteressadamente.

Mesmo assim, a PARIDADE, só pode acontecer perante uma legislação clara e eficiente, que garanta essa equidade, - que somente se circunscreverá aos direitos e aos deveres; contudo, até hoje não conheci nenhum governo que fosse digno dessa proeza.

Quanto à parte material, como reza a Doutrina Marxista, esta, resume-se a uma nítida fantasia.

A IGUALDADE, apenas existe, no PRINCÍPIO e no FIM. Isto é, no nascer e no falecer.

Só compreende que sabe, e aceita quem quer.

Tenho dito.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 14/04/2026

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

  

 

   

 

 

 

domingo, 12 de abril de 2026

DEMOCRACIA FINGIDA=AUTOCRACIA

Quero que fique aqui bem frisado, que não racista nem xenófobo; respeito todas as edeologias políticas e religiosas, desde que não as queiram impor a mim.

Também não sou contra a imigração, que é sempre bem-vinda, - quando devidamente controlada, como é óbvio -, mas… “quem entra em minha casa, tem de cingir-se às regras existentes, porém, com absoluta liberdade de preferência”; se não aprova, que regresse ao seu país de origem.

(do Autor)

 

DEMOCRACIA FINGIDA=AUTOCRACIA

Scheindemokratie = Autokratie

Bhuẏā gaṇatantra = sbairatantra

Dân chủ giả tạo = Chế độ chuyên chế

Фальшива демократія = Автократія

 


    Muito deploro, mas sinto-me na obrigação de defender este meu credo, se bem que, desobrigado de fanatismos, todavia, com base nas circunstâncias pela frente tenho vindo a observar.

É do conhecimento geral o “saber” sobre o que é uma ditadura, e muito mais, aqueles que sofrerem ao atravessar o seu dificultoso caminho, como a mim tocou. Só que, existem duas formas de apresentar a ditadura; uma é através da realidade de quem por ela passou; outra, é aquela que reza a história, que sempre obedece a um “sabichinho” de tendência manipuladora do historiador, que se presta a dar mais brilho aos defeitos, do que às obras de benefício comum. Assim, sobrevém que a história pode não ser como foi na realidade, por ter sido adulterada pela forma como muitas vezes é descrita.

Hoje, Portugal considera-se um país democrata, onde a liberdade é “palavra do dia”. É deste modo, um estado, em que a capacidade do Governo emerge de um sufrágio popular; é um Estado de Direito.  Ou seja, uma situação governativa, em que a lei funciona em plena igualdade, (devia funcionar), para todos os cidadãos, protegendo-os, e permitindo-lhes também a liberdade expressiva dos seus juízos, que, quanto isto nada tenho a dizer, porque o Governo, “benevolente”, permite que “os cães ladrem, mas a caravana continua a avançar”.

Porém, as circunstâncias da Democracia, obviamente que têm de estar subordinadas a regulamentos, quando não, transformar-se-ão numa Anarquia, (que em Portugal, não andará muito longe), e nesse caso, cada um é livre de fazer o que lhe dá na cachimónia, da maneira que quer e lhe apetece.

Não quero com isto dizer, que a Autocracia, (Ditadura), seja melhor do que a Democracia, porque não é; contudo, para que a condição Democrática possa sobressair em toda a sua grandeza, é racional que os cidadãos devem apresentar firmes alicerces de educação; se deles são carenciados, que lhes sejam impostos, pelos princípios instituídos, para estabilizar a vivência social e mantê-la em plena harmonia; e é essa civilidade que tem vindo volatilizar-se no nosso país, com a entrada triunfal da presente “Democracia”, há meio século.

Essa vaporização tem tido grande influência na sociedade portuguesa, pelos exemplos transmitidos por alguns dos elementos da nossa estrutura governativa, que não são dotados da cidadania actina entre si. Não dão exemplos. Entabulam manigâncias por conta própria e são dotados de falta de lisura nos seus argumentos e compromissos; apenas tentam remendar atabalhoadamente as questões e os hábitos maliciosos, com verborreia rasca e bolorenta, da qual o povo já se sente empanturrado.

Ora, não é a este estado de coisas que podemos chamar de Democracia. É mais, uma Democracia encapotada, paraíso dos grandes e inferno dos pequenos.

Agora, vou à razão, pela qual a factual “Democracia Encapotada”, equivale uma “Ditadura real”.

Isto tem sido uma balda desenfreada.

Corrupção abrasiva de desvio de fundos para fora dos objectivos haviam sido destinados; diminuição de autoridade às entidades policiais, que são o garante da tranquilidade populacional; o povoamento de áreas do território, com imigrantes, uma maioria dos quais, que não se sabe onde penduram o pote, - daí resultando que já não se pode andar na rua sem a companhia do constrangimento  ou receio; aos profissionais na área do ensino e didactologia, também lhes foi diminuída a valorização nessas funções, - “até se dão ao luxo” de serem agredidos; daí resultando, que a qualidade do amestramento seja deficiente acompanhada da perda relativa de interesse, - a docência está em queda livre e a falta de professores já se faz sentir.

As forças policiais, que são o garante inquestionável da nossa tranquilidade, têm vindo a ser desvalorizadas e a sua autoridade restringida, - o apreço devido, não passa de uma miragem.

Quanto à justiça, a   lentidão processual jurídica, estica-se até mais não poder, quando se trata de “cão grande”, que abocanhou uns “milhões” à revelia das normas vigentes; o que não acontece com um “miserável ladrão de galinhas”, por ter assaltado uma capoeira e cometido o “roubo de um frango” para sua sobrevivência.

A inflação! Ai! Esta intumescência, abusivamente tem vindo a trepar a olhos vistos, aproveitando-se da instabilidade Mundial como catapulta, (desculpa), e o Governo não é capaz de lhe frear o andamento, impondo a determinação das percentagens lucrativas obrigatórias, na razão directa do valor da aquisição, - como era estabelecido há cinquenta anos atrás. Não, usa teoria do caracol a elevar-se lentamente por um mastro; “de dia sobe dois metros; e de noite, adormece e escorrega um”.

E foi por estas e muito mais situações, que Portugal ancorou à cauda da Europa.

Tudo isto parece irrisório; mas em mim, assoma-se-me à face um sorriso amarelo, que ma faz soltar a adrenalina, estremecer toda a minha constituição estrutural e psicológica, além provocar uma angústia como nunca lembro de ter passado no tempo da Ditadura. Estarei eu senil?!

Se calhar, é mesmo por estar velho e taralhouco!? Se assim é, não liguem, que a tolada vai passar.

Mas, mesmo com a cabeçona azoeirada, que isto carece de uma grande mutação, não tenho dúvidas.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 12/04/2026

 Nota;

Não uso o AO90

 

quarta-feira, 8 de abril de 2026

ENCONTRO IMPREVISTO

 

ENCONTRO IMPREVISTO

 Apesar de já decorridos cerca de dez anos, nunca se me varreu a imagem desta figura, que num momento crítico do meu percurso de “escrevinhador”, sem me conhecer de lado algum, manifestou a majestade do seu íntimo, pelos serviços que me dispensou a título altruísta, decorrente da minha abrasiva e sarcástica narrativa, ajustada naquela celebérrima frase, “sem pés nem cabeça”, - que ficará para a história -, veiculada pelo Jornal I, caligrafada e autenticada por Carlos Peixoto, à época, Deputado na Assembleia da República Portuguesa; “a nossa Pátria foi contaminada com a já conhecida peste grisalha”.

Recordam-se?

 Porque ‘stória é bastante densa e complexa, não me atrevo a estar pr’áqui a puxar o fio à meada do seu intricado enredo. Aqueles que, por simples curiosidade ou interesse genuíno, desejarem vasculhar a narrativa completa da ocorrência, só terão de inserir no motor de busca google, peste grisalha - de imediato lhes aparecerá todo o relambório, - que não é pequeno!?

  A continuar: para além da defesa que com perfeição e clareza lavrou, dirigida ao TEDH, (Tribunal Europeu dos Direitos do Homem), que culminou com a minha absolvição, ainda teve a gentileza de me haver concedido a sua franca amizade, até aos dias de hoje.

São factos que não devo, nem consigo esquecer.

O certo é que lá nos íamos contactando pelas vias de comunicação normais, porém, há muito tempo que não nos encontrávamos presencialmente.

Para além disto, apenas vinha assistindo, - quando podia -, às suas doutas análises de jurisprudência emitidas pela TVI, no programa “A SENTENÇA”, cujos contextos são baseados em factos reais. Perante as deliberações concisas e consolidadas nos estatutos da legislação em vigor, muito podem instruir aqueles, cujo conhecimento se encontra menos informado quanto à sapiência interpretativa, proveniente de uma figura, que, sem dúvida alguma, é detentora de uma bem dilatada trajectória jurídica na apreciação e deliberação das mais diversas causas.

Sucedeu que, no dia 29 de Março passado, recebi uma chamada telefónica do Sr. Dr. Juiz Hélder Fráguas, (que já foi Magistrado Judicial em variados Tribunais), a anunciar que se iria deslocar a Coimbra, e que teria muito prazer em realizarmos um encontro.

Dito e feito! Senti grande satisfação em nos voltarmos a ver pessoalmente, e termos oportunidade de manter uma “frugal” conversação sobre assuntos vários, de onde borbulharam, como seria de esperar, reminiscências do passado, ainda em repositório no córtex cerebral, a prateleira de arquivo que faz parte da nossa estrutura racional. Uma lavagem à alma!

Porque é uma figura pública, julgo que também me assiste o direito de levar a público o meu manifesto reconhecimento pela consideração ofertada.

E mais acrescento, as suas “lições” fazem sempre falta, porque a ignorância da lei não justifica o incumprimento da mesma. Por conseguinte, se soubermos onde pousamos os pés, será mais difícil cair nos buracos, que na causticante e imprevisível andarilhança da vida, por vezes se nos deparam.

Pela parte que me cabe, muito obrigado por tudo, Prezado Amigo, Dr. Juiz Hélder Fráguas.

Anseio que, para uma próxima “conferência”, (não sei quando), eu ainda exista, para mais uma assepsia da alma, - se assim se pode dizer.

 

 António Figueiredo e Silva

Coimbra, 08/04/2026    

 

sábado, 4 de abril de 2026

CARTA ABERTA AO MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA DE PORTUGAL

 


CARTA ABERTA AO MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA - PORTUGAL

 OPEN LETTER TO THE MINISTER OF INTERNAL ADMINISTRATION OF PORTUGA

                        THƯ NGỎ GỬI BỘ TRƯỞNG BỘ NỘI VỤ BỒ ĐÀO NH

OFFENER BRIEF AN DEN MINISTER FÜR INNENVERWALTUNG VON PORTUGAL

पुर्तगाल के आंतरिक प्रशासन मंत्री को खुला पत्र

 

 

Exmo. Sr.

Luís António Trindade Nunes das Neves

Ministro da Administração Interna

 

    Todos sabemos que este verão, - e outros seguirão, penso eu -, como V. Exª declarou, vai ser “muito duro” quanto a fogueiras, que, para além de “assarem castanhas e avelãs”, se prestam a “grelhar” e atazanar as mentes mais envelhecidas que são possuidoras de alguns metros quadrados florestados e não possuem meios financeiros, nem robustez física, para proceder à limpeza dos mesmos; isto é, fazê-lo,  ou mandar “rapar” ou roçar as “cabeleiras” aos pinhais – como sucedeu com o desleixo do nosso Governo, no concernente ao Pinhal de Leiria.  

Perante à legislação neste país edificada, não é de esperar outra coisa. O Governo, em vez de legislar sobre medidas contundentes a aplicar aos pirómanos, trasfega o “pecado” para os proprietários dos matagais, dos quais o Estado usufrui um colossal quinhão, que lamentavelmente tem mantido “ao-Deus-dará”.

Tenho cá p’ra mim, Sr. Ministro, que o miolo cinzento que enche a bola cabeçal do Homo Sapiens, foi concebido para raciocinar; porém, pelo que tenho vindo a observar durante o meu percurso de vida, que daqui a quatro meses, (se lá chegar), complementa oitenta e dois anos de longa caminhada, que esse Pseudo-Homo Sapiens, se tem vindo a metamorfosear num autêntico Homo Asininus.

No entanto, quero aqui clarificar, que não é minha pretensão colocar em dúvida, a “super-inteligência e a vivacidade” de V. Exª.!?

Todavia, fazendo prática do direito que a Democracia(zeca), em Portugal instituída, me confere, gostaria de aqui exprimir uma apreciação minha, que julgo estar dentro da moralidade, e também, da conveniência dos portugueses.

Em meu entender, as tituladas Autarquias, ou Municípios, - que são 308 -, deviam ter grupos apetrechados, para proceder aos desbastes de alguns desses matagais, por quantias mais suaves, destinadas àqueles que não têm possibilidades de o fazer – como eu.

Em meu entender, a concepção dos princípios legislativos, deve ser concebida por mentes ponderadas, de cérebro e olhos abertos, (isentos de estrabismo ou ambliopia), e aplicada segundo a sua literalidade, (letra de lei), de olhos cerrados, porém, com ponderação e moral.

Calculo que V. Exa. provavelmente irá questionar, aonde iríamos buscar tantos “marmanjos” para executar esse trabalho?!

Se assim raciocinou, “refectiu muitíssimo bem e dentro da coerência”; a cabeça foi feita p’ra isso mesmo; mas compreenda, nem sempre funciona como desejamos; ou porque geneticamente não fomos traçados com capacidade para isso, ou porque a conveniência nos atravanca o pensamento.

Contudo, não vou deixar de divulgar o que há muito vagueia no meu pensamento; existe muita gentinha neste país, a viver sob a protecção do RSI (Rendimento Social de Inserção); outros, com penas leves, residem em claustrofóbico confinamento nas penitenciárias portuguesas, e não deixam de não ser também, uma sobrecarga para o erário público – estes até carecem, “coitados”, de resfolgar um pouco de ar puro. Além disso, o trabalho habilita e educa.

Então e agora, Sr. Ministro, o que diz a isto?! - Caramba, até parece uma estrofe de António Aleixo.

Atentamente, (e atempadamente).

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 04 de Abril de 2026

Nota:

Não uso o AO90

 

 

 

 

 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

A COMPETÊNCIA DA INCOMPETÊNCIA

 

É preciso ter alguma “competência”, (manhosa),

para ser um incompetente inabilitado.

(Carla F. Silva)

A COMPETÊNCIA DA INCOMPETÊNCIA

 


    A competência da incompreensão, é um fenómeno, “estranho”; mas, o certo é, que ele existe; pode dizer-se mesmo, competência da incompetência; é crucial ser competente para ser-se incompetente. No fundo, aparenta uma realidade paradoxal, uma vez que reúne conceitos opostos; contudo, não deixa de não ter uma explicação lógica, e denunciadora de uma verdade escondida no interior de um pascácio.

Então, vou passar à minha elucidação alegórica, que corre o risco de poder não ser aceite, por não ser compreendida, por idiotice de muitos ou por deficiência crónica da minha pedagogia, uma vez que eu não me tenho como um Mestre.

Então vamos ao tema.   

Habitualmente, a pessoa honesta, franca e aberta, vive sempre no limiar da carência; por muito que labute raramente ou nunca, abarca o seu objectivo almejado. A seriedade cristalina, ainda que se nos afigure o inverso, é sempre uma barreira atravessada no trilho que leva ao sucesso.  

Aquele que nada faz, mas é bem aviado de lábia fluente, vivacidade e astúcia, mesmo sendo um idiota, é aquele que muitas vezes triunfa, e acaba por transformar-se num incapacitado mandatário, dono de uma capacidade não pura, porém, flatulenta. A sua mediocridade intelectiva, impede-o de reconhecer ou assumir, a sua incompetência. Esta perturbação causa-lhe uma agonia emocional que lhe prensa o espírito de tal maneira, que mesmo a dormir, não alcança a serenidade incorpórea.

Essa fenda psicológica, nódoa do incompetente, espelha-se principalmente em exibições materialistas, não por necessidade, mas porque sim. Se não mais, para fazer ver à sociedade, que está bem de vida, (mas não psicologicamente), e pode esbanjar à vontade! Apresenta-se inchado. É a única maneira, embora estúpida, que encontrou, para compensar a frustração nele interiorizada. A modéstia, a humildade e a contenção, nele não existem. Boas vestimentas, caríssimas máquinas, - na razão directa das suas posses, como é natural -, e avantajadas comezainas, onde   Baco e Pantagruel são as “divindades” mais veneradas. Além disso, está sempre convencido de que, a sua mediocridade, é a única “competência” ao cimo da terra.

Qualquer tentativa que façamos para chamá-lo à razão e demonstrar-lhe o inverso, ele valer-se-á frustradamente da sobranceria, como contrapeso para equilíbrio da sua incapacidade.

É uma forma, pode dizer-se, pouco louvável, de tentar encobrir o seu défice, existente na capacidade cognitiva e intelectual. Apesar de ser considerado figura desprotegida da Natureza, julga-se figura de alto gabarito.  Só que isso não será o suficiente; porque, se não formos competentes não sabemos que somos inteligentes.

Isto é que é uma gaita!? Para o que me havia de dar!

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 02/03/2026

 

Nota:

Não uso o AO90.

 




 

O VERMÍFUGO E OS VERMES

  “0s vermes só medram, onde existe podridão”. (Xi Jinping)   O VERMÍFUGO E OS VERMES        Gostei muito da filosofia que broto...