“Não sei com que armas a Terceira Guerra
Mundial será travada,
mas a Quarta será com paus e pedras”.
(Albert Einstein)
A CONVULSÃO GLOBAL
THE GLOBAL
UPHEAVAL
vaishvik
uthal-puthal
Global'nyye
potryaseniya
Quánqiú dòngdàng
SỰ BIẾN ĐỘNG TOÀN CẦU
Die globale Erschütterung
I pankósmia anatarachí
Tulburarea la
nivel mondial
Por razões diversas,
contemplo que não somos mais do que meros passageiros alapados na gôndola deste
“minúsculo” Balão Azul, actualmente em risco de rebentamento, que, com destino
ignorado, se desloca ligeiro através incomensurável e desconhecido Universo.
O caos aproxima-se;
porque os “grandes”, altercam entre si, insultam-se, arranham-se e tomam
decisões próprias e adversas, a seu bel-prazer; aos pequenos, o arbítrio é-lhes interdito e pagam
pelas desavenças e burricadas dos graúdos. Resta-lhes, desgostosos, reprimidos
e impotentes, meterem o rabo entre as pernas e ficarem quietos, sem dar pio.
A partir desta visão,
vou expôr e difundir a minha linha de de pensamento em relação a essa
perigosidade que me tem concedido algumas interrupções no meu repouso, que deveria
ser “sagrado”.
Após o breve prólogo,
vou passar à objectividade.
Pois bem:
Numa das
posições do Globo, permanece um idiota, narcisista, birrento, obstinado, que não
sabe ter uma conversa apropriada para o efeito devido; um enfermo intelectivo, convicto
de que é rei de uma monarquia por ele idealizada, e na sua depauperada visão,
que abarca o todo Mundo até à “Garganta” de Ormuz, sobre a qual, quer agora “impôr” o seu apadrinhamento.
Promete acabar com os conflitos em vinte e quatro horas e eles continuam a desenvolver-se,
sem tréguas à vista.
Ainda
não satisfeito com isso, alonga a sua
desvairada visão por mais 42.200 km e enceta uma alunagem, para a demarcação
territorial de todo aquele satélite, como sendo propriedade sua.
Realmente
a alucinação não tem limites.
E temos
a outrora América “democrática”, neste momento, como um país com a economia
numa situação vacilante, salientada miséria, onde muita gente habita na rua ou
em “definhadas” roulotes, os tiroteios, assassinatos e problemas com
drogas, são uma constante e a migração flui em massa, ultrapassando as mais
rigorosas barreiras.
No flanco global oposto,
outro habita, que, após haver ascendido ao topo da fasquia governativa, com mão
de ferro, transverteu a sua gestão numa
obstinada oligarquia, em que somente o dinheiro sustem o poder. Apesar de não
ter nada de asno nem de atrasado mental, a sua esperteza e inteligência, foram
minadas por uma ambição sem precedentes, levando-o a raciocinar que tudo o que
para ele era maninho, seria de fácil anexação; então, com recurso à utilização
de um “Pavôr Especial” provocatório, que actuaria, - pensava ele -, como
um indefectível fármaco para estimulação
de diarreias. Assim, esta droga também podia conceder ao território “estéril” uma
simples anexação e ficava o busílis ambicioso “negociado”, - pensava ele.
E se “bem” o raciocinou,
“melhor” o executou. Lançou um deflagrador de “caganeiras”, que apelidou de “Operação
Especial”, para se assenhorar do que não era sua pertença, e, como é hábito
dizer-se, o “saiu-lhe o tiro pela culatra”; não obstando, porém, que
muitas balas e estilhaços não tivessem esfouçado
milhares ou talvez milhões de vidas inocentes, - o que é deplorável e poderia ter
sido evitado.
Além disso, a economia
da sua área de governação, também iniciou um esboroamento e a população passou
a viver uma aflição constante, sob a canga repressiva da governação.
Uma grande chatice!
Há uma terceira posição,
também geo-referenciada, em que se apresenta uma figura, a meu ver de porte
exótico, detentora de uma dicção calculista, que me parece ser discreta na sua
actuação. Pouco pretensiosa, apesar de asseverar a sua implacabilidade na “caça”
à corrupção, não somente para as feras, como “tigres”, - altos
funcionários do partido -, mas também às “moscas” - pequenos burocratas
locais. Os primeiros, porque pugnam pela “degradação” de alto nível; os
outros porque velejam à sombra desse “apodrecimento” do qual também se
alimentam à fartazana.
Essa figura, não me
parece ser sujeita para longas dissertações de conversa-fiada, contudo, reparo
que através dos seus olhos meio fechados, a amplitude sua paralaxe consegue
medir horizontes distantes. A confirmar isso,
é notória a evolução técnica daquele país, depois da miséria legada pela
Segunda Guerra Mundial.
Por falar nisto, assomou-se-me
à memória uma frase que há mais de cinquenta anos eu li, numa revista Seleções
do Reader's Digest, e que assim vaticinava: “A China é
um Dragão a dormir com um ôlho fechado e outro meio aberto” - não me
recordo quem foi o autor da frase, mas o certo é que acertou.
Os três pontos que acabei de referir,
no meu entender, formam o Tripé que forma o Sustentáculo para o Equilíbrio Global.
Depois desta minguada
narrativa, já nem sinto carência nem paciência para linguajar sobre o Médio
Oriente, onde a tranquilidade também está completamente desarticulada.
Apraz-me acrescentar que,
só as três posições a que me referi, têm volumetria nuclear com capacidade
suficiente para plantar os “germes” para inabitabilidade em todo o Planêta.
Todavia, não deixo
passar em branco o Médio Oriente, que também “oferece” o seu pesado contributo
para risco global, por causa da teocracia governativa existente que naquela
imensa área administra. Porque, com o fanatismo não se deve brincar. Essa
condição espiritual não é uma enfermidade, é uma fé. E a convicção de ser
mártir, não constitui um sofrimento, contudo, um desejo pelo pela vida do além.
É por estas razões que
tenho vindo a dizer que a Terceira Guerra Mundial já venceu o estado de
inércia – prognóstico esse, que me tem granjeado o cognome de alienado.
Oxalá que eu
desacerte.
Ficaria feliz!
António Figueiredo e
Silva
Coimbra, 20 de Setembro
de 2026
Nota:
Não concordo com o AO90.

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