domingo, 20 de setembro de 2026

A CONVULSÃO GLOBAL

 

 “Não sei com que armas a Terceira Guerra Mundial será travada,

mas a Quarta será com paus e pedras”.

 (Albert Einstein)

 

A CONVULSÃO GLOBAL

THE GLOBAL UPHEAVAL

vaishvik uthal-puthal

Global'nyye potryaseniya

Quánqiú dòngdàng

SỰ BIẾN ĐỘNG TOÀN CẦU

Die globale Erschütterung

I pankósmia anatarachí

Tulburarea la nivel mondial

 


    Sobre este tema, não irei dissipar o tempo aos meus leitores, porquanto, os factos são de inteligível compreensão e a paciência, em parte, devido à minha idade, sinto já não ser muita.

Por razões diversas, contemplo que não somos mais do que meros passageiros alapados na gôndola deste “minúsculo” Balão Azul, actualmente em risco de rebentamento, que, com destino ignorado, se desloca ligeiro através incomensurável e desconhecido Universo.

O caos aproxima-se; porque os “grandes”, altercam entre si, insultam-se, arranham-se e tomam decisões próprias e adversas, a seu bel-prazer; aos  pequenos, o arbítrio é-lhes interdito e pagam pelas desavenças e burricadas dos graúdos. Resta-lhes, desgostosos, reprimidos e impotentes, meterem o rabo entre as pernas e ficarem quietos, sem dar pio.

A partir desta visão, vou expôr e difundir a minha linha de de pensamento em relação a essa perigosidade que me tem concedido algumas interrupções no meu repouso, que deveria ser “sagrado”.

Após o breve prólogo, vou passar à objectividade.

Pois bem:

Numa das posições do Globo, permanece um idiota, narcisista, birrento, obstinado, que não sabe ter uma conversa apropriada para o efeito devido; um enfermo intelectivo, convicto de que é rei de uma monarquia por ele idealizada, e na sua depauperada visão, que abarca o todo Mundo até à “Garganta” de Ormuz,  sobre a qual, quer agora “impôr” o seu apadrinhamento. Promete acabar com os conflitos em vinte e quatro horas e eles continuam a desenvolver-se, sem tréguas à vista.

Ainda não satisfeito com isso,  alonga a sua desvairada visão por mais 42.200 km e enceta uma alunagem, para a demarcação territorial de todo aquele satélite, como sendo propriedade sua.

Realmente a alucinação não tem limites.

E temos a outrora América “democrática”, neste momento, como um país com a economia numa situação vacilante, salientada miséria, onde muita gente habita na rua ou em “definhadas” roulotes, os tiroteios, assassinatos e problemas com drogas, são uma constante e a migração flui em massa, ultrapassando as mais rigorosas barreiras.      

No flanco global oposto, outro habita, que, após haver ascendido ao topo da fasquia governativa, com mão de ferro,  transverteu a sua gestão numa obstinada oligarquia, em que somente o dinheiro sustem o poder. Apesar de não ter nada de asno nem de atrasado mental, a sua esperteza e inteligência, foram minadas por uma ambição sem precedentes, levando-o a raciocinar que tudo o que para ele era maninho, seria de fácil anexação; então, com recurso à utilização de um “Pavôr Especial” provocatório, que actuaria, - pensava ele -, como um indefectível fármaco  para estimulação de diarreias. Assim, esta droga também podia conceder ao território “estéril” uma simples anexação e ficava o busílis ambicioso “negociado”, - pensava ele.

E se “bem” o raciocinou, “melhor” o executou. Lançou um deflagrador de “caganeiras”, que apelidou de “Operação Especial”, para se assenhorar do que não era sua pertença, e, como é hábito dizer-se, o “saiu-lhe o tiro pela culatra”; não obstando, porém, que muitas balas e estilhaços não  tivessem esfouçado milhares ou talvez milhões de vidas inocentes, - o que é deplorável e poderia ter sido evitado.

Além disso, a economia da sua área de governação, também iniciou um esboroamento e a população passou a viver uma aflição constante, sob a canga repressiva da governação.

 Uma grande chatice!

Há uma terceira posição, também geo-referenciada, em que se apresenta uma figura, a meu ver de porte exótico, detentora de uma dicção calculista, que me parece ser discreta na sua actuação. Pouco pretensiosa, apesar de asseverar a sua implacabilidade na “caça” à corrupção, não somente para as feras, como “tigres”, - altos funcionários do partido -, mas também às “moscas” - pequenos burocratas locais. Os primeiros, porque pugnam pela “degradação” de alto nível; os outros porque velejam à sombra desse “apodrecimento” do qual também se alimentam à fartazana.

Essa figura, não me parece ser sujeita para longas dissertações de conversa-fiada, contudo, reparo que através dos seus olhos meio fechados, a amplitude sua paralaxe consegue medir horizontes distantes. A confirmar isso,  é notória a evolução técnica daquele país, depois da miséria legada pela Segunda Guerra Mundial.

Por falar nisto, assomou-se-me à memória uma frase que há mais de cinquenta anos eu li, numa revista Seleções do Reader's Digest, e que assim vaticinava: “A China é um Dragão a dormir com um ôlho fechado e outro meio aberto” - não me recordo quem foi o autor da frase, mas o certo é que acertou.

Os três pontos que acabei de referir,  no meu entender, formam o Tripé que forma o Sustentáculo para  o Equilíbrio Global.

Depois desta minguada narrativa, já nem sinto carência nem paciência para linguajar sobre o Médio Oriente, onde a tranquilidade também está completamente desarticulada.

Apraz-me acrescentar que, só as três posições a que me referi, têm volumetria nuclear com capacidade suficiente para plantar os “germes” para inabitabilidade em todo o Planêta.

Todavia, não deixo passar em branco o Médio Oriente, que também “oferece” o seu pesado contributo para risco global, por causa da teocracia governativa existente que naquela imensa área administra. Porque, com o fanatismo não se deve brincar. Essa condição espiritual não é uma enfermidade, é uma fé. E a convicção de ser mártir, não constitui um sofrimento, contudo, um desejo pelo pela vida do além.

É por estas razões que tenho vindo a dizer que a Terceira Guerra Mundial já venceu o estado de inércia – prognóstico esse, que me tem granjeado o cognome de alienado.

Oxalá que eu desacerte.

Ficaria feliz!

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 20 de Setembro de 2026

Nota:

Não concordo com o AO90.

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