“0s
vermes só medram,
onde
existe podridão”.
(Xi
Jinping)
O VERMÍFUGO
E OS VERMES
Gostei muito da filosofia que brotou do raciocínio do autor da frase, no princípio deste trecho expressa. Uma metáfora, que, apesar de “salgada e avinagrada”, tem o seu quê de hilariante, (que não é para brincar), e, com exatidão, traduz a realidade daquilo que infelizmente tem vindo a sobrevir em consequência das “minhocas” que rabeiam nas “esterqueiras” administrativas, - e não só -, praticamente de todo o mundo.
Essas estrumeiras são genuínas
pocilgas, onde, disfarçadamente e em sigilosa obscuridade, esses animaizinhos
andam a saracotear, e em entrosada afeição se divertem, recreiam e reproduzem;
tudo à custa dos “lavradores”, - os seus mais devotos criados.
A multiplicação dessas
“larvas”, tem vindo fortalecer e a difundir o seu espalhamento como uma peste-nêgra,
e, enquanto os “agricultores”, não fizeram trabalhar a sua massa
cerebral para descobrirem uma contrapeçonha que lhes possa tolher a voracidade
destravada que os move, irão ser condenados à servidão toda a vida que lhes
restar. Só um vermífugo possante as conseguirá banir; não direi em absoluto, mas
a uma enorme talhada.
Xi Jinping, tem razão.
Não quero com isto
dizer, que na China os “vermes” não abundem; porém, à medida que vão
sendo descobertos, limpam-lhes o “sarampo”, sem dó nem piedade. E no que
concerne a crimes de corrupção e embuste, nem as figuras mais elevadas do poder
estão isentas da menor condescendência; quando essas “minhocas”, esses
“vermes”, são encontrados, - “até mesmo os rechonchudos” -, imediatamente
deixam de rabiar. A implacabilidade dos princípios instituídos naquela nação,
assim o determina.
Exagêro?! Sim, não
discordo. Mas, o que se pode chamar de excesso, obedece a uma determinada
relactividade; isto é, envolve vários elementos interligados, tais como; amizades,
familiares, compensações de gentilezas, ambição insaciável, etc.; mas lá, não há
pão p’ra porcos
É do conhecimento comum,
que a gatonice não acontece somente na China, apesar de ser um país de
governação ditatorial, de arrocho apertado e implacabilidade na aplicação das
decisões condenatórias. Isto ocorre também nas democracias multipartidárias,
como acontece com Portugal. Uma nação tão pequenina, e com tantas “larvas”
a infectar a estabilidade governativa, não no sentido de lealdade e clareza
administrativa, mas apenas no intuito de se governarem. E não existe “vermicida”
as liquide. A justiça deve ser independente e primar pela igualdade na sua
aplicação, e eu não observo isso. Talvez eu seja tolo, quem sabe!? Reconheço
que com o avançar da idade comecei a ter dificuldade em ver ao perto; porém,
para compensar, a minha visão abriu-se para longe, o que me permite observar o
que muitos não vislumbram.
O poder e o civismo, têm
andado a marinar numa carilada de hipocrisia, ostentação, egolatria,
oportunismo e ganância, que só nos tem vindo a conduzir para uma instabilidade
periclitante, se não mesmo, temerária. Por este andar, não prevejo outra
realidade. É duro, mas tenho de o dizer, ainda que correndo o risco de ouvir e
“ter de suportar” alguns carregamentos de parvoíces, lançados por palonços
idiotas, onde a sua ideologia principal é o fanatismo.
Aceito até, que alguns manca-mulas
me possam ironicamente dizer: então vai para a China.
Não, não vou. Podridão
por podridão, mais-quero esta, que já conheço, e, munido do escudo da
prudência, consigo passar pelas frinchas dessa bicharada.
Agora, que isto carece
de umas arrochadas, carece. Ninguém se entende.
As pessoas andam todas
apardaladas, frenéticas e sob grande tensão emotiva.
Já me passou pela
caixa-dos-pirolitos, que, se não há um Governo que tenha capacidade para
“liquidar” a bicharada que nos tem vindo a atormentar, seria melhor, através
das Instituições de Saúde Pública, (que também aparentam estar a caminhar para
a extinção), proceder à distribuição gratuita de umas doses de marijuana,
para acalmar sublevação há muito instalada, (com razão), no ZÉ Povinho.
Tomem nota: isto não está p’ra brincadeira!?
TEMOS DE ERRADICAR OU
EXPULSAR OS VERMES DESTE NOSSO JARDIM.
António Figueiredo e
Silva
Coimbra, 26/04/2026
Nota:
Não escrevinho sob as
regras do AO90.

Sem comentários:
Enviar um comentário