domingo, 26 de abril de 2026

O VERMÍFUGO E OS VERMES

 

“0s vermes só medram,

onde existe podridão”.

(Xi Jinping)

 

O VERMÍFUGO E OS VERMES

 


    Gostei muito da filosofia que brotou do raciocínio do autor da frase, no princípio deste trecho expressa. Uma metáfora, que, apesar de “salgada e avinagrada”, tem o seu quê de hilariante, (que não é para brincar), e, com exatidão, traduz a realidade daquilo que infelizmente tem vindo a sobrevir em consequência das “minhocas” que rabeiam nas “esterqueiras” administrativas, - e não só -, praticamente de todo o mundo.

Essas estrumeiras são genuínas pocilgas, onde, disfarçadamente e em sigilosa obscuridade, esses animaizinhos andam a saracotear, e em entrosada afeição se divertem, recreiam e reproduzem; tudo à custa dos “lavradores”, - os seus mais devotos criados.

A multiplicação dessas “larvas”, tem vindo fortalecer e a difundir o seu espalhamento como uma peste-nêgra, e, enquanto os “agricultores”, não fizeram trabalhar a sua massa cerebral para descobrirem uma contrapeçonha que lhes possa tolher a voracidade destravada que os move, irão ser condenados à servidão toda a vida que lhes restar. Só um vermífugo possante as conseguirá banir; não direi em absoluto, mas a uma enorme talhada.

Xi Jinping, tem razão.

Não quero com isto dizer, que na China os “vermes” não abundem; porém, à medida que vão sendo descobertos, limpam-lhes o “sarampo”, sem dó nem piedade. E no que concerne a crimes de corrupção e embuste, nem as figuras mais elevadas do poder estão isentas da menor condescendência; quando essas “minhocas”, esses “vermes”, são encontrados, - “até mesmo os rechonchudos” -, imediatamente deixam de rabiar. A implacabilidade dos princípios instituídos naquela nação, assim o determina.

Exagêro?! Sim, não discordo. Mas, o que se pode chamar de excesso, obedece a uma determinada relactividade; isto é, envolve vários elementos interligados, tais como; amizades, familiares, compensações de gentilezas, ambição insaciável, etc.; mas lá, não há pão p’ra porcos

É do conhecimento comum, que a gatonice não acontece somente na China, apesar de ser um país de governação ditatorial, de arrocho apertado e implacabilidade na aplicação das decisões condenatórias. Isto ocorre também nas democracias multipartidárias, como acontece com Portugal. Uma nação tão pequenina, e com tantas “larvas” a infectar a estabilidade governativa, não no sentido de lealdade e clareza administrativa, mas apenas no intuito de se governarem. E não existe “vermicida” as liquide. A justiça deve ser independente e primar pela igualdade na sua aplicação, e eu não observo isso. Talvez eu seja tolo, quem sabe!? Reconheço que com o avançar da idade comecei a ter dificuldade em ver ao perto; porém, para compensar, a minha visão abriu-se para longe, o que me permite observar o que muitos não vislumbram.    

O poder e o civismo, têm andado a marinar numa carilada de hipocrisia, ostentação, egolatria, oportunismo e ganância, que só nos tem vindo a conduzir para uma instabilidade periclitante, se não mesmo, temerária. Por este andar, não prevejo outra realidade. É duro, mas tenho de o dizer, ainda que correndo o risco de ouvir e “ter de suportar” alguns carregamentos de parvoíces, lançados por palonços idiotas, onde a sua ideologia principal é o fanatismo.  

Aceito até, que alguns manca-mulas me possam ironicamente dizer: então vai para a China.

Não, não vou. Podridão por podridão, mais-quero esta, que já conheço, e, munido do escudo da prudência, consigo passar pelas frinchas dessa bicharada.

Agora, que isto carece de umas arrochadas, carece. Ninguém se entende.

As pessoas andam todas apardaladas, frenéticas e sob grande tensão emotiva.

Já me passou pela caixa-dos-pirolitos, que, se não há um Governo que tenha capacidade para “liquidar” a bicharada que nos tem vindo a atormentar, seria melhor, através das Instituições de Saúde Pública, (que também aparentam estar a caminhar para a extinção), proceder à distribuição gratuita de umas doses de marijuana, para acalmar sublevação há muito instalada, (com razão), no ZÉ Povinho.

Tomem nota: isto não está p’ra brincadeira!?

TEMOS DE ERRADICAR OU EXPULSAR OS VERMES DESTE NOSSO JARDIM.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 26/04/2026

 

Nota:

Não escrevinho sob as regras do AO90.

 

 

  

 

 

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