domingo, 3 de maio de 2026

VERDADE, VERDADINHA

 

No rebusco à minha papelada, encontrei mais este escrito; porque a sua validade não expirou, procedo à sua publicação.

(do autor)

 

 

 A maior lição da vida é a de que,

às vezes, até os tolos têm razão.

Winston Churchill

 

VERDADE, VERDADINHA!

 


Serei eu um deles, quem sabe!?

Mesmo tendo a noção da não existência da VERDADE absoluta, em face das ocorrências que ao longo do meu percurso de vida tenho vindo a observar, estou obstinado em afiançar que esse absolutismo, em certas circunstâncias, é mesmo real.  Não obstante a doutrina filosófica que defende essa não "autocracia” ser aceite por algumas figuras “ilustres”, eu, ao observar a evidência de provas (apanhados com a boca na botija), não me subsistem dúvidas de que, na realidade, existem verdades que não podem usufruir de outro sentido interpretativo, que não seja mesmo o do absoluto. A VERDADE.

Na linha de pensamento em apreço, as conclusões nunca são espontaneamente paridas do nada. Então, se não é dúbia a existência de factos, é lógico que a autonomia da VERDADE está instalada. Casos há, que pela natureza e transparência das ocorrências expostas, não seria estritamente necessário recorrer ao esbulho, sob patrocínio legal do “trânsito em julgado”, para afogar ou fazer emergir a VERDADE, uma vez que os acontecimentos assim o demonstram.

Há uma certa confusão mental, sabida e deliberadamente organizada com recurso a benquerenças ou tributos, que estimulas uma grande talhada dos nossos políticos a conceberem “escudos” e “fortalezas de defesa”, que não são mais do que ratoeiras habilmente armadilhadas, que depois de serem lavradas em normas regulamentares, os amparam de todas as cavaladas que possam cometer, “canonizando” desde logo, as consequências nefastas das suas decisões, quando desvantajosas para a comunidade que governam, (ou deviam governar), com uma imunidade absoluta privilegiada, (não abrange os “súbditos”), que lhes asfixia toda a irresponsabilidade pelos actos cometidos. Não sei se me fiz compreender.

Bolas!... Para governar com “eficácia” o que não nos pertence, e mais, com isenção de quaisquer responsabilidades, é uma singularidade para a qual qualquer cidadão está apto, por mais desmiolado, incompetente ou imbecil que seja. Dá tudo certo; quem paga é sempre o Zé!?

Posto isto, penso que poderei questionar: que importância poderá ter a VERDADE, mesmo correndo sobre a popa das ondas, se a prancha onde se move é fabricada com conteúdos processuais recheados por folhas e folhas de factos reais, contudo, maceradas de teias de “embustice”, que tendem a “enevoar os olhos” dos julgadores, deformando deste modo a RAZÃO da orientação do absoluto que lhe é devido, transformando-a numa “VERDADE” aparente, inquinada ou mesmo, fantasiosa.

Desgraçadamente, neste estado social de “indigência”, o charco pútrido em que a alienação ressalta, é mais valorizada uma mentira bem artilhada, do que a VERDADE absoluta da RAZÃO.

Somente os idiotas não vêm isto.

VERDADE, VERDADINHA.

 

António de Figueiredo e Silva

Coimbra 10/12/2023

 

Nota:

Não utilizo as regras do AO90

  

 

 

  

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