No rebusco à minha papelada, encontrei mais este
escrito; porque a sua validade não expirou, procedo à sua publicação.
(do autor)
A maior lição
da vida é a de que,
às vezes, até os tolos têm razão.
VERDADE, VERDADINHA!
Serei eu um deles, quem
sabe!?
Na linha de pensamento em
apreço, as conclusões nunca são espontaneamente paridas do nada. Então, se não
é dúbia a existência de factos, é lógico que a autonomia da VERDADE está
instalada. Casos há, que pela natureza e transparência das ocorrências expostas,
não seria estritamente necessário recorrer ao esbulho, sob patrocínio legal do
“trânsito em julgado”, para afogar ou fazer emergir a VERDADE, uma vez
que os acontecimentos assim o demonstram.
Há uma certa confusão
mental, sabida e deliberadamente organizada com recurso a benquerenças ou
tributos, que estimulas uma grande talhada dos nossos políticos a conceberem
“escudos” e “fortalezas de defesa”, que não são mais do que ratoeiras
habilmente armadilhadas, que depois de serem lavradas em normas regulamentares,
os amparam de todas as cavaladas que possam cometer, “canonizando” desde logo,
as consequências nefastas das suas decisões, quando desvantajosas para a
comunidade que governam, (ou deviam governar), com uma imunidade absoluta
privilegiada, (não abrange os “súbditos”), que lhes asfixia toda a
irresponsabilidade pelos actos cometidos. Não sei se me fiz compreender.
Bolas!... Para governar
com “eficácia” o que não nos pertence, e mais, com isenção de quaisquer responsabilidades,
é uma singularidade para a qual qualquer cidadão está apto, por mais desmiolado,
incompetente ou imbecil que seja. Dá tudo certo; quem paga é sempre o Zé!?
Posto isto, penso que poderei questionar: que importância poderá
ter a VERDADE, mesmo correndo sobre a popa das ondas, se a prancha onde
se move é fabricada com conteúdos processuais recheados por folhas e folhas de
factos reais, contudo, maceradas de teias de “embustice”, que tendem a “enevoar
os olhos” dos julgadores, deformando deste modo a RAZÃO da orientação do
absoluto que lhe é devido, transformando-a numa “VERDADE” aparente,
inquinada ou mesmo, fantasiosa.
Desgraçadamente, neste estado social de “indigência”, o
charco pútrido em que a alienação ressalta, é mais valorizada uma mentira bem
artilhada, do que a VERDADE absoluta da RAZÃO.
Somente os idiotas não vêm isto.
VERDADE, VERDADINHA.
António de Figueiredo e Silva
Coimbra 10/12/2023
Nota:
Não utilizo as regras do AO90

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