sexta-feira, 1 de maio de 2026

RATAZANAS INFILTRADAS NO PODER

 

O homem que rouba a confiança do outro,

é o pior dos ladrões.

(textos Judaicos)

 

RATAZANAS INFILTRADAS NO PODER

 


    Não é inovação. É certo que, através dos tempos, o Poder sempre foi contagiado por essa bicharada roedora, que não olha a meios para atingir os fins. Todos sabemos disso.

O problema reside em que a sua proliferação em Portugal, (só vou referir-me a Portugal), tem vindo a aumentar na razão directa da “liberdade” criada, - somente para os seus elementos -, que lhes tem permitido o pouso numa alcândora aristocrática, circundada por um alvalade de intocabilidade.

Ulteriormente ao celebérrimo 25 de Abril, tenho assistido a uma proliferação sem precedentes, dessa animalada, que, por não haver um “raticida” que os refreie, ou umas “ratoeiras” que os encarcerem, continuam, impávidos e serenos, a roer as raízes do Símbolo da Liberdade, que, por falta de nutrição, têm vindo a definhar e a perder a sua tonalidade.

Maldita rataria!

Apesar da toca semicircular onde essa cambada se enfia, ser “um escudo de ferro” para a protecção dos elementos que a compõem, só quero que essa rateirada se lembre de que o “oxigénio” do descontentamento, pode enferrujar esse sistema defensivo e conduzi-lo à mais completa exterminação.

Isto anda tudo à toa, sem rei nem roque!

Porque a subserviência não tem razão de existir, perante uma igualdade tão fortemente apregoada, não tardará que muitos desse bando sofram consequências pela sua sofreguidão numismática e pela sua falta de honestidade. Pode demorar tempo, mas certamente que vai acontecer.

Porque isto, assim não pode continuar.

Devido a esse bando, essa cáfila, essa caterva de ratos, é que a pobreza tem vindo progredir neste território, enquanto os seus grupos se divertem a atirarem-nos poeira para os olhos, oriunda uma “democracia” imaginária, enquanto enchem o seu “bandulho digestivo” com todos os benefícios materiais que podem sacar; sempre sob a alçada de muralhas da impunidade por eles e para eles construídas.

Costuma o povo transmitir a seguinte metáfora: “quem parte e reparte, e não fica com a melhor parte, ou é burro ou não tem arte”.

Certo. Só que, na situação que nas entrelinhas me quero referir, não se trata de repartir; trata-se de governar um povo num verdadeiro estado democrático; com consciência, zelo e limpidez, com estrita igualdade na aplicação das regras decretadas.

É de lamentar! Mas estas probidades estão cada vez mais corrompidas, e ninguém faz nada para, já não digo acabar, mas reduzir essa cambada oportunista “roedora”, que a olhos vistos, trinca e devora as raízes da LIBERDADE, apodrecendo-a.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 1 de Maio de 2026

 

Nota:

Não utilizo as regras do AO90.



 

 

 

 

 

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