Duas coisas são
infinitas: o Universo e a estupidez Humana.
Mas, em relação
ao Universo, ainda não tenho bem a certeza.
(Albert Einstein)
A POLÉMICA
СУПЕРЕЧКА
DIE KONTROVERSE
爭議
CONTROVERSA
СПОР
di
kantraversye
विवाद
Quem não questiona, não
expõe e não se propõe a defender a sua razão, viverá na cegueira, e, quando finar,
ficará afastado da história, encoberto pelo manto da estupidez.
O pensamento interiorizado
taciturno, é limitador; quando não, obstrutivo. Confina e amarrotam os fundamentos,
não nos permitindo uma abertura para o Mundo que nos rodeia. A lâmina cortante
da sua severidade, castra a capacidade imaginativa e limita-nos a um beco sem
saída, sem termos a noção dos nossos erros. É isto que eu apelido de solidão
espiritual.
O diálogo, - liberto de altercações -, é a
melhor forma de podermos viver em euritmia colectiva e em paz com nós próprios.
Como tal, é através da interlocução que brota a luz da sabedoria, da
compreensão, da humildade e noção do nosso EU; porque, a obstinação não manifesta
a sua presença, a birra e a obcecação, deixam de ocupar um lugar de proeminência.
Tenho por isso, que o
pensamento dialético, é a melhor forma a optar, para manter uma educação saudável
e contribuir para o enriquecimento da sabedoria; porque permite interrogar e
questionar, com ponderação e anuência necessárias, quase tudo o que se
relaciona com as interrogações que nos vogam na alma, sem condicionarmos a
nossa forma de pensar. Liberta-nos da prisão do pensamento rígido, que nos pode
encaminhar para o túnel da ansiedade descontrolada que apenas tem dois
caminhos; um para a idiotice outro para a loucura; para os quais, não remédio
nem mezinhas que as possam suturar.
A controvérsia, é sempre
necessária; não invalidando, contudo, que não tenhamos momentos meditativos em
que um diálogo interno sobrevive dentro de nós, para aferir e aumentar a nossa
autoconsciência.
É um processo valioso
para enriquecimento intelectivo, conquanto que, muito pouco aproveitado por
muitos néscios, que confundem um debate com uma discussão. No sentido de salvaguardar
esta minha asserção, entendo que é meu dever, conceder um ligeiro
esclarecimento aos “nabos”, independentemente do “terreno social onde se
encontrem plantados”: em quanto do primeiro caso, (debate), sobrevem uma permuta
de saberes, no segundo, (discussão), há um câmbio de ignorâncias.
António Figueiredo e
Silva
Coimbra 10/02/2025
Nota:
Recuso-me à aplicação das normas do AO90.
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