quinta-feira, 31 de julho de 2025

FRASES, PALAVRAS OU “PALAVRÕES”


  “A língua portuguesa não é apenas

 um meio de comunicação,

mas um espaço de identidade”.

(Fernando Pessoa)

 

 

FRASES, PALAVRAS OU “PALAVRÕES”

 


Pode a minha apreciação arredar-se da simpatia, porém, tenho por interessante, escrever sobre este assunto.

Quem não gostar da palhada, escusa de escoucinhar, contudo, sem perder o direito de barafustar.

No que diz respeito à língua portuguesa, que é possuidora de uma grande amplitude lexical, eu, no espaço da minha relactiva ignorância e dentro do meu parco saber, sempre caprichei pela sua pureza; embora também cometa erros de palmatória – bem, mas eu não sou doutorado, nem, com a provecta idade que tenho, disso alimento qualquer aspiração.

Porém, o que me leva a redaccionar este articulado, que nada tem de bajulador, contudo, de condenatório, é fruto das inúmeras observações que tenho dedicado, a ouvir alguns fala-barato nos noticiários, entrevistas ou conversas de peixaria, lançados nos diversos canais das nossas televisões. Até os que badalam ou escrevinham no rodapé, se esquecem de que estão a falar para milhões de portugueses, - e as “cavaladas” também influenciam. A repetição contínua, configura catequização.

Bou aqui botar, algumas pérolas, lançadas por muitos idiotas a coberto de um canudo, cuja utilidade apenas lhes serviu para ver Braga:

- Eu acho. Utilizam esta mulêta, sem terem encontrado nada.

- O que tanho a dezer. Outra parolice, por sinal risível, de muitos intelectuais.

- Támem penso assim.  Esta é de matar! Bocábulo muito em voga.

- Ofecial Melitar. Uma frase merece um loubor, com direito a uma medalha de cortiça.

- Teatro de guerra, teatro de operações, em cima da mesa. São de repetição constante, que nauseiam quem ouve este rame-rame.

- Num bou desestir. Também já oubi disto.

- Aham! Enfim… é, como debe ser. Já muito polidas pelo uso, quando a dicção fracassa.

- Linhas vermelhas. Frase bastante utilizada, por volatilização dos termos: fronteira, limite, extremo, baliza, etc.

- Muito importante. Que por vezes nem tem importância alguma!?

- Na minha interpetação. Esta é de recorrer a um fonoaudiólogo.

- Efectivamente. A frequência deste vocábulo, já fatiga!

- Acôrdos. Se na minha 4ª classe eu assim pronunciasse, tinha direito duas palmatoadas, para mundificar as mãos e abrir a mioleira.

- Fabricação, contratação. Uhu! Já tinha que “oferecer” a palma da minha mãozinha à professora.

Muito mais matéria haveria para bojardar, mas bou quedar por aqui; não sem antes referir, que é preferível um punhado de palavras bem pronunciadas, do que um cesto de vocábulos incorrectos.

Agora, quem não apreciar, que dar uma bolta para apanhar ar fresco na mona, que muito ajuda a abrir a mente.

E para concluir, faço questão de relembrar aos idiotas e aos pseudo-intelectuais, que, A LÍNGUA É A ALMA DE UM POVO.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 31/07/2025

Nota:

Não uso o AO90

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 30 de julho de 2025

INCENDIÁRIOS

 

                                                               O psiquismo está sempre na linha da frente,

como escudo de defesa daqueles que

praticam actos criminosos.

(António Figueiredo e Silva)

 

INCENDIÁRIOS

 


A mania de atear fogos, segundo a Ciência Psiquiátrica e Psicológica, é um desejo mórbido; ou seja, uma apetência patológica para incendiar, inflamar, queimar e “derreter”, para satisfação pessoal do autor.

Que eu saiba, o córtex cerebral, para além de não ser legível, é insondável. Logo, as conjecturas científicas, assentam na suposição e não na evidência propriamente dita. Claro que, todos temos o poder de fazer tudo o que nos passa pela mente; porém, sujeitamo-nos a ser responsabilizados pelas consequências das acções praticadas, - sejam elas boas ou más. Isto é, colheremos os frutos germinados em função do nosso comportamento.

Como mania, comumente justificada pelos cânones do psiquismo, esta pode também levar à execução de quaisquer outros factos tendenciosos, por norma, com consequências nefastas para o próximo ou mesmo, para as comunidades; actualmente, este acto criminoso da piromania, tem tido resultados muito malévolos para a Comunidade Global.

É para isso que existe um traçado de princípios, titulados de LEI, para nivelar, corrigir ou refrear, o comportamento de todos os que a essas normas estão sujeitos; estes preceitos são sempre concebidos e estabelecidos, em função dos usos e costumes, tidos nas diversas sociedades onde estão inseridos.

Sabemos que as queimadas, por deleite ou com fins pecuniários, como as mesmas, têm vindo a alastrar por todo o Mundo, e, quando os eus autores são apanhados, aparece de imediato a “doença mental” em sua defesa, e a punição não tem peso que devia; vai uns dias ou uns meses para uma instituição correcional, fica em prisão domiciliária ou não é nenhum, – alinhavado ainda, por um condescendente coitadinho!!!

Os pirómanos, são verdadeiros assassinos, e contribuem grandemente para a desestabilização climática que se têm feito sentir – não só em Portugal, porém em todo o Globo.

Cá, em Portugal, incriminam com a falta de limpeza nas florestas como “responsáveis” pelos incêndios. As florestas sempre existiram, (ainda existem muitas), e os fogos nunca se propagaram tanto como hoje. É aterrador! Lamentável.

Considero que a floresta é um ser vivo. Ela tem a capacidade Natural para a selecção e regeneração do seu todo, sem carecer da intervenção do Ser Humano – e muito menos dos incendiários.

Será que não há ninguém com coragem e pertinácia para desenvolver uma lei, dura e implacável, para “cortar o oxigénio” aos incendiários, sem olhar às excentricidades que os “iluminam” ou à parte lucrativa que os move?!

No dia em que isso suceder, AS LABARÊDAS, EM GRANDE PARTE, SERÃO ABAFADAS.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 30/07/2025

 

Nota:

Não uso o AO90

 

 

 

 

 

      

 

 

 

 

 

      

 

 

NAQUELE TEMPO!

  Honestidade sem erudição, é franzina e escusada; sabedoria sem rectidão, é indesejável e aterradora.   (António Figueiredo e Silva) ...