sábado, 4 de abril de 2026

CARTA ABERTA AO MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA DE PORTUGAL

 


CARTA ABERTA AO MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA - PORTUGAL

 OPEN LETTER TO THE MINISTER OF INTERNAL ADMINISTRATION OF PORTUGA

                        THƯ NGỎ GỬI BỘ TRƯỞNG BỘ NỘI VỤ BỒ ĐÀO NH

OFFENER BRIEF AN DEN MINISTER FÜR INNENVERWALTUNG VON PORTUGAL

पुर्तगाल के आंतरिक प्रशासन मंत्री को खुला पत्र

 

 

Exmo. Sr.

Luís António Trindade Nunes das Neves

Ministro da Administração Interna

 

    Todos sabemos que este verão, - e outros seguirão, penso eu -, como V. Exª declarou, vai ser “muito duro” quanto a fogueiras, que, para além de “assarem castanhas e avelãs”, se prestam a “grelhar” e atazanar as mentes mais envelhecidas que são possuidoras de alguns metros quadrados florestados e não possuem meios financeiros, nem robustez física, para proceder à limpeza dos mesmos; isto é, fazê-lo,  ou mandar “rapar” ou roçar as “cabeleiras” aos pinhais – como sucedeu com o desleixo do nosso Governo, no concernente ao Pinhal de Leiria.  

Perante à legislação neste país edificada, não é de esperar outra coisa. O Governo, em vez de legislar sobre medidas contundentes a aplicar aos pirómanos, trasfega o “pecado” para os proprietários dos matagais, dos quais o Estado usufrui um colossal quinhão, que lamentavelmente tem mantido “ao-Deus-dará”.

Tenho cá p’ra mim, Sr. Ministro, que o miolo cinzento que enche a bola cabeçal do Homo Sapiens, foi concebido para raciocinar; porém, pelo que tenho vindo a observar durante o meu percurso de vida, que daqui a quatro meses, (se lá chegar), complementa oitenta e dois anos de longa caminhada, que esse Pseudo-Homo Sapiens, se tem vindo a metamorfosear num autêntico Homo Asininus.

No entanto, quero aqui clarificar, que não é minha pretensão colocar em dúvida, a “super-inteligência e a vivacidade” de V. Exª.!?

Todavia, fazendo prática do direito que a Democracia(zeca), em Portugal instituída, me confere, gostaria de aqui exprimir uma apreciação minha, que julgo estar dentro da moralidade, e também, da conveniência dos portugueses.

Em meu entender, as tituladas Autarquias, ou Municípios, - que são 308 -, deviam ter grupos apetrechados, para proceder aos desbastes de alguns desses matagais, por quantias mais suaves, destinadas àqueles que não têm possibilidades de o fazer – como eu.

Em meu entender, a concepção dos princípios legislativos, deve ser concebida por mentes ponderadas, de cérebro e olhos abertos, (isentos de estrabismo ou ambliopia), e aplicada segundo a sua literalidade, (letra de lei), de olhos cerrados, porém, com ponderação e moral.

Calculo que V. Exa. provavelmente irá questionar, aonde iríamos buscar tantos “marmanjos” para executar esse trabalho?!

Se assim raciocinou, “refectiu muitíssimo bem e dentro da coerência”; a cabeça foi feita p’ra isso mesmo; mas compreenda, nem sempre funciona como desejamos; ou porque geneticamente não fomos traçados com capacidade para isso, ou porque a conveniência nos atravanca o pensamento.

Contudo, não vou deixar de divulgar o que há muito vagueia no meu pensamento; existe muita gentinha neste país, a viver sob a protecção do RSI (Rendimento Social de Inserção); outros, com penas leves, residem em claustrofóbico confinamento nas penitenciárias portuguesas, e não deixam de não ser também, uma sobrecarga para o erário público – estes até carecem, “coitados”, de resfolgar um pouco de ar puro. Além disso, o trabalho habilita e educa.

Então e agora, Sr. Ministro, o que diz a isto?! - Caramba, até parece uma estrofe de António Aleixo.

Atentamente, (e atempadamente).

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 04 de Abril de 2026

Nota:

Não uso o AO90

 

 

 

 

 

4 comentários:

  1. É assim mesmo. Ainda vieste a tempo de lhe dar as amêndoas pois até ás 24h00 ainda é Páscoa.

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  2. O texto apresenta uma posição clara e inequívoca, o que constitui um dos seus principais pontos fortes. A mensagem é facilmente apreendida e a linguagem direta permite captar atenção de forma imediata, transmitindo autenticidade e envolvimento pessoal do autor.

    No entanto, essa intensidade emocional não é acompanhada por uma estrutura argumentativa sólida. O texto não segue uma progressão lógica que organize o raciocínio, como a identificação de um problema concreto, a apresentação de evidência, a análise do impacto e a formulação de propostas. Esta ausência de estrutura compromete a clareza e reduz significativamente a capacidade de persuasão.

    Acresce a falta de evidência que sustente as afirmações apresentadas. A inexistência de dados, exemplos concretos ou referências verificáveis fragiliza a credibilidade do conteúdo, tornando-o facilmente descartável por leitores mais exigentes ou por decisores institucionais.

    A linguagem utilizada constitui outro ponto crítico. O recurso a expressões agressivas e, em alguns casos, ofensivas, desloca o foco da mensagem para o tom, diminuindo a legitimidade da crítica. Em vez de reforçar o argumento, este registo tende a gerar rejeição e a facilitar a sua desvalorização.

    Verifica-se também uma personalização excessiva do discurso, centrada no indivíduo e não nas decisões ou políticas. Esta abordagem fragiliza o conteúdo, ao reduzir a crítica a um plano pessoal, afastando-a de uma análise objetiva e dificultando qualquer resposta substantiva.

    Por fim, o texto não apresenta propostas concretas nem solicitações claras. A identificação de problemas, sem indicação de caminhos ou exigência de medidas específicas, limita o seu potencial de gerar impacto ou provocar ação.

    Em síntese, o texto revela uma forte carga emocional e capacidade de captar atenção, mas carece de estrutura, fundamentação e precisão no registo. Com ajustes relativamente simples, poderia evoluir de um desabafo para um instrumento de crítica eficaz e credível.

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  3. Aceito e fico muito grato pelo comentário inserido, e pincipalmente, pela veia filosófica nele contida.
    Apesar disso, não deixo de dizer: escrevo como sei e em função do meu estado emotivo.
    Nunca no intuito de agradar a toda a gente, nem para que todos compreendam.
    Além disso, sempre fiz questão de apresentar a minha identificação, e "dar a minha cara", desprotegidas do guarda-chuva do secretismo.

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  A vida é feita de movimento. Mesmo quando estamos parados, algo está sempre a acontecer à nossa volta. (Desconheço o Autor)   É ...