CARTA ABERTA AO MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA - PORTUGAL
OPEN LETTER TO THE MINISTER OF INTERNAL ADMINISTRATION OF PORTUGA
THƯ NGỎ GỬI BỘ TRƯỞNG BỘ NỘI VỤ BỒ ĐÀO NH
OFFENER BRIEF AN DEN MINISTER FÜR INNENVERWALTUNG VON PORTUGAL
पुर्तगाल के आंतरिक प्रशासन मंत्री को खुला पत्र
Exmo. Sr.
Luís António Trindade Nunes das Neves
Ministro da Administração Interna
Perante à legislação
neste país edificada, não é de esperar outra coisa. O Governo, em vez de
legislar sobre medidas contundentes a aplicar aos pirómanos, trasfega o “pecado”
para os proprietários dos matagais, dos quais o Estado usufrui um colossal
quinhão, que lamentavelmente tem mantido “ao-Deus-dará”.
Tenho cá p’ra mim, Sr.
Ministro, que o miolo cinzento que enche a bola cabeçal do Homo
Sapiens, foi concebido para raciocinar; porém, pelo que tenho vindo a
observar durante o meu percurso de vida, que daqui a quatro meses, (se lá
chegar), complementa oitenta e dois anos de longa caminhada, que esse Pseudo-Homo
Sapiens, se tem vindo a metamorfosear num autêntico Homo Asininus.
No entanto, quero aqui
clarificar, que não é minha pretensão colocar em dúvida, a “super-inteligência
e a vivacidade” de V. Exª.!?
Todavia, fazendo prática
do direito que a Democracia(zeca), em Portugal instituída, me confere, gostaria
de aqui exprimir uma apreciação minha, que julgo estar dentro da moralidade, e
também, da conveniência dos portugueses.
Em meu entender, as
tituladas Autarquias, ou Municípios, - que são 308 -, deviam ter grupos
apetrechados, para proceder aos desbastes de alguns desses matagais, por
quantias mais suaves, destinadas àqueles que não têm possibilidades de o fazer
– como eu.
Em meu entender, a concepção
dos princípios legislativos, deve ser concebida por mentes ponderadas, de cérebro
e olhos abertos, (isentos de estrabismo ou ambliopia), e aplicada segundo a sua
literalidade, (letra de lei), de olhos cerrados, porém, com ponderação e moral.
Calculo que V. Exa.
provavelmente irá questionar, aonde iríamos buscar tantos “marmanjos”
para executar esse trabalho?!
Se assim raciocinou, “refectiu
muitíssimo bem e dentro da coerência”; a cabeça foi feita p’ra isso mesmo; mas
compreenda, nem sempre funciona como desejamos; ou porque geneticamente não
fomos traçados com capacidade para isso, ou porque a conveniência nos atravanca
o pensamento.
Contudo, não vou
deixar de divulgar o que há muito vagueia no meu pensamento; existe muita
gentinha neste país, a viver sob a protecção do RSI (Rendimento Social
de Inserção); outros, com penas leves, residem em claustrofóbico confinamento nas
penitenciárias portuguesas, e não deixam de não ser também, uma sobrecarga para
o erário público – estes até carecem, “coitados”, de resfolgar um pouco
de ar puro. Além disso, o trabalho habilita e educa.
Então e agora, Sr. Ministro, o que diz a isto?! - Caramba, até parece uma estrofe de António Aleixo.
Atentamente, (e
atempadamente).
António Figueiredo e
Silva
Coimbra, 04 de Abril de 2026
Nota:
Não uso o AO90
É assim mesmo. Ainda vieste a tempo de lhe dar as amêndoas pois até ás 24h00 ainda é Páscoa.
ResponderEliminarSe calhar são duras de roer.
EliminarO texto apresenta uma posição clara e inequívoca, o que constitui um dos seus principais pontos fortes. A mensagem é facilmente apreendida e a linguagem direta permite captar atenção de forma imediata, transmitindo autenticidade e envolvimento pessoal do autor.
ResponderEliminarNo entanto, essa intensidade emocional não é acompanhada por uma estrutura argumentativa sólida. O texto não segue uma progressão lógica que organize o raciocínio, como a identificação de um problema concreto, a apresentação de evidência, a análise do impacto e a formulação de propostas. Esta ausência de estrutura compromete a clareza e reduz significativamente a capacidade de persuasão.
Acresce a falta de evidência que sustente as afirmações apresentadas. A inexistência de dados, exemplos concretos ou referências verificáveis fragiliza a credibilidade do conteúdo, tornando-o facilmente descartável por leitores mais exigentes ou por decisores institucionais.
A linguagem utilizada constitui outro ponto crítico. O recurso a expressões agressivas e, em alguns casos, ofensivas, desloca o foco da mensagem para o tom, diminuindo a legitimidade da crítica. Em vez de reforçar o argumento, este registo tende a gerar rejeição e a facilitar a sua desvalorização.
Verifica-se também uma personalização excessiva do discurso, centrada no indivíduo e não nas decisões ou políticas. Esta abordagem fragiliza o conteúdo, ao reduzir a crítica a um plano pessoal, afastando-a de uma análise objetiva e dificultando qualquer resposta substantiva.
Por fim, o texto não apresenta propostas concretas nem solicitações claras. A identificação de problemas, sem indicação de caminhos ou exigência de medidas específicas, limita o seu potencial de gerar impacto ou provocar ação.
Em síntese, o texto revela uma forte carga emocional e capacidade de captar atenção, mas carece de estrutura, fundamentação e precisão no registo. Com ajustes relativamente simples, poderia evoluir de um desabafo para um instrumento de crítica eficaz e credível.
Aceito e fico muito grato pelo comentário inserido, e pincipalmente, pela veia filosófica nele contida.
ResponderEliminarApesar disso, não deixo de dizer: escrevo como sei e em função do meu estado emotivo.
Nunca no intuito de agradar a toda a gente, nem para que todos compreendam.
Além disso, sempre fiz questão de apresentar a minha identificação, e "dar a minha cara", desprotegidas do guarda-chuva do secretismo.