O DEBATE

 



  A corpulência agressiva da voz e a interrupção do diálogo,

não permutam a profundidade do conceito;

 porém, afastam o crédito àquele que segue por essas vias.

(António Figueiredo e Silva)


O DE(S)BA(S)TE

 

    Certa ou errada, é esta a minha apreciação, à qual não renunciarei.

A última conversação, (peleja) televisiva, entre os dois “peregrinos a Belém”, segundo a minha análise, não foi bem um debate; por causa de um deles, assemelhou-se mais um DESBASTE”, por um lado, com benefício para outro. 

Mas, entendo ser minha obrigação salientar, que, apesar de algumas verdades que exibe, não sou protector de André Ventura. Não confio nos seus prometimentos. Muito ele “cacareja”! Contudo, é como as galinhas; trilha sempre a mesma cantilena, e às tantas não tem “cloaca” para pôr os “ovos”, (sem gema), com os quais se propõe a presentear os portugueses! Fala, fala, gesticula e “ralha”, em demasia; atravessa-se nos diálogos, para cindir sequência da prosa ao seu antagonista. Considero isso um comportamento rasca, anti-cívico, e nada conveniente para um postulante uma presidência de república; não tem uma atitude com nobreza para esse cargo. Não, entendo que este não serve para ser o “messias” da comunidade portuguesa. A sua euforia, assenta mais no carácter propagandístico e na ânsia de poleiro, do que no cerne da confiança. É esta a minha convicção.

Já o primeiro, António José Seguro, conquanto que houvesse passado o seu cocuruto por baixo da concha da pia baptismal marxista, afigura-se-me ser mais sensato, menos farsante e mais comedido na sua dicção e na sua educação cívica; respeita ao seu antagonista o espaço de palratório, ouvindo-o com serenidade, e tem mostrado uma postura mais venerável, mais aristocrática e com maior sobriedade presencial, para o lugar a que se propõe; ser Presidente da República Portuguesa.

Considerando que esta, não é uma ocorrência legislativa, não me vou reprimir de tomar a minha decisão. Tem de ser.

Apesar de sentir-me, “entre a cruz e a espada”, reafirmo o que hei divulgado há uns dias atrás, nas entrelinhas de um artigo lavrado por mim no presente blog (ESCUTAI…)

 O meu sufrágio será para o cidadão, António José Seguro.

Contudo, isto não invalida que, “cada um fique com a sua e eu com a minha”!?

Respeitarei todas as opiniões.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 30/01/2026


Nota:

Não uso o AO90  

 

 

 

 

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