sexta-feira, 5 de julho de 2019

ESTA É "GENIAL"!

“O poder só pode agradar aos tolos e aos predestinados.
Os tolos desejam-no pelas vantagens que dele esperam.
Os predestinados gozam-no pelo que para eles representa”.

(António Salazar)


ESTA É “GENIAL”!

Com a minha fraca erudição, ao interpretar com alguma “deficiência” a citação de António de Oliveira Salazar, fico como o bêbado no meio da ponte, sem saber se aqueles que detêm o poder, são palermas ou predestinados; mas sou capaz de ficar pela primeira premissa, ao analisar o estado caótico e desarticulado que tem perseguido os portugueses, como se tratasse de uma faraónica maldição.
Isto tem sido e continua a ser, uma “seara” abarrotada de pobres de espírito, que tem permitido que, mafiosos, espertalhões e oportunistas, com alguns patêgos manhosos pelo meio - todos sem escrúpulos - descaradamente se vão se orientando, à grande e à francesa, sem que ninguém lhes ponha o freio nos dentes ou tenha coragem de os meter, num estábulo, pocilga ou gaiola por tempo indeterminado.
 O Continente Europeu, não é, por certo, comparado a uma qualquer tenda de feira, onde se regateia o preço de umas cuecas, de umas chancas ou tamancos, de uma samarra ou de um chapéu. É uma coisa muito séria. É dali que provêm as orientações para as diversas nações, agregadas entre si a essa confederação, entre todas acordada e ratificada; como tal, o seu parlamento deve ser constituído por pessoas com idoneidade avalisada, desobrigadas de qualquer mancha ou desconfiança, pendentes na sua carreira política. Logo, não concordo com as palavras do sr. Avaro Amaro, ao afirmar categoricamente que ser de deputado e arguido é “absolutamente compatível”. Só se for na sua cabeça, porque na minha não é, nem na cabeça da maioria dos portugueses - a menos que se encontrem em estado de debilidade mental.
No caso em apreço, entendo que primeiro deviam ser “higienizadas” as desconfianças que sobre o seu “lombo” recaem, e depois poderia seguir o seu caminho, como um papalvo ou como um predestinado – isso já não questiono porque seria ou será, uma opção sua, com a qual nada tenho a ver.
Agora, quanto à infeliz frase, em que o sr. Álvaro Amaro assevera que é “absolutamente compatível” ser eurodeputado e “arguido”, decididamente, NÃO ESTOU DE ACORDO.
E o resto, são cantigas; é aminha opinião.

António Figueiredo e Silva
Coimbra, 05/07/2017
Atenção:Continuo com a minha teimosia
em não utilizar o Novo Acordo Ortográfico.



quarta-feira, 3 de julho de 2019

A "PASSARADA"


Neste país de democracia adulterada, a imparcialidade da lei
não está ao alcance de todos. Em caso de detenção,
“os miseráveis” estão impedidos de mercar a sua liberdade
ou travar o andamento processual.
(A. Figueiredo)

A “PASSARADA”
(Parte dela)


Não sei se leram sobre o regime implantado por Mao Zedong (Mao Tsé-Tung), cujo governo eu jamais desejaria para Portugal, mas chamei-o à colação por causa de uma medida que ele pensou e fez executar em toda a China. Esta medida visava a exterminação por exaustão, da maioria da passarada, que ele considerava, os comilões de uma grande parte dos cereais, colocando em risco a sobrevivência da população chinesa; é evidente que isto resultou numa catástrofe ainda maior, mas isso é outra vertente.
Lembrei-me desta passagem, uma vez que, por analogia, por cá também existem uns bandos de passarões, que se dedicam às nossas sementeiras e que já não peço a sua exterminação, mas sou de opinião que sejam instalados dentro de gaiolas. Com eles à solta é que nunca teremos refrigério.
O bando é grande, mas não será de tal dimensão que não possa ser travado, ou mesmo “erradicado”.  Se existem investigações, é porque existem dúvidas; se existem conclusões para detenção, é porque as dúvidas a isso conduzem.
 Fico, é deveras pasmado, com a aquisição da liberdade condicionada, através de uma acção meramente monetária. Não é a primeira vez que isto tem acontecido.
Não gostaria de forma alguma de voltar ao tempo de Salazar, mas, naquele tempo, qualquer “pássaro”, sobre o qual pendessem desconfianças quanto à sua honradez, nem para o lugar mais rasca presente no funcionalismo público, tinha préstimo. Verifica-se com apreensão e tristeza, que actualmente, tudo o que vem à rede é peixe; o que se tem comprovado ser um logro, porque todo entulho tem servido para essa passarada nos fazer o ninho atrás das orelhas e nós estamos como se pode observar; no fundo da latrina, por causa dessa pardalada.
Não é mentira que também os vão caçando – então agora, têm sido uns atrás dos outros – só que quando os apanham, com a bênção do Ministério Público e a água-benta “do processo em segredo de justiça interno e externo”, atam-lhes um frágil cordel a uma das patas, deixando as asas livres voar, o que lhes permite subir até que encontrem uma árvore bem alta, no em Cabo Verde, no topo da Europa ou em outro lado qualquer, onde as chumbadas da razão não consigam ferir a penugem da sua imunidade. Mas, de boca aberta a olhar o firmamento, os que lhes concederam “asas”, alimentam a esperança - fingida - de que eles remigrem e penetrem na gaiola.
Pobres inocentes!
Ou não!? Pode ter havido um guisado de cabrito, não sei!?

António Figueiredo e Silva
Coimbra, 03/07/2029


segunda-feira, 1 de julho de 2019

NÃO É SÓ ELE QUE "VÊ"


É muito mais fácil corromper do que persuadir.
(Sócrates)

Não tem nada a ver com o Ti Zé.
 (A. Figueiredo)
NÃO É SÓ ELE QUE “VÊ”

Eu também o sinto, bem assim como a generalidade dos portugueses.
É uma moléstia que, antes de ser sentida, ao longe já exala o seu odor “fétido”, que faz tremer os menos precavidos e revoltar os mais sensatos.
E a dificuldade não está no desconhecimento dessa epidemia, - neste caso, nacional – ou em saber onde ela está instalada; o dilema reside em comprovar a sua realidade, tendo em conta o complicado labirinto mafioso que a acoita e protege.
Não é necessário ser-se muito inteligente para verificar a sua existência; basta olharmos para o enriquecimento rápido daqueles que, em tempos determinados, não passavam de uns ignorados “maltrapilhos” e actualmente, do lado de lá do Oceano Atlântico, em pleno gozo (vitalício) dos proventos criminosamente desviados das nossas algibeiras, riem-se de nós e da nossa mansidão, pela incapacidade que temos tido em os subjugar, julgar e condenar, quando essa necessidade devia ser austera e imperativa. A juntar a estes, também não é dúbia a presença de ácaros de igual quilate cá no território, como tem sido averiguado, que jornadeiam no meio de nós com toda a impunidade, com tanto poder, que nem os princípios instituídos nem as forças policiais ligadas à investigação, conseguem fazer sortir os efeitos desejados; confisco dos bens e hotel prisional com eles.
Não, uns continuam impavidamente, com as suas “garagens”, que insolentemente afirmam não lhes restar mais nada; outros com as suas “pequeninas leiras”, mansões ou “minúsculos e ordinários” armazéns repletos não de mera sucata, porém de valiosas obras de arte; além destes ainda há outros com os seus apartamentos em Paris, ou a gozar férias e a gozar connosco “encafuados” em apartamentos de amigos, primos, ou sei lá de quem. São aqueles que de depois da prova provada, nada provado foi; se a prova não pôde ser destruída, atrasa-se o processo de “delito” até à sua prescrição; contudo, se a coisa realmente deu nas vistas, são-lhe aplicadas umas mini- férias num espaço destinado à meditação e ao fim de uns "mesitos" sai da jaula e vai gozar os proveitos do produto açambarcado – e o Pagode, claro.
E aqueles que pertencem ao cardume dos “pequenitos”, comummente titulados de peixe-miúdo?
 Labregos, burros que nem um calhau, conquanto que, imbecis, mas manhosos, que proliferam por aí a poluir a estabilidade dos sistemas autárquicos, provocando o emperramento de toda a estrutura consensual que constitui cinemática dessas instituições públicas que foram criadas para zelarem e protegerem os direitos do cidadão.
Estes “cidadões”, murchos em cidadania, apesar de usufruírem salários aparentemente ”miseráveis” (?),  muitos deles fazem uma vida faustosa, de ostentação e deleite, onde quase nada lhes falta, desde opulentas e confortáveis habitações, boas “carripanas” BMW, ou equivalentes, lautos repastos e férias paradisíacas; as suas garrafeiras também devem ser “vítimas” de sortido atafulhamento com as melhores e mais caras “buídas”; enfim, um maná de benesses que lhes provoca algum estrabismo no olhar, cofose na audição, mudez palavra e “arreata” na escrita.
Os modos de vivência de toda esta pardalada, deviam ser averiguados, de fio a pavio, porque, “Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vêm”.
O ditado é velho, e está mais do que certo.   

António Figueiredo e Silva
Coimbra, 01/07/2019