quinta-feira, 16 de novembro de 2017

"COLAGEM ARGUTA"

Errar é humano.
Culpar outra pessoa é política.
 (Hubert H. Hampherey)

“COLAGEM ARGUTA”


» “o PSD é um partido de poder, não é a muleta do poder” (Rui Rio)

Hilariante, porque é vulgar algumas “muletas” tentarem colar-se ao poder - é certo que não quero com isto, desvalorizar as afirmações de Rui Rio.No entanto, existe sempre alguém que, após haver desconsiderado a velhice, tenta agora maliciosamente, uma colagem estratégica com a intenção de ver se consegue uma alavancagem para galgar os degraus da escadaria política, seu sonho arrebatador.
O problema é que a “velhada”, apesar de pestilenta, artrítica e senil, ainda consegue gravar bem a afronta que lhe foi feita em tempos idos e agora é tempo de recordar; pelo menos eu, enquanto o céu-da-boca não me arrefecer ou o tino não me falir, fá-lo-ei sempre que oportunidade e a vontade me surjam.

“A NOSSA PÁTRIA FOI CONTAMINADA PELA JÁ CONHECIDA PESTE GRISALHA” (celebérrima frase de Carlos Peixôto deputado do PSD).

Em épocas sazonais da politiquice, teimo em chamar à colagem a expressão acima reproduzida, porque ela espelha perfeitamente a inteligência de quem grafou, pela “sonância acetinada” da sua complementaridade, em relação à velhice existente em Portugal.
E alimento essa questão, por vários motivos:
Primeiro, porque gosto muito da proposição, pela “magnificência” que borbulha no espírito do seu recheio, tornando-o belo aos olhos de quem não vê, aos ouvidos de quem não ouve e à sensibilidade dos insensíveis.
Segundo, para ajudar o autor de tão “carinhosa” citação a subir descendo na carreira política, seu incontestável sonho e tábua de salvação para um futuro risonho e desencurvado.
Terceiro, para ajudar a limpar possíveis cascalhos que vão aparecendo no caminho que leva à organização do elenco com vista à nossa governação.
Quarto, para lembrar os “pestilentos e reumáticos velhinhos” - ao que parece já não cambiáveis - que podem dar a sua “artrítica ajuda” para a guindagem de tão “ilustre” figura pulítica, que tanto espanto nos provocou, e empurrá-la para o caminho do sucesso que indubitavelmente merece.
Pertenço à raça daqueles que nunca defendeu partidos, mas criaturas que entenda prestáveis pela sua inteligência e lealdade aos seus compromissos, não isentando porém que não possa ser enganado; mas, se o for, é só uma vez.
A “COLAGEM” foi tentada; vamos lá a ver se ela pega.
Vamos ajudar.

António Figueiredo e Silva
Coimbra, 02/11/2017



sábado, 11 de novembro de 2017

O "CHOURIÇO"


  

O “CHOURIÇO”

(A “letra de lei”)

 O cassetete, outrora símbolo da autodefesa e catalisador da ordem, hoje não passa de um quase imperceptível e miserável monumento, pendurado à cintura, como baluarte de um chouriço sem acção, não obstante o seu luzidio polimento.
Aqueles que deviam ter, já não têm medo dele e olham-no de soslaio, com um sorriso de meia boca encharcado de gozo, denunciando o seu pensamento: “sei muito bem onde devias meter isso, meu”!...
Era aquele bocado de chouriço negro, hirto e tumefacto, que, bem manobrado, acalmava os ânimos mais arruaceiros e refilões, actuando na hora própria e com rapidez – como a aspirina.
A aplicação actualmente considerada ortodoxa desse “falo”, contribuiu em muito para a não existência do vergonhoso congestionamento de processos em tribunal e o não menos deprimente aumento da população prisional, uma vez que os assuntos eram resolvidos em campo ou nas esquadras no momento preciso, com a distribuição das suas doses directamente proporcionais -às vezes falhavam a proporcionalidade por excesso, mas errar é humano - ao “bem” perpetrado pelo receptor. Graças ao cassetete, ele saía de lá ou abandonava o local um pouco combalido e macambúzio, mas sem vontade de novo tratamento. Ele abria a memória inculcava na massa cinzenta os direitos e deveres cívicos.
E era com massagens lombares gratuitas – hoje pagam-se, e bem- que o “filantropo” ou o “moralista” saíam de lá “catequizados” e a maior parte das vezes não voltavam a cometer “benfeitorias” que os pudessem levar às sessões deste tratamento fisioterápico, pois o que não dói, da memória se varre.
Sempre existiu e existe – ainda bem - um género de pessoas que devido ao seu íntimo moral, sabem dar-se ao respeito e respeitam quem com eles convive. Porém, outros há que se esquecem completamente da existência do seu próximo e erradamente pensam que só eles existem, fazendo de mal aquilo que lhes dá na venêta caçoando no fim os objectivos dos seus actos tresloucados.
Para este género de pessoas não conheci até hoje, método algum que lhes impusesse o respeito pelos outros, a não ser o adorável cassetete ,hoje arrumado a um canto, agonizando à espera que alguém o revitalize, ou hibernando até que apareçam as condições “climatéricas” propícias para a sua actuação, que me parecem tardar.
O cassetete, que durante muitos anos foi o condicionador da violência, apesar de também a ter distribuído; hoje não é mais do que um mero adorno, um chouriço sem acção, que no seu suporte vai definhando à medida que a criminalidade aumenta.
Por isso, eu sou um de entre milhões, que reza para que o cassetete volte a ter as suas funções primitivas levando os seus “adoradores” a baixarem a cabeça quando o virem, num acto de submissão à lei e simultaneamente ordem, para que todos possamos viver com mais sossego.

António Figueiredo e Silva
Coimbra, 23/08/2004
www.antoniofsilva.blogspot.pt













sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A DESCONTAMINAÇÃO

Deus é justo, pois criou sérios limites à
inteligência dos homens, mas nenhum
limite à sua burrice.
(Konrad Adnauer)

A DESCONTAMINAÇÃO

É natural, quando “A NOSSA “PÁTRIA ESTÁ CONTAMINADA COM A JÁ CONHECIDA PESTE GRISALHA”, (afirmação de Carlos Peixoto, deputado do PSD), deve ter sido porque, ou ainda não existia a lei que proibia a sua entrada nesta santa terrinha, ou então borrifou-se para a lei e entrou mesmo, como muitas espécies mais nocivas e de grande porte, o têm feito.
Fronteiras abertas é o que acontece. “O cão só entra na igreja se tiver a porta aberta”, não é?
Agora, pelas considerações de outro deputado do mesmo partido, António Leitão Amaro, a sacana da legionella, que estava proibida de entrar em Portugal já antes de 2013, ao que parece entrou mesmo e descaradamente já fez estragos e os elementos do SEF, coitados, nada puderam fazer.
Estou a ver que para cá entra toda a bicharada sem passaporte, apesar da existência alguma legislação instituída, por grandes cabeças conhecedoras do assunto.
Bem, também pode acontecer que seja só bláblá politiqueiro para amedrontar essa microscópica bicharada, e com esperteza rudimentar, salvar os portugueses das pestes, das legionelles, dos vírus da gripe, das salmonelas e outros animaizinhos de pequeno porte, que cirandam pela estrutura do nosso canastro.
Por falar em leis para interditar essa animalada, penso que devia ser criada, nem que fosse em riba dos joelhos, como tantas outras, uma para erradicar os ácaros, porque, enquanto os outros “emigrantes” vêm, levam umas cacetadas vacinais ou pilulares e zarpam, obviamente deixando alguns estragos como é notório; os ácaros, vêm, instalam-se, multiplicam-se protegem-se e enquanto houver que chupar, não despegam. Isto é que é uma chatice.
Também havia de ser criada uma lei que vedasse a entrada à estupidez. É que se ela existisse eu não sentia necessidade alguma de estar e empatar o meu tempo a escrever estas patranhas, que por certo vão atingir algumas cabeças acéfalas.

António Figueiredo e Silva
Coimbra, 10/11/2017