quinta-feira, 3 de agosto de 2017

MADURO ESTÁ "MADURO"



"O desejo de igualdade levado ao extremo,
 acaba no despotismo de uma única pessoa." 
(Barão de Montesquieu)


MADURO, ESTÁ “MADURO”.

VENEZUELA!
Uma imensa porção de território que Simón Bolívar libertou das grilhetas de Espanha e tornou independente, transformando-a num dos países mais bem-afortunados da América Central, é agora um pátria de resignação fervente, de liberdade apodrecida onde reina a ferro e fogo um cerrado despotismo. Foi uma região produtiva, bafejada pela abundância, com invejável nível de vida onde a emigração afluiu com a energia e a tenacidade de um enxame de abelhas, permitindo a muita gente – com algum sacrifício, claro - granjear posses que lhe permitiram ter hoje, uma vivência estável.
A Venezuela vê-se actualmente estrangulada e rastejante sob o jugo de uma ditadura que no século XXI já não tem razão de ser, perante a forma de pensar nos dias de hoje.
Nicolas Maduro, sucessor da tirânica “monarquia” chavista, deu o derradeiro golpe ao colocar o país num ciliciado “amadurecimento” obrigatório, até este tombar podre de maduro; derrotou toda a estrutura económica e financeira, de tal forma que a miséria faz parte da vestimenta esburacada e rota daquele país.
É inacreditável como uma figura que forçou a sua apresentação como defensor da liberdade de um povo, foi ela própria, o carrasco, o verdugo, desse mesmo povo.
Ali falta tudo. No que respeita bens materiais, os produtos de primeira necessidade são uma evidência; a estabilidade económica e social, ao que parece, não existe; a tranquilidade e a ordem estão entrevadas e em situação de penosa recuperação.
A única condição que existe com fartança é a repressão, até que aquele povo tenha oportunidade de retirar o pescoço da corda de sisal que lhe sufoca a liberdade e lhe sustem a revolta.
Não conheço esse outrora “Reino do Prestes João” e tudo o que dele possa pensar é-me veiculado pelos mais variados meios de comunicação.
A ser tido como verdade tudo o que tem chegado ao meu conhecimento, penso que Nicolas Maduro já atingiu o seu ponto excelso de maturação e tem grandes hipóteses de acontecer-lhe o que acontece com toda a fruta muito madura; cai. Cai e certamente que não terá tempo de tirar proveito, do proventos conquistados pela sua desenfreada ganância.
 Assim o povo se unifique.

António Figueiredo e Silva
Coimbra, 02/07/2017
www.antoniofsilva.blogspot.com








quinta-feira, 27 de julho de 2017

AGRADECIMENTO (Aniverssário)

AGRADECIMENTO
(Aniversário)

Dantes ainda comemorava risonhas primaveras; acontece porém, que a partir de determinada fase, continuei os festejos, mas numa fase outonal, onde os ventos das mazelas começaram de mansinho a rondar a minha pele; agora já não posso dizer o mesmo, com toda a artrítica estrutura a molestar-me e a bomba cardíaca a fracassar; limito-me a festejar com imenso prazer uns risonhos invernos, enquanto a Natureza o permitir.
Mesmo com canastro cheio de folgas e a força anímica a dar sinais de cansaço, o que ainda funciona e que considero a minha maior valia, é a parte racional, que espero que esta não entre em insolvência, permitindo-me desta forma viver mais uns anos com bastante satisfação, como muitos dos meus amigos tiveram a afabilidade de me desejar.
Àqueles que, ainda que virtualmente se propuseram a entrar na minha festa, efusivamente venho agradecer-lhes pela nobreza do gesto que tiveram.
QUE OS VOSSOS DESEJOS SE REPERCUTAM NAS VOSSAS VIDAS.
BASTANTE SENSIBILIZADO E COM UM GRANDE ABRAÇO, A TODOS O MEU MUITO OBRIGADO!

António Figueiredo e Silva
Coimbra, 27/07/2017
www.antoniofsilva.blogspot.com
  



quarta-feira, 5 de julho de 2017

QUANDO A TERRA TREMER

Aos “Iluminados” Senhores do Mundo, para
 que não se deixem contaminar pela loucura;
eles não ficarão cá para semente.
(A. Figueiredo)

 QUANDO A TERRA TREMER!
(КОГДА ЗЕМЛЯ ВПЕРЕД! -  
(WHEN EARTH SHAKE!  - 當大地震動!- جب زمین ہلا!- いつ震えます!- ווען די ערד שאָקלען! - Wenn die Erde SHAKE! - QUAND LA TERRE SHAKE!- DEMA dibûyî erd!)


O Homem não tem emenda. Desde os horrores de Hiroxima e Nagazaki, que o nosso planeta se tem vindo a defrontar com uma fragilização na sua estabilidade.
Por um lado graças à ciência, que vasculhando no âmago da matéria, conseguiu concluir que o infinitamente pequeno conseguia destruir o infinitamente grande graças a uma desprezível partícula chamada neutrão ou através de outro pequeno elemento chamado vírus, que pode rebentar com toda a cadeia de ADN. Por outro lado, graças também ao fanatismo ideológico que atrofia a percepção analítica, e limita assim, os horizontes da razão. Ainda por outro lado, o alastramento do egocentrismo que prolifera como uma peste e faz com que cada um seja escravo de si próprio e por arrasto escravize os outros.
São estas três razões que, em tresloucada inconsciência hão de fazer a terra tremer num estertor apocalíptico onde nem as bestas escaparão.
Isto pode acontecer – que vai acontecer - enquanto subsistirem meia dúzia de cabeças onde a noção de vida não tem espaço para existir. E não tenhamos dúvidas quanto à sua existência. Estão hibernando no frio dos seus pensamentos maquiavélicos à espera que germinem as condições adequadas para encetar a destruição, que eu considero factível perante os elementos de prova de que tenho conhecimento.
Na América do Norte, Rússia, Ucrânia, China, Índia, Paquistão, Iraque, Irão, França, Alemanha e muitos outros, estão os condimentos prontos para gerar um caldo que atingirá temperaturas acima de 1 milhão de graus Celsius, milhares de milhões de quilowats de energia e ciclópicas tempestades com ventos superiores a 1.000 km/h, capazes de aplainar a face da terra, ou mesmo fragmentá-la.
Encafuados em fortes silos de betão armado e escrupulosamente bem guardados por sistemas de alta segurança, estão armazenados os fazedores de fogos-de-artifício de um futuro escuro como breu, que trarão a destruição integral da vida neste planeta ou até determinar o seu próprio fim como matéria palpável.
Estes monstros destruidores estão à mercê de cabeças que eu não confio, e basta que eles saiam do seu casulo para que os neutrões libertados, na sua fúria desenfreada se encarreguem de fraccionar tudo quanto é vida, transformando a sua equivalência em horror e energia no momento da destruição fatal.
Irá ser um “parto” aterrador onde muitos nem vão ter a possibilidade de ranger os dentes num último alívio de aflição. É à velocidade da luz que tudo isto funciona e nada mais, onde o tempo e o espaço possuem um estado referencial diferente daquele que conhecemos nesta existência.
Quando a terra tremer, não irá sobrar ninguém para contar a história. O Homem, aprendiz de feiticeiro, passou a outro estado de matéria, fenómeno que ele próprio criou e inconscientemente fez deflagrar.
E lá fica a terra! “Vã, informe e vazia”!... Ou apenas um lugar no cosmos onde antes existiu vida, substituído por uns milhares de meteoros, resultado da sua fragmentação, que vagueiam pelo espaço até serem capturados pela força da gravidade de qualquer outro astro nesta ou noutra galáxia existente nos incomensuráveis confins do Universo.


António Figueiredo e Silva
Coimbra, 23/05/21014

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