terça-feira, 8 de novembro de 2016
LIBERDADE DE EXPRESSÃO - A HETERONORMATIVIDADE DO VIRGEM OFENDIDO
Artigo de opinião sobre o caso "PESTE GRISALHA", no Jornal Digital - Observador:
Para poder assistir ao video, copie o link em baixo:
http://observador.pt/opiniao/a-heteronormatividade-do-virgem-ofendido/
Video Governo Sombra / Condenação "PESTE GRISALHA"
Governo Sombra no caso da condenação " PESTE GRISALHA"
http://www.tvi24.iol.pt/videos/governo-sombra/governo-sombra-29-de-outubro-de-2016/5815dfd40cf2d549d555f2bb
http://www.tvi24.iol.pt/videos/governo-sombra/governo-sombra-29-de-outubro-de-2016/5815dfd40cf2d549d555f2bb
domingo, 6 de novembro de 2016
AGRADECIMENTO
AGRADECIMENTO
Quase
restabelecido da emoção que me envolveu, quero apresentar em público os meus
sinceros e reconhecidos agradecimentos a todos os que, de uma forma ou de
outra, estiveram – e continuam a estar – a meu lado, no caso da injusta
condenação que me foi imposta pela “douta” confirmação do Tribunal da Relação
de Coimbra, da decisão anteriormente tomada pelo Tribunal da Comarca de
Gouveia.
Assim:
Ao
“Jornal I”, ao “Expresso”, ao “Diário de Notícias”, ao jornal electrónico
“Observador”, à “TVI 24, no seu programa “Governo Sombra” com a intervenção de, Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares e com moderação de Carlos Vaz Marques, e ainda na 21ª
hora, com a cooperação de Constança Cunha e Sá e moderação de José Alberto de
Carvalho.
Não
posso deixar também de estender este manifesto de gratidão à APRE (Associação
de Pensionistas e Reformados) na pessoa de Maria do Rosário Gama, presidente
daquela instituição; alargo também o meu muito obrigado a outras instituições
que de momento não me apraz lembrar.
Quero
contemplar também o grosso da população portuguesa, de todos os extractos
sociais; desde o mais simples pastor, ao mais elevado causídico, professor
universitário, ou cientista, o auxílio moral que me emprestaram
Penso
ser meu dever juntar a esta ladainha de reconhecimento, as minhas testemunhas
de abonação, que se prontificaram de imediato e sem reservas, a atestar a minha
educação cívica e moral:
António
Pereira Coutinho (professor na Universidade de Coimbra), CarlosArtur Abranches
de Pina Amaral (ex-professor do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra),
José Vieira Lourenço (professor de Filosofia) e Bruno Domingos Miranda
(professor e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vendas de Galizes).
Aqui fica também um grande carimbo
de agradecimento, a uma pessoa, cuja nobreza de carácter é meu dever enaltecer,
por me ter dado o seu total amparo, disponibilizam-se sempre com ilimitada
vontade e paciência, para me acompanhar em todo o sinuoso e complicado trajecto
jurídico cujos honorários foram pagos apenas com a satisfação das virtudes que
a sua condição humana lhe outorgou: humanista, leal, compreensivo e defensor
dos “fracos”; é ele, João Saldanha, Digníssimo Advogado de Coimbra.
Para
findar, faço questão - apesar de grisalho contaminado - de agradecer também ao sr. Carlos Peixoto, o autor
indiscutível de frase que irá ficar para a História de Portugal, “A nossa Pátria foi contaminada pela já
conhecida peste grisalha”, por me ter facultado também, a possibilidade de
poder conhecer bem fundo, a diferença existente entre a imbecilidade e
sapiência, velhaquice e bem-fazer, ética e incorrecção, e, finalmente, a diferença
entre elite que devia ser refugo e refugo que devia ser elite.
Coimbra, 06/11/2016
António
Figueiredo e Silva
(O
CONDENADO)
Ou:
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
O MELRO
O
MELRO
(Não
tem nada a ver com Guerra Junqueiro)
Eu conheci-o! Não era jovial,
nem alegre, nem luzidio e não soltava risadas de cristal… as suas anafadas
“melodias”, mais pareciam o cacarejar de um garnisé irreverente, cantado de
galo em riba do poleiro, antecipadamente organizado para ele. Quando o vi pela
primeira vez, assomou-se-me à minha já astigmática visão, uma figura caricata,
que, pelo ar tosco que apresentava a orbitar o ridículo, parecia ter saído da
pena sarcástica e contestadora do já falecido José Vilhena – que a sua alma de
guerreiro, descanse em paz.
A
sua plumagem era nevoenta, surrada e em desalinho. Até os sapatos onde as bases
das suas canetas assentavam, eram tão disformes na medida, que os dedos muito
teriam de penar para chegar às biqueiras, sem nunca o conseguirem. O seu
pescoço depenado, de reles galináceo, era atabalhoadamente enrolado num farrapo
pintalgado, de mau gosto, mais parecido com um Kafie árabe; o seu revestimento epidérmico era trigueiro, como um
chouriço minhoto - na sua aparência e não no gosto - antes de ser defumado,
encimado por umas urzes capilares mal aparadas e em desalinho, - à reguila - seboso
ou encharcado de brilhantina e polvilhado com alguma caspa à mistura - ou era
da minha vista - com traços de rebeldia puerilizada que, no seu todo, exibia falta
de uma presença respeitosa, como é requerido ou exigido a uma figura
aristocrática, na cultura em que vivemos.
Olhei
para aquele espécime da fauna governativa, e critiquei para com os meus botões:
“então é esta avis rara que exige ressarcimento
pelas suas baboseiras”? O que é que este saltimbanco quer?
Fiquei
pasmado ao ouvir o seu tagarelar! “Aureolado” por uma simpatia e uma descontracção
constrangidas, onde era notório que a sua linguagem gestual atraiçoava a
fidelidade dos argumentos arrancados pela picareta da sacanice atada por um
baraço fibroso de mau fígado, ao cabo acasmurrado de velhaca vingança, porém,
desfavorável ao estabelecido no seu juízo. Pelo menos, naquele momento, assim o
entendi.
Não será fundamental
muito conhecimento científico, para um velho como eu analisar um comportamento
defeituoso, muitas vezes mal incutido no reino da petizada, que, por se
sentirem homens a sério, - que nunca serão - face à alcândora onde que foram pousados,
posição essa, consequente da cegueira reinante que em determinado tempo
contaminou os sentidos de muitas pessoas, e serviu de trampolim a manhosas
conveniências de outras, que, destituídas qualquer sentido ético, destes
espécimes se serviram para atingirem os seus fins.
Ao
entrar no alvazil, olhei para a ave e murmurei para comigo, em reservado
solilóquio: este merda não presta; não vale a ponta de um corno.
Era
realmente um melro que não interessava, nem ao Menino Jesus – como é costume
dizer-se na gíria depreciativa do nosso povo.
Era
uma ave de franzina estrutura, que, parodiando, mais se assemelhava à de uma
carriça; não tinha bico amarelo, a totalidade do seu aspecto era tosco,
escanzelado e não sabia chichorrobiar.
Sentado
no seu “galho” com as pernitas traçadas, numa clara falta de respeito para os
princípios mais elementares estabelecidos para um Sinédrio, postura pela qual
não foi admoestado, sinal de que por ali havia uma certa intimidade.
Não
parecia uma ave; mais parecia uma autêntica abécula, um fiasco, um triste arremêdo
à passarada da sua estirpe.
Lá
encetou a sua lengalenga num arengado assobiador, condimentado com um intenso
cheiro a falso sofrimento, de certeza cozinhado numa rábula partitural antes
ensaiada, numa tentativa maléfica de mudar o rumo à razão que não estava do seu
lado.
Mas
que rico melro!?
António
Figueiredo e Silva
Coimbra,
07/11/2015
www.antoniofsilva.blogspot.com
Ou:
www.antoniofigueiredo.pt.vu
sábado, 29 de outubro de 2016
"PESTE GRISALHA/CONDENAÇÃO
“PESTE GRISALHA”/CONDENAÇÃO
(A
MINHA PRENDA DE NATAL)
Para
a estação, o dia até estava com uma temperatura agradável, se bem que, no céu
pairavam tufos de nuvens ameaçadoras de fortes bátegas. Estava eu para entrar na
minha “chicolateira”, mas sentia-me dominado por uma uma sensação de que
algo de estranho iria acontecer.
Por bem ou por mal, acertei. Apesar da
omnipotência Divina, por vezes o Diabo também prega as suas partidas… e de que
que maneira!?
Tratamento: exorcizá-lo.
No
dia 21 de Outubro, de 2016, pelas 17.03 h, recebi antecipadamente a minha
prenda de Natal, por decisão do TRC (Tribunal
da Relação de Coimbra) na sequência da instauração de um processo judicial por Crime de Difamação Agravada, interposto
pelo sr. António Carlos Gomes da Silva
Peixoto, em 2013, à época deputado do PSD pelo distrito da Guarda, onde era
colocada em questão uma carta minha titulada “PESTE GRISALHA” (Carta aberta a um deputado do PSD), que lhe foi endereçada,
saiu em vários periódicos, inclusive no “Notícias de Gouveia”, sua terra natal,
foi colocada no meu blog, www.antoniofsilva.blogsopt.com,
e, como não podia deixar de ser, foi também remetida ao Sr. Presidente da
República Portuguesa – à época Aníbal Cavaco Silva – do qual ainda conservo a
resposta arrolhada no odre silencioso do tempo, até que algum interessado em
história o consiga desarrolhar e trazê-lo à luz do dia. Mas não será tão cedo!?
Por sinal foi um presente “engraçado”,
que a meu ver roça o caricato no que refere à cabal interpretação do conteúdo
nela redigido, daí resultando que não foram contemplados os conceitos metafóricos
e polissémicos, pedras basilares onde é edificada riqueza da nossa língua, a
Língua Portuguesa; significando isto, que uma interpretação deficiente ou
preconceituosa, abastardada ou não por influências do poder político ou
judicial, pode arredar a lâmina da espada da lei, do in dubio pro reo e ao mesmo tempo infectar a figura icónica da justiça
de acentuado estrabismo, a qual, devido à deficiência ocular provocada, não
deixa safar-se o mais pequeno carrapato… mas pode passar impune o mais alentado
paquiderme; dependendo, como é óbvio, este paradoxo, da doutrina interiorizada,
formação moral e ética do julgador, ou da dominância e não da razão de um dos
contendores.
Bem, de preâmbulo bonda.
Como atrás referi, foi-me instaurado o supracitado
processo, ficando assim em lento brotamento a semente germinadora da presente
ratificação condenatória.
Houve a instrução do processo no TCG
(Tribunal da Comarca de Gouveia), que tinha por objectivo, provar a
culpabilidade do acusado, neste caso EU, cujo resultado foi aminha absolvição,
que, em abono da verdade se diga, foi sabiamente fundamentada num autêntico
tratado jurídico, elaborado por uma Juiz com uma amabilidade e uma serenidade,
que eu na realidade não esperava.
Ressentido e não conformado com o
resultado da decisão, com todo o direito que a lei outorga, o queixoso recorreu
para o TRC, cuja instância doutamente (?) modificou a letra do crime de que eu
vinha acusado, considerado um Crime Público-político, para um Crime Público,
isto é, retirando a agravação do processo acusatório e remetendo-me deste modo para julgamento, cindindo-me simultaneamente,
desta forma singela (selecta), a possibilidade de recurso para o TEDH (Tribunal
Europeu dos Direitos do Homem).
Fui julgado no Tribunal de Gouveia, do
qual saiu a dita sentença; 3.000:00 euros de indemnização ao demandante e
duzentos dias de pena, a pagar ao tribunal, a 6 euros por dia, e, como é óbvio,
mais as custas de justiça; tudo somado deve rondar os 5.000 euros.
Agora que as circunstâncias estavam à
minha disposição e a lei o permitia, recorri da punição para o TRC, apelando no
sentido de que, se a penalidade não pudesse ser neutralizada, pelo menos, que
viesse a ser reduzida.
O demandante contrapôs com a sua
argumentação e o TRC confirmou a sentença do TCG, que constituiu, a meu ver a
prenda de Natal mais “emocionante” que em toda a minha vida recebi.
Tudo isto demorou cerca de três anos.
*Fim
da história.
(que
agora parece que continua).
António Figueiredo e Silva
Coimbra, 29/10/2016
Ou:
*Para entendimento do MUNDO,
penso
que está tudo sintética e
devidamente
esclarecido, no entanto, por
detrás da
cortina da narrativa, ainda
subsiste uns
largos cêntimos de paleio para
mangas.
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